Archive | setembro, 2011
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O primeiro e único governo – Qui. 29/09

O ser humano é como ferrugem no sangue, pois onde coloca sua mão, destrói. Karl Marx, revolucionário e intelectual alemão, fundador do comunismo e do socialismo, tinha em mente uma forma de governo onde todas as riquezas seriam distribuídas igualmente à cada cidadão. O objetivo é que todos tivessem a mesma coisa na mesma quantidade. Porém, qual governo deste tipo deu certo? Nenhum. A atual situação na maioria dos países é a democracia. Também possui uma boa filosofia. O poder de tomar importantes decisões políticas está nas mãos do povo. Mas existe algum país onde a democracia é um exemplo que não oprime o povo?

Estes são dois exemplos do que acontece quando o ser humano está envolvido. Dê poder à alguém e você descobrirá realmente quem ele é.

Dentro da igreja não é diferente. Muitas vezes estamos mais preocupados com a vida particular do irmão do que em seguir os ensinamentos que Jesus deixou como exemplo.

Temos o poder e o dom de reclamar e encontrar defeito em tudo e criticar. Perdemos mais tempo comentando sobre assuntos irrelevantes que não nos levará a lugar nenhum do que procurar melhorar o convívio social e cristão.

Prestamos mais atenção na vestimenta do irmão, do que observar se ele está precisando de algo.

Nos alegramos em comentar sobre o que está ocorrendo na vida pessoal de outro, do que orar por ele.

Somos seres humanos, mas isso não é desculpa para cometermos intrigas dentro da nossa igreja.

Se continuarmos a alimentar ódio, rancor, fofoca, inveja, mentira, estaremos cavando nossa própria cova pois isso nos afastará da comunhão com Jesus. Devemos tratar nossos irmãos da fé e estrangeiros como irmãos de sangue. Foi este o ministério que Jesus deixou para nós. Seu exemplo foi a lição do que devemos seguir.

O amor ao próximo, nos aproxima de Deus e nos alimenta de paz e tranquilidade. Experimente elogiar uma pessoa, dar um sorriso, tratar bem os que estão ao seu redor. São dicas simples mas difíceis de seguir. Isso exige humildade. O eu fica para depois e o você em primeiro.

Para ganhar, temos que perder. Perder o orgulho que temos para nos tornamos semelhantes a Cristo.

Karl Marx não tinha idéia de que suas reflexões iriam destruir povos e nações, pois morreu antes que isso ocorresse.

Mas Jesus, tinha ideia de suas ações e sabia que elas trariam bons frutos e salvaria pessoas.

Não existe revolução maior do que Deus deixou na Bíblia para nosso ensinamento. Este livro tem o poder de salvar nações inteiras pois ele foi criado pelo Deus vivo e não pelo ser humano.

Seu compromisso deve estar com a palavra de Deus e não com grupos e movimentos.

Siga o exemplo de Cristo, e você será uma nova pessoa.

Fernando de Oliveira Carvalho

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Enfim, cristãos – Qua. 28/09

O contexto

Antioquia era a terceira cidade do mundo em tamanho. Só Roma e Alexandria eram maiores. Estava localizada perto da desembocadura do rio Orontes a uns vinte e quatro quilômetros do Mediterrâneo. Era uma bela e cosmopolita cidade. Entretanto, era sinônimo de imoralidade e luxúria. Famosa por suas carreiras de carros e por uma busca deliberada do prazer que se desenvolvia literalmente dia e noite, Antioquia poderia ser conhecida como “Las Vegas”.

Em termos modernos, podemos descrevê-la como uma cidade enlouquecida pelo jogo, as apostas e os clubes noturnos. Mas acima de tudo era famosa pelo culto à Dafne cujo templo estava a uns oito quilômetros da cidade nos bosques de louros. A lenda diz que Dafne era uma jovem mortal da qual Apolo se apaixonou. Ele a persegue, e para fugir de sua luxúria ela se converteu em uma planta de louro. As sacerdotisas do templo de Dafne eram prostitutas sagradas e, todas as noites, nestes bosques de louro se reiniciava a perseguição das sacerdotisas por parte de seus fiéis.

“A moral de Dafne” era uma frase que todo mundo utilizava significando uma forma de vida desregrada e luxuriosa. Parece incrível, e, entretanto é certo, que em uma cidade como esta o cristianismo deu o grande passo para converter-se na religião do mundo.

O desafio

O judaísmo-messiânico enfrentava agora um enorme desafio, irromper barreiras culturais e religiosas em virtude da última ordem de seu Mestre: “Ide a todo o mundo e fazei discípulos”. Para que isso acontecesse, alguns eventos tiveram que ocorrer:

Primeiro, Filipe pregou aos samaritanos. Foi um degrau, mas os samaritanos depois de tudo, eram meio judeus e conformavam uma ponte entre o mundo judeu e o gentio.

Segundo, Pedro havia aceitado a Cornélio. Mas perceba que neste caso há uma grande diferença. Cornélio tomou a iniciativa. A “Igreja cristã” – ainda não conhecida por esse nome – não o buscou, mas foi ele quem saiu em sua busca. Além disso, devemos notar o detalhe de que Cornélio era temente a Deus e portanto, estava nos limites da fé judia.

Terceiro, o evento em Antioquia. Aqui a Igreja não se dirigiu às pessoas que eram judias ou meio judias, nem esperou que os gentios se aproximassem buscando ser admitidos. Deliberadamente e com um propósito determinado, em forma espontânea e sem esperar o convite, o evangelho foi pregado aos gentios. Por fim, o cristianismo se lançou à sua missão mundial.

O curioso – em relação ao evangelho em Antioquia – é que nem sequer sabemos os nomes daqueles que o fizeram. Tudo o que sabemos é que provinham de Chipre e de Cirene, mas não sabemos quais os seus nomes. Enquanto vivemos uma tragédia atual no cristianismo – o fato de os homens desejarem ser vistos, agradecidos e elogiados quando fazem algo que consideravam valioso – esses homens entram na história como os anônimos pioneiros de Cristo.

Esses amigos de Cristo

Foi em Antioquia onde se chamou os cristãos por este nome pela primeira vez. Esta palavra começou sendo um “apelido”. O povo desta cidade era famoso pela facilidade com que encontravam apelidos para os que por ali passavam. Mais tarde, o barbado imperador Juliano visitou a cidade e o batizaram “O Bode”. A terminação — iani significa pertencente ao partido de… Por exemplo, caesariani significa pertencente ao partido de César. Cristãos significa: Esses amigos de Cristo.

Era um apelido meio zombador, risonho e depreciativo. Mas os cristãos o tomaram e o converteram em uma palavra que todo mundo chegaria à conhecer. Por meio de suas vidas o converteram em um nome que deixou de ser depreciativo para significar coragem e amor por virtudes admiradas por todos os homens.

Graça e Paz!

Michael Lima

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O Encontro Transformador – Ter. 27/09

Ao lermos a história de Saulo na estrada de Damasco, nos deparamos com uma consequência em comum com algumas outras histórias bíblicas. Ele não esperava, mas um encontro inesperado mudaria a sua vida daqui pra frente! Renegaria o passado e ganharia um novo nome, dado diretamente do coração do Pai.

Desde criança ouvimos histórias que acabam assim. Elas demonstram o poder transformador de Jesus. Este Poder é tão forte que muda a mente, o corpo e o desejo de crescer espiritualmente. Mas quero chamar a tua atenção para compararmos a história de Saulo com uma que encontramos em Lucas 23:39-43.

Tanto o ladrão na cruz como Saulo, tiveram o encontro com o Mestre da forma mais indigna possível: O primeiro estava prestes a morrer por seus erros. Já Saulo estava disposto a violar o sexto mandamento, coisa que sempre fizera, baseando-se em idéias errôneas.

Podemos notar que, independente de como e onde estivermos, Deus se manifestará. Seja por intermédio de Sua cruz, nos reerguendo contra as acusações, ou seja por intermédio de sua Luz gloriosa, nos tornando cegos para enxergar Sua soberania.

Durante e após este encontro, haverá meios de nos calar ou pessoas que duvidarão do poder de Deus, mas que você mantenha a sua semana com a seguinte certeza: Não importa teu passado. Não importa quão indigno você esteja, Deus irá se manifestar em sua vida! O mesmo Cristo que cegou Saulo e que revigorou o ladrão na cruz está ao teu lado neste momento. Então clame! Chame a atenção dEle mesmo que queiram te calar, e caia por terra perante a Soberana Luz deste Ser Maravilhoso!

“Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará!” Tiago 4:10

Um abraço,

Rafael Alves

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A conversão de Saulo – Seg. 26/09

Saulo foi comparado por Lucas como uma criatura selvagem, feroz, ou de um soldado cruel, determinado a destruir seu oponente. Neste caso seu oponente eram os seguidores de Cristo, que acreditavam que o Jesus crucificado era o Messias e de que Ele tinha ressucitado, para Saulo, era terrível apostasia.

Essa perseguição determinada e sustentada a exterminar a fé cristã por parte de Saulo, teve início ao segurar as vestes de Estevão (At 7:60) e consentir com sua morte, pois estava cego em suas convicções, porém desconhecia as verdadeiras e amáveis afirmações de Jesus.

Quantas vezes julgamos e condenamos pessoas e atitudes, baseado em nossas afirmações?!

Quantas vezes procuramos conhecer os verdadeiros julgamentos que só o Senhor pode realizar?! (Mat 7:1-5)

Saulo só conseguia ver o suposto “erro” dos cristãos, mas não conseguia ver que ele como cumpridor da Lei, conseguia facilmente quebrá-la em razão de seus próprios interesses.

A única coisa que ele merecia era punição mas em lugar disso, Deus concedeu graça a esse judeu fervoroso!

As palavras de Jesus a Paulo, “Resistir ao aguilhão só lhe trará dor!” (At 26:14) , indicam que o Espírito estivera convencendo-o. Antigamente, o “aguilhão” era uma vara com ponta afiada utilizada para cutucar bois, toda vez que estes se recusavam a puxar o arado. Saulo havia resistido ao aguilhão de Deus durante algum tempo, mas felizmente num encontro miraculoso com Jesus ele decidiu parar de lutar!

Assim como Saulo de Tarso, podemos ter certeza absoluta do que acreditamos, e sobre isso, estar absolutamente errados. Estar aberto à direção de Deus significa estar aberto a supresas, mesmo quando elas não são fáceis nem agradáveis. Esteja portanto pronto a parar de lutar contra o “aguilhão” de Deus e assim ser uma obra prima, um testemunho de nosso Senhor!

Renan Almeida

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Perseguidor dos Cristãos – Dom. 25/09

De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. – 2 Timóteo 3:12

Perseguidor – Saulo de Tarso, judeu, nascido em Tarso da Cilícia, homem culto, instruído aos pés de Gamaliel. O comentário de Adam Clarke nos diz que Gamaliel era o neto de Hilel (um dos mais famosos mestres judaicos da história), era presidente do concílio do Sinédrio e o 35º guardião das tradições. Fausset acrescenta que Gamaliel foi celebrado como “a glória da lei”, e o primeiro a ser designado como Rabban, “nosso mestre”. Saulo perseguiu os Cristãos até a morte, algemando e metendo em prisões tanto a homens como a mulheres, tendo como testemunhas sacerdote e o conselho dos anciãos; e, tendo recebido destes cartas para os perseguir, foi a Damasco, com o fim de trazer algemados a Jerusalém aqueles que ali estivessem, para que fossem castigados – Atos 22.

Perseguido – Estevão (significa: coroa – foi o primeiro mártir da era cristã), um dos 7 diáconos da igreja em Jerusalém, homem cheio de fé e do Espírito Santo, acrescente-se que era, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. Era impossível resistir à sabedoria e o Espírito com que pregava. Detinha visão ampla e diferenciada da lei Mosaica e do uso e sentido do Templo. Foco para falsas acusações, tal qual fizeram com Cristo. Com sua visão da intercessão de Jesus no trono celestial, a turba lançou-se ensandecida em cruel ato de apedrejamento até a morte. – Atos 7.

O filósofo e matemático francês Blaise Pascal escreveu: “Os homens nunca fazem o mal tão completa e alegremente como quando o fazem a partir de uma convicção religiosa”– LES 4º Trim 2011, pg 11.

A formação cultural de Saulo (Paulo) não o vacinou contra a intolerância religiosa. Não fez dele enquanto Saulo, um ser amável e razoável com as diferenças culturais e escolhas humanas. Corremos hoje o mesmo risco, de reputarmos que detemos conhecimento superior e melhor e com isso discriminarmos, sermos intolerantes, rotulando isso como atitudes de zelo.

Quanto mais crescemos em luz diante da verdade e de Deus, devemos demonstrar esse progresso no trabalho de tolerância com aqueles que possuem menor luz e pouca compreensão do amor de Deus. A força e a violência não produzem tanto efeito positivo quanto uma mente aberta, amável e acolhedora, dirigida pelos gestos de Cristo.

Não foi com o seu próprio poder que os apóstolos cumpriram sua missão, mas no poder do Deus vivo. Sua obra não era fácil. Os trabalhos iniciais da igreja cristã foram cercados de dificuldades e amarga aflição. Em sua obra, os discípulos encontravam constantes privações, calúnias e perseguições; mas não reputavam sua vida por preciosa, e regozijavam-se em ser chamados a sofrer perseguição por Cristo. A irresolução, a indecisão, a fraqueza de propósitos, não encontravam lugar em seus esforços. Estavam prontos para gastar e se deixarem gastar. A consciência da responsabilidade que repousava sobre eles, enriquecia-lhes a vida cristã; e a graça celeste revelava-se nas conquistas que faziam para Cristo. Com a força da onipotência, Deus operava por meio deles para tornar o evangelho triunfante. – E. G. White – AA 595.

Precisamos utilizar os instrumentos do conhecimento da verdade para o tempo presente, como abrigo para aqueles que perambulam sem rumo certo. A verdade que abraçamos, somente será útil para nós, se puder ser útil para anunciar as boas novas da salvação ao nosso próximo. Se desejarmos ser aceitos pela graça transformadora de Cristo assim como estamos e somos, devemos demonstrar o mesmo sentimento para com aqueles que nos cercam no dia a dia.

Genário Julio Santos

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