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Quando Deus Desenha – Qua. 27/04

Todos os tipos do santuário são nada mais, nada menos, do que ilustrações daquilo que Deus queria ensinar ao seu povo. O Santuário é uma forma educativa de se explicar todo o plano da salvação e como a vida se processa nesta realidade, assim como a maneira que o homem deve se comportar nela.

Sendo assim, nada ali é por acaso. Das estampas nas cortinas, ao pão asmo. Tudo tem um sentido mais profundo. As cores diferentes e tipos diferentes de pedras no peitoral da roupa do sumo-sacerdote são totalmente propositais. O sacerdote é um representante direto de Cristo. Aquele que faz a mediação entre o povo e Deus. Cristo hoje é quem faz essa mediação entre as pessoas e o Pai, e o sumo-sacerdote era uma grande ilustração deste momento. Costumo dizer que o santuário é um desenho de Deus para entendermos os detalhes complicados, mas é mais do que isso, além de um desenho é também uma encenação. Por isso sabemos hoje, que tudo o que um sacerdote fazia no passado no templo feito por mãos humanas, Jesus faz hoje em um templo que não foi feito por mãos humanas.

Vamos deixar bem claro. (1) O Sacerdote era o que mediava entre as pessoas e Deus. A segunda coisa é que o sumo-sacerdote tinha uma roupa especial. Nesta roupa ele carregava duas predas principais chamadas Urim e Tumim, que eram usadas por Deus para responder diretamente ao sumo-sacerdote a respeito de Sua vontade. Então, conclusão nº (2) O sacerdote podia falar diretamente com Deus.

No peitoral de sua roupa ele carregava 12 pedras, que representavam as 12 tribos, ou seja, todo o povo de Israel. E cada uma de cor e tipos diferentes. Uma clara e evidente menção a pluralidade de formas. Sim, somos todos diferentes, mas unidos em um único lugar. Assim é a igreja e o povo de Deus. Pessoas diferentes, com características diferentes, pensamentos diferentes, criados segundo a vontade de Deus assim, mas unidos. Conclusão nº (3)Deus admite e incentiva diversidade e unidade. E o sacerdote era um dos responsáveis por essa unidade.

O que nos leva a última conclusão de hoje. Todas as pedras, representando todas as pessoas, estavam cuidadosamente colocadas no coração do sumo-sacerdote. Uma clara indicação de que Cristo amaria a todos! Seu amor era Sua motivação. Conclusão nº (4) Assim deveria ser a vida e o trabalho do Sacerdote. Pautada pelo amor aos seus irmãos (nomenclatura usada pelo próprio Cristo) em tudo. Sua vida e seu trabalho precisavam se assemelhar a vida e trabalho de Cristo. Por amor as pessoas. Para salvar as pessoas. Mediar pelas pessoas. E nunca por si mesmo. Ele era um servo de Deus e dos homens, por amor somente.

Então, esbarramos num problema. Jesus já cumpriu a grande maioria dos tipos do Santuário. E quando morreu na cruz, cumpriu todo o sistema do templo, acabando assim com a exigência sacerdotal da maneira como era feita. As coisas mudaram para um outro formato: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”; (1Pe 2:9 ARA)

Sim, agora nós somos como sacerdotes. O sacerdócio real. “Os proclamadores das virtudes dAquele que nos chamou das trevas para Sua maravilhosa Luz”. Nós é quem simbolicamente vestimos as roupas sacerdotais. Não para uma vida simbólica, mas para uma vida REAL, idêntica a daqueles sacerdotes. Sendo assim, nós, é quem somos convocados hoje a (1) Mediar entra as pessoas e Jesus no sentido de “PROCLAMAR” o evangelho aos outros. Mostrar a Luz que é Cristo. Somos nós quem devemos hoje (2) falar diretamente com Deus. Sem mediação de ninguém, temos o privilégio de adentrar o Santíssimo em oração e conhecermos pessoalmente a vontade de Deus. Cabe a nós utilizarmos nossas diferenças nessa missão (3) e respeitarmos as diferenças dos outros nessa unidade que é o Reino de Deus. Onde todos nós somos “sacerdócio Real”. E claro, nós somos chamados hoje a amar uns aos outros. Afinarmos nossa religião, nossa missão e nossos relacionamentos na mesma nota que Cristo, o Amor. E seremos reconhecidos como “Sacerdócio Real”, 35 Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros. (Jo 13:35 ARA)

Pr. Diego Barreto

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Um comentário to “Quando Deus Desenha – Qua. 27/04”

  1. RAFAEL MARCOS GARCIA
    10 de dezembro de 2011 at 20:11 #

    Parabéns, realmente andar como ele andou é praticar, tornar o que lemos a nossa vida, parecer com Jesus, seremos aperfeiçoados no amor de Deus dessa forma, nos parecendo com Jesus.

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