Archive | agosto, 2010
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Jesus: o segundo Adão – Qui.05/08

Jesus: o segundo Adão

 O pecado de Adão versus a remissão dos pecados por Jesus. Por um homem entrou o pecado no mundo e por um homem o mundo recebeu o perdão. Jesus e Adão… a história da redenção!

 Na lição de hoje podemos estudar o significado de Jesus ter vindo para pagar os pecados do mundo, ou seja, o pecado entrou no mundo por um homem (Adão) e é justificado também por um homem (Jesus). O que serve de complemento para o nosso estudo, é que precisamos entender que não poderia qualquer homem a se oferecer para que fosse pago o preço da remissão dos pecados da humanidade. Por exemplo, a morte de Abel não remiu os nossos pecados, a morte de outros antes de Cristo não foram o salário do pecado da humanidade caída. Então porque a morte de um homem chamado Jesus pagou? Entenda que este Homem não era um ser comum…

 A igreja Adventista se posiciona sobre Jesus ser o segundo Adão, o que significa que Cristo não tinha uma natureza pecaminosa assim como Adão em sua criação não tinha. Em palavras mais técnicas, Jesus tinha a natureza pré-lapsariana (antes da queda). Segundo a explicação do Dr. Alberto Timm, a Igreja Adventista crê que Cristo veio com as duas naturezas humanas de Adão. Em certo sentido antes da queda e em outro, depois da queda.

 1.      É pré-lapsariana (idêntica a de Adão antes da queda) no sentido moral e espiritual. Não tinha pendor para o pecado, não tinha paixão ou qualquer inclinação para pecado.

2.      É pós-lapsariana (idêntica à nossa) no sentido físico e morfológico. Jesus sentia frio, fome, sede, cansaço e veio na estatura dos homens de sua época.

 Esta fusão de naturezas é que torna o homem-Deus, Jesus, Apto, Santo e Capaz de tomar sobre si as nossas culpas e através de sua morte nos Justificar.

 “O paralelo entre ambos (Adão e Jesus) realça, por meio de contraste, o valor do plano de Deus. O contraste é entre o pecado do primeiro e a justiça do Segundo, e suas opostas consequências para a raça humana: morte e vida. Tanto o pecado de Adão como a justiça de Cristo são vistos como atos históricos que resultam em dois poderosos princípios que atuam no homem: o pecado e a graça. Adão e Cristo emergem como cabeças de duas completas e distintas humanidades: a perdida, vinculada a Adão pela ascendência biológica (todos descendem dele), e a restaurada, vinculada a Cristo pela fé.” Pr. José Carlos Ramos

 Segundo a literatura inspirada “Cristo é chamado o segundo Adão. Em pureza e santidade, unido com Deus e amado por Deus, Ele começou onde o primeiro Adão começou Ele cruzou o chão onde Adão caiu, e redimiu o fracasso de Adão.”  Youth’s Instructor, June 2, 1898.

 O pecado de Adão (que é o mesmo que dizer os pecados de toda a humanidade) tem como sentença a morte eterna. Por isso o amor de Deus é inexplicável. Ele não precisava de perdão ou de remissão, muito menos sofrer e chegar até morrer uma morte tão cruel. Jesus podia ter  desistido da humanidade, mas ele assumiu nossa forma, veio ao mundo e não caiu. Assim cumpriu o seu  propósito de amor. Alterou, com sua morte, a nossa sentença. Agora todos nós temos à disposição a salvação em Jesus, somos salvos e remidos por Ele.

Jacqueline Alves

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Justificados, pois… – Dom.01/08

A declaração “justificados” significa literalmente “tendo sido justificados”. O verbo grego representa a ação completa. Fomos declarados, ou considerados, justos não por qualquer ato da lei mas por havermos aceitado Jesus Cristo. A vida perfeita de Jesus aqui na Terra, Sua perfeita observância da lei, foi creditada a nós.

Ao mesmo tempo, todos os nossos pecados foram lançados sobre Jesus. Deus considerou que foi Jesus que cometeu esses pecados, não nós, e, assim, podemos ser poupados do castigo que merecíamos. Aquele castigo caiu sobre Cristo, para que nós mesmos nunca tivéssemos que sofrê-lo. Que notícia mais gloriosa pode haver para o pecador?

O verbo grego traduzido como “nos gloriamos” no verso 3 é o mesmo traduzido como “gloriamo-nos” no verso 2. Assim, existe uma clara conexão entre os versos 2 e 3. Os que são justificados podem se gloriar na tribulação porque depositaram fé e confiança em Jesus Cristo. Têm confiança de que Deus conduzirá todas as coisas para o bem. Consideram uma honra sofrer pela causa de Cristo (Veja 1Pe 4:13).

Note, também, a progressão dos versos 3 a 5:

1. Perseverança. A palavra grega traduzida dessa forma é hupomone, que significa “firme resistência”. Esse é o tipo de resistência que a tribulação desenvolve naquele que guarda a fé e não perde de vista a esperança que tem em Cristo, mesmo em meio a tentações e sofrimentos que, às vezes, podem tornar tão difícil a vida.

2. Experiência. A palavra grega assim traduzida é dokime, e significa literalmente “qualidade de ser aprovado”, e daí, “caráter”, ou, mais especificamente, “caráter aprovado”. Aquele que suporta pacientemente as provações pode desenvolver um caráter aprovado.

3. Esperança. Naturalmente, perseverança e experiência ocasionam esperança, aquela encontrada em Jesus e em Sua promessa de salvação. Ao nos apegarmos a Jesus pela fé, arrependimento e obediência, temos tudo para manter esperança.
 
Em sua vida, qual é sua maior esperança, maior que qualquer outra coisa? Como essa esperança pode ser cumprida em ­Jesus? E pode mesmo? Se não, de onde vem nossa esperança?

Renan

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