Archive | outubro, 2010
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Pacificadores – Sex.29/10

O que você faz quando tem a razão?
O que você faz quando uma pessoa difícil de relacionamento está errada e isso pode te prejudicar?
Talvez a sua escolha seja a de se defender e se proteger para que não corra risco nenhum.
Talvez você não interfira e deixe as pessoas colherem as consequências plantadas.
Mas você teria coragem de assumir a culpa que não é sua?

Ser pacificador é se colocar entre duas pessoas tentando agradar a “grego e troianos” como costumamos dizer, para que as duas partes estejam satisfeitas.
Essa é uma posição nobre, e uma atitude admirável, mas quando não estamos envolvidos nos problemas. Agora, tomar a posição do errado para tentar concertar o erro que não é seu, para que o errado não tenha consequências ruins, não é nada fácil.

Embora a cultura contemporânea nos estimule a deixar cada um cuidar dos seus respectivos problemas, Abigail se condenou, assumiu uma culpa que não era dela, para que a paz pudesse ser mantida para seu lar e todos os que dependiam daquela família.

Várias lições podem ser extraídas desse evento, mas nesse momento quero apenas refletir na atitude de Abigail tomar uma culpa que não era dela, para que o culpado pudesse receber a paz que não era merecida.
Essa atitude me fez pensar em Cristo. Não sendo culpado, não tendo errado, não merecendo condenação, assumiu a minha culpa, o meu erro, a minha condenação para que eu pudesse receber perdão, absolvição, vida eterna.

Sendo assim posso ver a graça na atitude de Abigail, de maneira que podemos ver Cristo antes de Cristo.

E você? É um pacificador? É um mediador de Cristo para os culpados?

Deus te abençoe. E que você possa ser um meio pelo qual as pessoas possam ver Jesus Cristo.

Feliz Sábado

Abraço

Pr. Rafael Malisani Martins

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Servir – Qui.28/10

Em uma das empresas em que trabalhei, presenciei algo louvável que me ensinou uma grande lição.

Logo na entrevista me deparei com uma pessoa bem arrumada e de certo modo arrogante.

Ele fazia uma pergunta e quando eu ia responder, ele demonstrava não prestar atenção. Cortava minhas respostas e se colocava como o único sábio do universo. Bem, pensei comigo, esse deve ser o Diretor da empresa pela forma como falou e me tratou como seu eu fosse um nada.

Ao sair da entrevista percebi que havia uma pessoa levado um computador nas mão para uma das salas. Ele foi e voltou umas três vezes até terminar de trazer todos os periféricos.

Pensei, esse deve ser o técnico que conserta computador. Para minha surpresa, o entrevistador me apresentou a pessoa como o Diretor da empresa. Ele foi extremante educado ao falar comigo. Demostrou interesse em saber quais eram meus objetivos e experiência, me apresentou para toda a empresa e ainda me ofereceu um copo d’água. Ficamos alguns minutos conversando e me senti super bem e tranquilo o que me ajudou a ser contratado.

Ali eu percebi que o sucesso daquela pessoa estava diretamente ligado ao seu caráter. Ele não precisava levar um computador para uma sala pois lá havia um responsável para isso. Pelo contrário, ele mesmo foi ajudar o técnico responsável a fazer o trabalho. Em nenhum momento ele deixou de ser Diretor ou perder seu cargo por estar desempenhando uma tarefa que não era de sua responsabilidade. Ele desempenhou o papel de servir.

Abigail tinha muitas servas e não precisava fazer nada, mas mesmo assim seu caráter foi revelado.

Como você se comporta quando esta em uma posição acima de alguém? Você menospreza ou demonstra compaixão? Seja um exemplo na vida das pessoas. Deixe Jesus falar por você. Não se sinta um Deus, pois não somos melhor que ninguém. Tenha em mente que Jesus serviu durante sua vida aqui na terra e devemos seguir esse exemplo e demonstrar para aqueles que não conhecem a palavra. Não adianta ser uma pessoa na Igreja e na sociedade e no seu dia a dia ser outra. Não se engane, Deus sabe e Deus vê.

Como você quer ser lembrado pelas pessoas? Como o entrevistador ou o Diretor?

Fernando Oliveira Carvalho

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Submissão – Qua. 27/10

Abigail é um exemplo bíblico de mulheres sábias que estão ao lado de homens imprudentes. Abigail expiou através de um presente a negativa de Nabal ao pedido de Davi. A conduta dela foi muito submissa. A submissão apazigua grandes ofensas. Ela se coloca no lugar de um penitente, e de alguém que roga.

Não podia escusar a conduta de seu marido. Ela não depende de seus argumentos, mas da graça de Deus, para que consiga abrandar Davi, e espera que a graça opere poderosamente. Disse-lhe que estava muito abaixo do nível dele vingar-se de um inimigo tão frágil como Nabal, que do mesmo modo que não lhe faria bem algum, tampouco seria capaz de fazer-lhe algum mal.

Abigail predisse o final glorioso dos problemas que Davi enfrentava: “Deus preservará a tua vida; portanto, não te convém tirar a vida de alguém, injusta e desnecessariamente, especialmente de alguém que faça parte do povo do teu Deus e Salvador”. Abigail guardou este argumento para o final, por ser poderoso perante um homem tão bom; pois ainda que ceda pouco à sua paixão, contribuirá mais para a paz e a tranqüilidade de sua própria consciência.

Muitos já fizeram no ardor de sua ira coisas que desejariam mil vezes desfazer. A doçura da vingança torna-se imediatamente amarga. Quando somos tentados a pecar, devemos considerar como o veremos quando analisarmos a nossa situação posterior.

Fonte: Matthew Henry

Michael Lima

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Tempo de falar – Ter. 26/10

Vivemos tempos de angústia e dor, tempos em que a necessidade por palavras sábias e inspiradas é maior do que nunca houve. As pessoas estão sedentas pela verdade e nós temos reservatórios transbordando da mais pura Água Viva a oferecer. Mas temos saciado essa sede? Se sim, qual a forma que temos utilizado para fazê-lo?

Abigail nos ensinou uma preciosa lição de como aliar sabedoria e humildade no episódio em que saiu ao encontro de Davi e prostrou-se aos seus pés, clamando pela sua misericórdia em favor de seu insensato marido e sua casa. Abigail não pôde se conter diante do ocorrido, mas não agiu impensadamente. ‘Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus’ (Mat. 5:9).

À semelhança de Abigail, somos comissionados a levar a outros mensagens de exortação e esperança. Mas, assim como ela, devemos também antes de tudo buscar o auxílio divino para que nossas palavras e ações sejam guiadas por Seu Santo Espírito. ‘A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira’ (Prov. 15:1). Não é raro que pessoas que se sentem ‘cheias da verdade’ usem essa prerrogativa para tornar seu discurso áspero, sarcástico, cruel e até mesmo humilhante.

‘Quem dera que houvessem mais mulheres que acalmassem sentimentos irritados, impedissem resoluções precipitadas, e reprimissem grandes males por meio de palavras de calma e bem orientada sabedoria’, disse Ellen G. White em ‘Signs of the Times’, de 26 de outubro de 1888. O mesmo conselho é aplicável a homens, jovens, idosos, crianças.

Abigail expôs, com doçura, a Davi os fatos e lhe fez sugestões. A bondade das palavras dela abrandaram e curaram seu o coração. Davi voltou dali em paz e trazendo consigo muito mais do que esperava ter obtido quando seus homens foram a Nabal.

Encontramos e encontraremos pessoas como Davi todos os dias. Elas tiveram seus corações despedaçados, suas esperanças perdidas, têm os corações vazios, estão famintas pela verdade e já bateram em muitas portas de diversas crenças e denominações sem nada encontrar. Podemos e devemos oferecer-lhes auxílio… com amor!

O fato de sustentarmos a verdade faz-nos, infelizmente, muitas vezes orgulhosos e arrogantes. A apresentação do evangelho pressupõe mansidão para com aqueles a quem devemos alcançar, por isso usar palavras ríspidas ou ridicularizar a crença do outro nada tem de espírito cristão.

Há pouco tempo, os adventistas twitteiros foram mobilizados na divulgação do criacionismo através da rede social, Twitter. Nessa ocasião, inúmeros adventistas transmitiram a mensagem: ‘quem é criacionista, levanta a mão; quem é evolucionista, levanta o rabo.’ Quão lamentável é que tantas oportunidades de evangelização tenham sido desperdiçadas com mensagens presunçosas e ofensivas como esta, que em nada contribuem para que se alcance as pessoas, mas antes as afastam ainda mais.

A exemplo do próprio Jesus, que nunca omitia a verdade, mas ‘falava com tão solene dignidade, e tanto o olhar como a inflexão da voz exprimiam tão sincero amor’ (Ellen G. White, ‘O Desejado de Todas as Nações’, p.173), que a compreensão da condição pecaminosa não produzia ofensa, devemos nós também agir.

Davi não era ainda rei, mas o seria e dele viria a linhagem da qual nasceria o próprio Cristo. Abigail não subestimou o que Davi se tornaria através dos propósitos de Deus.

Da mesma forma, não sabemos o que Deus tem reservado àqueles que nos cercam. Ele contém planos maravilhosos com os quais nem podemos sonhar. Ele nos usa para levarmos Suas mensagens a eles, por isso não subestimemos Seu poder transformador.

Peçamos a Deus que nos dê a sabedoria e a humildade de Abigail, para que tire de nós todo sentimento de exaltação própria para que nos acheguemos aos outros com palavras de salvação e amor.

Grace Ferrari

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Ações falam mais do que palavras – Seg. 25/10

Abigail era uma mulher de fibra. A chamada mulher virtuosa que todo homem busca para se casar. Felizmente, alguns homens obtém o privilégio de encontrar essa jóia rara, porém não dão o devido valor. Um homem que se encaixa nesse enredo é o nosso personagem figurante nesta história: Nabal. Nome dado devido ao seu caráter que tinha por significado “tolo” ou “bobo”. Porém, apesar de toda a grosseria, insensatez, tolice e outras características a mais que definiam este homem, Abigail demonstrava todas as características adversas ao temperamento e atitudes de seu marido. Ela estava casada em uma época que a mulher não era valorizada e não tinha importância, porém ela ainda se mantinha fiel nas suas convicções e exalava virtude em todos os seus feitos.

Essas virtudes eram perceptíveis a todos e foi por esse motivo que os servos de Nabal a procuraram. Todos viam que a atitude de Nabal levaria-os à perdição, porém Abigail era hábil em contornar situações como estas. Acredito que não foi a primeira vez que ela teve que intervir em ações insensatas de seu marido. Abigail não apenas aceitou a circunstância de ter casado com um tolo e nem esperou passivamente para saber o fim que daria as ações de seu esposo, mas agiu com inteligência e dinamismo – características de seu caráter.

Abigail é um exemplo para ser seguido não somente pelas mulheres, mas para muitos homens também. Muitos estão a falar, falar e falar, mas na hora de agir não vemos nenhuma vontade. Muitos interpretam a palavra “vontade” de uma maneira errônea. Muitos associam a vontade com aquilo que desejam. Mas na verdade, vontade é o desejo de se obter algo combinado com o ato de alcançar aquilo que se busca. Nunca vou me esquecer da definição de vontade dada no livro “O Monge e o Executivo”, o livro dizia: VONTADE = INTENÇÃO + AÇÃO. A palavra ação que irá definir se a vontade foi cumprida ou não.

Muitos em nossas igrejas falam dos diversos problemas, do que está de errado, de como o pastor deveria ter conduzido aquele caso, como deveria ser os cultos, com ruim está o JA e etc. Porém quando vamos ver a ação que estas pessoas estão proporcionando para mudança, não vemos nenhuma atitude, apenas palavras. Este é um convite que faço a todos aqueles que estão lendo este texto: Transforme suas palavras em ações. Não espere apontar os problemas, mas aja para resolvê-los. FAÇA aquilo que é certo, pois só assim iremos mudar as coisas como estão. “Aquele, pois, que sabe o bem que deve fazer e não o faz, comete pecado” Tiago 4:17. Somente AGINDO poderemos transformar a nossa fé, os nossos jovens e a nossa igreja.

Peça para Deus que dê as intenções certas, combine com as suas próprias ações e você se verá fazendo a vontade dAquele que criou o universo. FAÇA a diferença, pois somente você é capaz de mudar a sua própria realidade. Deus estará sempre pronto a te ajudar … E quando você conseguir mudar a sua realidade, você também mudará a realidade daqueles que estão ao seu redor. Seja uma fonte a jorrar para a vida eterna….

Robson Teles

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