Archive | novembro, 2010
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Obediência Integral – Ter. 30/10

Há um ditado popular bastante conhecido que diz que ‘de boa intenção, o inferno está cheio’. Existe uma importante verdade teológica por detrás dessa afirmação: se escolhemos fazer a vontade de Deus, não podemos escolher como fazê-la. Ou seja, não basta que façamos algo cercado de boas intenções se aquilo não é exatamente o que Deus requereu de nós.

Desde o Gênesis, a Bíblia contém relatos de pessoas que quiseram seguir os propósitos divinos à sua maneira, como Caim e sua oferta de frutos da terra (Gên. 4:3-5) ou Saul poupando a vida de Agague (I Sam. 15:8 e 9). Assim foi também com Jeroboão ao mandar construir dois bezerros de ouro a fim de proporcionar ao povo uma representação visível de Deus (I Reis 12:28), instituir sacerdotes não levitas (verso 31) e oferecer sacrifícios às imagens (versos 32 e 33).

Professar ser seguidor de Cristo não é suficiente, se não é feita a Sua vontade. Agir dizendo-se estar sob o Seu conselho, porém contrariando Sua Palavra é uma ofensa ao Céus. ‘Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus.’ (Mat. 7:21)

A reprovação e as consequências de seus atos vieram a Caim, Saul, Jeroboão. No último caso, Deus enviou-lhe um servo Seu que, no momento em que o sacrifício era feito, profetizou a maldição que sobreviria a todos os envolvidos naquele culto espúrio. Jeroboão recusou-se a aceitar a advertência do homem de Deus e ordenou sua prisão. Porém Deus, mais uma vez, manifestou-Se e secou-lhe a mão. O incrédulo rei apelou para aquele que até então desacreditara e, mediante uma oração ao Senhor, sua mão foi restaurada.

Jeroboão quis agradar o profeta de Deus, oferecendo-lhe estadia e banquete, mas ele, cumprindo as ordens que recebera, recusou as ofertas do rei (I Reis 13:8 e 9). A motivação de Jeroboão, novamente, não era gratidão a Deus, externada sob a forma de agrados ao Seu servo, mas seus objetivos eram interesseiros e politiqueiros, contrariando o que diz a Palavra: ‘tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo coração, como para o Senhor e não para homens.’ (Col. 3:23)

Uma das grandes surpresas ao se analisar a vida dos personagens bíblicos está em saber que até mesmo aqueles aparentemente mais inabaláveis, ao desviarem seus olhos de Cristo, acabam caindo em falta. Como dizem as Escrituras ao dizer que ‘aquele que pensa estar em pé, cuide para não cair’ (I Cor 10:12). Ellen G. White diz também, em ‘Testemunhos Para a Igreja’, v.7, p.151, que ‘ao nos colocarmos onde Deus não pode cooperar conosco, nossa força será transformada em fraqueza.’ Foi o que aconteceu àquele homem de Deus que advertira Jeroboão. Mesmo ciente da palavra de Deus para que não comesse, nem bebesse ali, mas antes voltasse logo à sua terra, acabou deixando-se levar pela palavra de outro profeta que dizia ter recebido uma mensagem contrária de um anjo. A desobediência custou-lhe a vida.

‘O homem tem posto sua vontade contra a vontade de Deus, mas não pode silenciar a palavra de ordem. A mente humana não pode fugir a suas obrigações para com um poder mais alto.’(Ellen G. White, ‘Profetas e Reis’, p.624). Deus jamais se contradiz, Sua vontade não muda. A mensagem de um profeta Seu não pode jamais contrariar a que foi dada a outro profeta anteriormente.

Satanás está a todo instante procurando desviar-nos de cumprir a vontade do Pai e quando não consegue que o façamos conscientemente, procura iludir-nos com todo tipo de embuste. Para que não caíamos em suas ciladas, precisamos procurar obedecer a Deus em tudo que Ele requer de nós e, para isso, precisamos também conhecer profundamente os Seus ensinamentos, para não nos deixarmos levar por nenhuma falsa doutrina ou falso ensinamento.

‘A Lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma’ (Sal. 19:7). Tão fatal quanto querer servir a Deus de maneira diferente daquela que Ele propôs é desconhecer-Lhe a vontade. ‘A felicidade do homem é encontrada na obediência à Lei de Deus. Ao obedecer à Lei de Deus, o ser humano é circundado como por uma cerca e guardado do mal.’ (Ellen G. White, ‘Signs of the Times’, 10 de abril de 1893)

Aprendamos com os erros de Jeroboão e do ‘homem de Deus’ a nos firmar cada dia mais em Seus ensinos, através de uma comunhão íntima e estudo diligente de Sua palavra, reconhecendo que o Senhor espera de nós nada menos do que obediência integral.

Grace Ferrari

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Sem medo – Seg. 29/11

A história de hoje nos mostra a perversão de uma nação ante a pretensão de um rei. Jeroboão não queria fazer com que Israel caísse em idolatria. Isto é um fato. E este fato é justificável, pois antes de receber as dez tribos de Israel, o profeta Aías havia profetizado que caso Jeroboão se mantivesse fiel aos mandamentos do Senhor, seu reinado seria estável (1Rs 11:29-39). Então, porque fazer os ídolos e tudo o que era contrário aos mandamentos?

A resposta é medo. Quantas vezes eu e você fazemos coisas que não é do agrado de Deus (mesmo sabendo qual é verdade) por causa do medo. O medo pode obscurecer a verdade e também abafar a fé. Eu me lembro de um caso que retrata bem esse quadro. Nunca esqueci da história de Jerônimo que está contada no livro O Grande Conflito (http://www.cvvnet.org/cgi-bin/ellen?gc) que li a muitos anos atrás. Seu mestre e amigo João Huss já havia sido morto. Jerônimo conhecia o evangelho, sabia das convicções e tinha plena certeza da sua fé, pois o Espírito Santo já havia confirmado diversas vezes. Porém, o tempo na prisão, a tortura e o medo da morte ainda eram mais fortes que suas convicções. Ele negou a sua fé na primeira vez que foi a tribunal. Chorou amargamente em seu cárcere antes de ser libertado, pois sabia que tinha fraquejado na fé e decepcionado ao seu maior amigo e mestre, Jesus Cristo. Orou muito. E novamente levado ao tribunal, teve uma outra oportunidade de reafirmar a sua fé.

Assim como Jerônimo, Jeroboão teve medo, pois o prazer de ser rei o havia dominado. Era o que ele queria. Mas ser rei da grande parte do reino não era o bastante, ele queria permanecer rei. Sabia que a influência da religião poderia lhe tirar o cargo tão almejado. Caso o povo fosse para Jerusalém, seu reinado poderia estar ameaçado. Bem, o caso era simples de se resolver, pensou: Vamos criar centros de adoração no nosso próprio reino. Jeroboão não acreditou nas promessas de Deus e fez com que uma ação simples levasse a um reinado de idolatria por séculos e para fins com consequências inmagináveis.

A vontade de Deus é clara e simples em sua palavra. Mas nós, Homens de orgulho e interesses, pervertemos a vontade de Deus para que a nossa seja feita. Quantas cicatrizes você tem por causa do evangelho? Quanto você padece para levar essa causa? Quanto te custa ser cristão? Se a resposta é nenhuma ou nada, gostaria de lhe convidar a refletir se todas as suas atitudes estão realmente alinhadas com a vontade de Deus. Cuidado com pequenos detalhes, que parecem ser insignificantes, pois podem levar à consequências terríveis. Deus nos deixou seus mandamentos e estatutos como guia. Ele diz: “lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho” Sl. 119:105. Não aja sem orar. Não faça nada sem saber se a vontade de Deus expressa em sua palavra já não te diz. Aja com prudência, pois Deus é o teu ajudador para lhe mostrar o caminho da verdade e justiça aqui neste mundo.

E para reforçar a sua fé deixo o relato de Jerônimo: “Sem demora se proferiu sentença de morte contra ele. Foi levado ao mesmo local em que Huss rendera a vida. Cantando fez ele esse trajeto, tendo iluminado o semblante de alegria e paz. Seu olhar fixava-se em Cristo, e a morte para ele havia perdido o terror. Quando o carrasco, estando para acender a fogueira, passou por trás dele, o mártir exclamou: “Venha com ousadia para a frente; ponha fogo à minha vista. Se eu tivesse medo, não estaria aqui.” Suas últimas palavras, proferidas quando as chamas se levantavam em redor dele, foram uma oração. “Senhor, Pai todo-poderoso”, exclamou, “tem piedade de mim e perdoa meus pecados; pois sabes que sempre amei Tua verdade.” – Bonnechose. Sua voz cessou, mas os lábios continuaram a mover-se em oração.” O Grande Conflito, pág. 114 e 115.

Robson Teles

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Ser igual a Cristo – Qui. 26/11

Foi pela fé que as pessoas do passado conseguiram a aprovação de Deus. Hebreus 11.2

Que mensagem podemos tirar da promessa que Deus fez “Foi pela fé que as pessoas do passado conseguiram a aprovação de Deus. Hebreus 11.2”?.
A aprovação de Deus é gratuita, isso mesmo, não custa nada. O que Deus quer é apenas que você deixe ele agir por você. Parece simples, masnão é.
Nossa natureza pecaminosa nos fez afastar-se de Deus e a linha que nos liga a Deus depois do Éden, se tornou tortuosa e muito distante. Mas através do estudo da Bíblia e nossa comunhão, Deus nos permite sentir
sua presença e seus feitos.
O resultado de nossas atitudes está diretamente relacionado ao que elevamos a Deus. Estas atitudes também estão ligadas ao nosso comportamento como cristãos. Estamos sendo constantemente observados e julgados pelas pessoas que nos rodeiam. Cabe a nós darmos o testemunho e sermos como Cristo foi.
Não é fácil, eu sei por experiência própria. Já ouvi de uma pessoa dizendo “Nossa, não sabia que você era cristão”. Essas palavras
fizeram com que mudanças ocorressem em minha vida. Foi necessário que um estranho abrisse meus olhos e isso ocorreu porque Deus usou uma pessoa para me alertar de como estava o meu testemunho.
Quando li a passagem em Hebreus 11.2 entendi que os mesmos problemas que passamos neste mundo atualmente, no passado também ocorreram.
Quando Deus diz “Foi pela fé” ele está dizendo, foi por que você permitiu que eu trabalhasse em sua vida. A Fé jamais será alcançada pelas nossas forças. Deve ter a intervenção de Deus para conseguirmos.
Quando permitimos que Deus trabalhe em nossa vida, a nossa personalidade é reformada.
Veja o exemplo de Rispa. Como uma mulher pode ter influenciado a atitude de Davi e de toda uma nação que passou a ser unida. Isso prova que Deus transforma homens e mulheres e que estes mesmos homens e mulheres podem mudar pessoas. O que falta para isso acontecer em sua vida?
Falta entrega, falta permitir que Deus atue em sua vida e que você tenha fé e que sua fé testemunhe a outros e que pela suas atitudes estas pessoas possam ser transformas.
Peça a Deus hoje que lhe ajude a ter fé a fim de ter a sua aprovação e que você seja uma ferramenta que traga alivio aqueles que estão famintos pela verdade.

Fernando Carvalho

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Fiel à Toda Prova – Ter. 23/11

Na lógica humana é comum associar-se o cumprimento de um dever a algum tipo de recompensa: trabalha-se pelo salário, semeia-se para colher. Esta não é, contudo, a lógica divina. Os dons divinos são gratuitos (Rom. 6:23), ‘somos salvos pela graça, mediante a fé’ (Efés. 2:8).

Nossas boas ações não garantem nossa aceitação por Cristo (Fil. 3:4-8), não podemos obedecer-Lhe PARA que sejamos salvos, mas Lhe obedecemos PORQUE fomos salvos. A fidelidade a Deus não tem por fim merecer-Lhe o favor, mas reconhecer-Lhe o favor.

O Dicionário Aurélio define fidelidade como ‘afeição e lealdade constante; exatidão em cumprir suas obrigações, em executar suas promessas.’ Dessa forma, podemos dizer que é verdadeiramente fiel a Deus aquele que realiza Sua vontade e bendize-Lhe o nome a despeito das circunstâncias, na prosperidade e na adversidade.

Demonstrar lealdade a Deus enquanto tudo vai bem em nossa vida talvez não exija muito de nós; oferecer uma oferta de gratidão por uma bênção alcançada, louvar-Lhe pela perfeição de um filho que acabou de nascer, adorar-Lhe por uma cura muito aguardada… Mas como reagimos quando nos vêm a aflição, quando nossos planos se frustram? Permanecemos fiéis? Damos-Lhe graças?

Rispa foi um exemplo de fidelidade à toda prova. Concubina de Saul, já viúva, teve toda a sua descendência entregue aos gibeonitas (II Sam 21:6-9). Eles foram mortos e seus corpos deixados expostos sobre o monte perante o campo de cevada em Gibeá. ‘Então Rispa, filha de Aiá, tomou um pano de cilício, e estendeu-lho sobre uma penha, desde o princípio da sega até que a água do céu caiu sobre eles; e não deixou as aves do céu pousar sobre eles de dia, nem os animais do campo de noite’ (II Sam 21:10). Meses se passaram até que Davi tomou conhecimento de seu silencioso protesto e ordenou que fosse dado um sepultamento digno àqueles corpos. Provavelmente Rispa teria permanecido ali até que ela mesmo morresse, assim como o cão escocês Greyfriars Bobby, que, no século XIX, guardou a sepultura de seu dono por quatorze anos, até também morrer em 14 de janeiro de 1872.

A história de Rispa nos desafia a fortalecermos nossa fé, desenvolvendo uma confiança inabalável, que passa pelo caminho das resistência e da perseverança, a despeito das circunstâncias.

A lógica humana não é a lógica divina, por isso ser fiel a Deus não está diretamente associado à uma vida isenta de dificuldades. Contudo Cristo nos disse: ‘no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo’ (João 16:33). Temos promessas eternas que devem nos motivar a não esmorecer ainda que nos sobrevenham dificuldades. Como disse o apóstolo Paulo: ‘Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.’ (Rom 8:18)

‘Quando somos apertados de todos os lados, é sobretudo tempo de confiarmos em Deus e no poder do Seu Espírito.’ (Ellen G. White, ‘Profetas e Reis’, p.595). Resistir, mantendo-se firme ao lado de Deus, reconhecendo que Seu poder se aperfeiçoa em nossa fraqueza (II Cor. 12:9) é o que Cristo espera de nós. Receberemos a recompensa afinal e Lhe ouviremos a voz: ‘ ‘Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei, entra no gozo do teu Senhor.’ (Mat. 25:23)

Grace Ferrari

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A mulher … – Seg. 22/11

Vemos na história a devida importância que as mulheres exercem e exerceram no poder político. Podemos destacar Helena de Tróia, Olímpia (mãe de Alexandre, O grande), Cleópatra, Rainha Vitória, Princesa Isabel entre muitas outras. Mulheres que trouxeram a paz e causaram guerras. Existe um famoso ditado que diz: “Atrás de um grande homem, sempre existe uma grande mulher” e a história vem nos confirmando esse ditado como uma verdade incontestável.

Assim Rispa também exerce uma influência na história da lição desta semana. No início do relato de sua passagem pelas páginas da sagrada escritura, já é o motivo de uma desavença entre Abner (primo e capitão do exército de Saul) e Isbosete (sucessor do reino de Saul). Desavença essa que gera uma aliança de Abner com Davi, causando a ruptura da ascensão de Isbosete ao reinado de Israel. Esse fato se culmina com a entrega ao ungido e escolhido de Deus para continuação do reinado de seu povo, Davi. Embora, coadjuvante neste início de relato, Rispa é o fator que cessa a guerra entre os herdeiros da casa de Saul e da casa de Davi e faz cumprir a “profecia” do novo rei.

“O mundo foi todo criado
Com amor, carinho e cuidado.
Mas foi preciso seu riso
Para chamar-se Paraíso….

Mulher,
Escolhida por companheira
Ajudadora, conselheira
Amada, genitora
Puramente encantadora.

Dotada de uma beleza
Que corpo algum pode mostrar
E uma fortaleza despida
Na fragilidade do olhar.

Mulher…
Por Deus tão querida….
Ai de quem nessa vida
Fizer seus olhos chorar…

Sua vida não tem preço
Não aceite o desrespeito
És preciosa demais…
Diamantes em taças de cristais!!!!

Por isso hoje
Ou em outro dia qualquer
É O SEU DIA MULHER
Dia de saber o seu valor!
Imagem e semelhança do CRIADOR

A menina dos olhos de DEUS!” (Rose Felliciano, 2008)

E eu completo:

Mulher símbolo de força, vigor e amor. Forma escolhida por Deus para trazer o balanço que os Homens precisam. Tempestade que acalma os mares e brisa que sucinta furacões. Quão preciosa és, para trazer vida e paz. Quão formosa és, para silenciar a ira e acrescentar a mais perfeita harmonia. Quão majestosa és, para ser chamada para uma missão e cumprir a parte que lhe corresponde. Foi trazida do lado para o lado e serás companheira pela eternidade.

Robson Teles

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