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Lei e Fé – A imutável promessa de Deus – Dom. 30/10

Texto base do dia: “Irmãos, humanamente falando, ninguém pode anular um testamento depois de ratificado, nem acrescentar-lhe algo. Assim também as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. A Escritura não diz: “E aos seus descendentes”, como se falando de muitos, mas: “Ao seu descendente”, dando a entender que se trata de um só, isto é, Cristo. Quero dizer isto: A lei, que veio 430 anos depois, não anula a aliança previamente estabelecida por Deus, de modo que venha a invalidar a promessa.
Pois, se a herança depende da lei, já não depende de promessa. Deus, porém, concedeu-a gratuitamente a Abraão mediante promessa.”
– Gálatas 3:15-18

PENSAMENTO: “A lei não justifica nem salva”. “A obediência à lei de Deus não fornece nada que uma pessoa possa ter para ser aceita diante de Deus”. CPCosaert.

Ora, sem fé é impossível agradar-lhe (Deus); porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam. – Hebreus 11:6

É imprescindível antes de qualquer analise, observar o contexto bíblico da imutabilidade dos atos de Deus, Senhor absoluto da promessa que a lição se propõe a analisar e dela extrair exortações praticas para revigorar nossa fé e esperança. Vejamos:

“Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos”. Malaquias 3:6

“ … O que eu disse, isso eu farei acontecer; o que planejei, isso farei”. – Isaías 46:11

Querendo mostrar de forma bem clara a natureza imutável do seu propósito para com os herdeiros da promessa, Deus o confirmou com juramento, para que, por meio de duas coisas imutáveis nas quais é impossível que Deus minta, sejamos firmemente encorajados, nós, que nos refugiamos nele para tomar posse da esperança a nós proposta. – Hebreus 6:17-18

É imutável a promessa uma vez que aquele que a proferiu é Senhor absoluto desse dom.

Definindo termos importantes ao nosso estudo: O que é Testamento? – Declaração de vontade de uma única pessoa; O que é Pacto? Acordo mutuo entre pessoas (duas ou mais);

O apostolo Paulo, dada a sua formação, tinha forte percepção do significado de ambos os atos e deu destaque relevante as características do pacto de Deus com Abraão.

Igual num testamento humano, Deus se refere a um beneficiário especifico:

Abraão e sua descendência (Gen 12:1-5; Gal 3:16) e carrega uma herança (Gen 13:15; 17:8; Rom 4:13), sem duvida, para o apostolo Paulo, o mais importante é a natureza imutável do pacto divino. O pacto de Deus é uma promessa, e de forma alguma podem ser quebradas (Gálatas 3:16; Isaias 46:11; Hebreus 6:18)

Sem duvida, o pacto inviolável de Deus feito com Abraão não é uma mera questão de antigüidade. Abrange na realidade todos os tempos, dado que não estava limitado somente a Abraao, senão que também se aplicava a sua descendência (Genesis 17:1-8)

Como aponta Donald Guthrie, “a autentica benção que foi legada a judeus e a gentios por igual foi feito unicamente em Cristo. Esta é a semente de Abraão por excelência, e todos os que estão Nele são igualmente filhos de Abraão”.

Gálatas 3:29 – E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa.

Os Gálatas podem dizer o que quiserem da lei, mas a realidade é que Deus nunca se relacionou com Abraão partindo de tal base. O Senhor Deus a deu aos filhos de Israel muito tempo depois. A fé era o se requeria no pacto que fez com Abraao e sua descendência. Dizer agora que a lei é um requisito para receber a promessa de Deus significa que o Senhor não cumpriu sua promessa. Frank Matera resume muito bem o fundamento lógico da abordagem do apóstolo Paulo:

“Para Paulo, é inconcebível que a lei pudesse anular a promessa e atuar de codicilo (sm – lat codicillu, em direito: Aditamento que completa ou modifica disposições testamentárias) do testamento de Deus. Se assim fosse, Deus seria caprichoso. Se a lei anulou a promessa, Deus seria infiel consigo mesmo, igual a Abraão. Não, a lei apareceu bem mais tarde; foi promulgada no Sinai 430 anos depois que Deus havia ratificado seu testamento com Abraão. Portanto, por importante e santa que seja a lei, não pode adicionar ou anular o que Deus já havia prometido em juramento solene a Abraão”.

Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem. – Hebreus 11:1

Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. – Hebreus 11:8

Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito. – Hebreus 11:17

Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos. – Hebreus 11:33-34

“É importante lembrar que a lei de Deus deriva da natureza do código moral e caráter perfeitos de Deus. A lei de Deus é universal, transcendente e inspirada para nos exortar a viver total e completamente na sombra de Sua graça. A lei de Deus existe para nos instruir e orientar na maneira de nos aproximarmos do Divino e de obter uma compreensão mais rica e profunda de Seu amor. Como Paulo afirma em Gálatas 5:14, a lei se resume em uma só diretriz: “Ame o seu próximo como a si mesmo” (NVI). Ter a lei de Deus no coração significa ter amor no coração (Sl 40:8). Uma comunidade de fé que tem a lei do amor no coração nunca poderá ser legalista, no sentido humano. Além disso, crença em Deus e foco em Seu dom de vida para nós, não podem fazer nada, a não ser inspirar em nós amor pelos outros, naturalmente, mostrando como a fé leva à lei do amor em nosso coração”. – LES Adultos, pág. 76

“A lei de Deus, proclamada em terrível majestade do Sinai, é a declaração de condenação ao pecador. A função da lei é condenar, mas não há nela nenhum poder para perdoar ou redimir”. (Comentários de Ellen G. White, SDA Bible Commentary, v. 6, p. 1.094).

Genário Julio Santos

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