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Adoração e Sacrifício – Qua. 29/06

A história de Abraão é seguida de sacrifícios. Logo no começo nos surpreendemos com um mandamento estranho de “Saia daí e vá para o lugar que Eu mostrarei”. Mesmo sem saber para onde ia, Abraão adorou ao Senhor por onde passava. Erguia altares de sacrifício e tinha uma vida de verdadeira adoração. Estamos dispostos a nos sacrificar a fim de sermos verdadeiros adoradores?

Abraão foi convocado por Deus a sair de sua terra onde já estava emocionalmente estável, com o apoio da sua família e confortavelmente estabelecido. Embora alguns de seus parentes tivessem começado a se entregar à adoração de ídolos, Deus já o tinha escolhido e o chamou para que ele se separasse de seus familiares e de seu ambiente confortável. Esse era o plano para que ele se tornasse o pai de uma nação de adoradores, que defenderiam e representariam o verdadeiro Deus. Deixar zona de conforto fez-se necessário.

Atualmente temos um chamado parecido e por vezes é necessário até deixarmos nossas famílias. Moreno & Cubero (1995) atribuem à família garantia de sobrevivência física de seus membros e ressaltam que é dentro dela que se realizam as experiências básicas que serão imprescindíveis para o desenvolvimento autônomo dentro da sociedade na aprendizagem, no sistema de valores, na linguagem, no controle de impulsividade etc.. Assim compreendemos que a família é o principal influenciador para nossas escolhas, aspirações e até a influência para nosso relacionamento com Deus. O chamado de Abraão não é diferente do que é feito para nós hoje. Foi para afastá-lo desse ambiente de falsa adoração que Deus pediu a Abraão que saísse de Ur dos Caldeus e fosse para uma terra incerta. E ele foi.

A partir daí a fé de Abraão foi severamente provada. Sacrifícios atrás de sacrifícios foram feitos a fim de torná-lo finalmente o Pai da Fé… A medida que ele era provado, sua vida era constante adoração. Erguia altares por onde ia e adorava o Senhor influenciando outros por onde passava a adorarem o verdadeido Deus.

A maior adoração de Abraão foi oferecer o seu próprio filho em sacrifício. Com essa experiência, porém, Abraão aprendeu algumas lições cruciais e dolorosas. Quando levantou o cutelo para imolar o filho, Abraão pôde captar um vislumbre do que aconteceria ao Messias. Por isso Jesus disse: “Abraão… alegrou-se por ver o Meu dia, viu-o e regozijou-se”(Jo 8:56).

“Quaisquer que tenham sido as poderosas lições pessoais sobre fé e confiança, aprendidas por Abraão, por meio dessa provação, esse ato permanece através dos séculos como um símbolo incrivelmente poderoso da centralidade da morte de Cristo para a salvação.” (Lição da Escola Sabatina de hoje)

“Deus chamou Abraão para ser ensinador de Sua palavra, e escolheu-o para pai de uma grande nação, porque viu que instruiria aos filhos e à sua casa, nos princípios da Sua lei… E a influência de Abraão estendeu-se além de sua própria casa. Onde quer que construísse a sua tenda, levantava ao lado o altar para o sacrifício e culto. Quando se removia a tenda, o altar ficava; e mais de um cananeu errante, cujo conhecimento de Deus fora adquirido mediante a vida de Seu servo Abraão, detinha-se naquele altar para oferecer sacrifício a Jeová.” EGW – Educação pág 187

Hoje somos convocados por Deus a realizar sacrifício como verdadeira adoração. Sejamos nós também influenciadores para uma adoração verdadeira através de uma vida de verdadeiro adorador.

Jacqueline Alves

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2 Comentários to “Adoração e Sacrifício – Qua. 29/06”

  1. Vinicius Marqueto
    29 de junho de 2011 at 23:38 #

    Quando Abraão foi sacrificar Isaque ele tinha certeza que iria matá-lo. O Sacrificio não era apenar matar o cordeiro, mas queimá-lo até virar cinzas.
    A certeza que ele tinha era de que Isaque seria ressucitado e voltaria para casa com o pai como podemos ver em Gn 22:5.
    Quando Abraão fala que Deus providenciaria para si o cordeiro ele entendia que Isaque era o cordeiro e nesse momento ele iria morrer… mas sabia que com o poder de Deus o cordeiro seria ressucitado. Essa foi a maior prova de fé de Abraão: confiar que Deus ressucitaria o cordeiro.
    Agora fica mais facil entender porque Jesus disse “alegrou-se por ver o Meu dia”. Abraão entendeu o que o cordeiro precisava morrer, mas principalmente, precisavá ressucitar.

  2. RAFAEL MARCOS GARCIA
    10 de dezembro de 2011 at 16:20 #

    Parabéns pelo site, Jesus é o caminho a verdade e a vida.
    Este foi o melhor site de Jesus que já li, aprendo com os ensinamentos a cada dia, realmente Parabéns

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