Archive | novembro, 2011
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O Deus dos impossíveis, do tempo, da segunda chance… – Ter. 29/11

“Não estejais inquietos por coisa alguma: antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplicas, com ação de graças”. Filipenses 4:6

Haviam passado dez anos desde que Abraão entrara em Canaã e ainda não havia sinal da descendência prometida. Nasceu uma frustração. Uma vontade de rir, debochar, duvidar… Ouvir da boca de Deus uma promessa de atuação no impossível e passar tanto tempo assim, só mostrou que realmente era impossível! Onde já se viu, um homem de cem anos e uma mulher de noventa e cinco gerarem uma criança?

Temos uma falha natural e exclusivamente humana. Em qualquer ocasião, a demora excessiva gera frustração e a frustração gera incredulidade. Quando recebemos alguma notícia de que algo esperado ou inesperado pode acontecer, sendo ele bom ou ruim, automaticamente geramos expectativas.

Um evento, um encontro, uma prova… Sempre que somos avisados de que alguma coisa irá acontecer, ficamos apreensivos. Desejosos de que o tempo passe de pressa, contamos os dias, as horas, as possibilidades, os resultados e aí pensamos em vários meios de encurtar esse espaço de tempo. Não nos contentamos em saber somente sobre o que irá acontecer. Queremos saber sobre o prazo e quando irá se cumprir.

Em gênesis vemos que Sarai tem uma proposta para encurtar o tempo de uma promessa de Deus. Aquele que prometeu uma descendência incontável como as estrelas no céu, não havia indicado quanto tempo era preciso para que sua promessa se cumprisse.

“Disse Sarai a Abraão: Eis que Jeová me tem impedido de ter filhos; toma, pois, a minha serva, porventura terei filhos por meio dela. Escutou Abrão a voz de Sarai.” Gênesis 16:2

Abraão neste momento esqueceu completamente que um dia ouviu a voz de Deus fazendo uma promessa para o casal. A única voz que falava ao seu coração naquele momento era o de sua esposa. Sua proposta era chamativa. Teriam o filho, conforme a promessa, mas num tempo mais oportuno, mais curto. A incredulidade na promessa de Deus já existia. O que Abraão precisava apenas era de uma voz que propusesse uma solução mais real sobre o resultado da promessa.

A esperança que o casal tinha no Senhor se findou. A serva Hagar foi entregue a Abraão para que através de uma relação carnal e de um esforço totalmente humano, a promessa de Deus se cumprisse. Mantendo o esforço humano, depois do filho gerado, cujo nome era Ismael, Abraão pediu a Deus que aceitasse o menino como seu herdeiro. A resposta de Deus foi a rejeição…

Deus continuou sua resposta. A rejeição foi só a primeira parte. Deus não quis o resultado de um esforço errôneo de Abraão para que a promessa se cumprisse. Mas Deus aceitou o espírito errôneo de Abraão e de Sarai para que refizesse sua promessa e desse uma nova chance para o casal.

Abraão e Sarai tiveram sua promessa restaurada. Sua chance reconquistada! Deus não se importou se foram incrédulos algum dia. Deus viu neles algo que só Ele mesmo consegue ver. Deus viu o coração. E alem da promessa, os corações do casal também foram restaurados!

Glórias a este Deus de amor, que nos vê de uma forma inexplicável!

Uma boa semana!

Rafael Alves

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A Aliança Abraâmica – Seg. 29/11

Gênesis 12:1-5

“Então o Senhor disse a Abrão: Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção.

Abençoarei os que o abençoarem, e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados. Partiu Abrão, como lhe ordenara o Senhor, e Ló foi com ele. Abrão tinha setenta e cinco anos quando saiu de Harã.

Levou sua mulher Sarai, seu sobrinho Ló, todos os bens que haviam acumulado e os seus servos, comprados em Harã; partiram para a terra de Canaã e lá chegaram”.

Qual foi a promessa de Deus a Abrão!?

Podemos entender por este texto acima que o objetivo de Deus era fazer dele uma grande nação; abençoá-lo, engrandecer-lhe o nome e abeçoar todos os povos por meio dele!

E a parte mais feliz foi de que Abrão acreditou e aceitou as promessas!

Esses versos são todos sobre a graça de Deus. Foi o Senhor, não Abrão, que fez as promessas! Abrão não merecia nada daquilo, na verdade ele foi chamado a exercer fé na certeza da promessa de Deus!

Sim, ele foi o pai da fé. Mas até ele teve dúvidas ao longo do caminho. Abrão basicamente disse a Deus em Gênesis 15:8: “Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!”. Em Gênesis 15:7-18 Deus faz uma aliança formal para saciar as dúvidas de seu filho. O que torna essa passagem tão surpreendente não é o fato de que Deus tivesse entrado em uma aliança com Abrão, mas o quanto Ele estava disposto a ceder para realizá-la!

Deus fez, faz e fará qualquer coisa para o bem de seus filhos! E mostrou isso quando deu seu único filho para tornar Sua promessa em uma realidade!

Até quanto estamos entregando nossas aflições no poder de Deus!? Só um pouquinho? O suficiente?!

Acreditamos que Deus é o Deus do impossível!? Que realiza milagres inexplicáveis!?

Tenha Fé!

Ótima semana!

Renan F. de Almeida

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Princípios da Aliança – Dom. 27/11

“A salvação nunca foi pela obediência à Lei”.

Conceito popular das duas alianças (pactos): ”… a antiga, com base na lei (promulgada no Monte Sinai), e a nova, fundamentada na graça (promulgada no Monte Calvário)”.

“As duas alianças não são questões de tempo; em lugar disso, elas são um reflexo das atitudes humanas e representam duas formas diferentes de tentar se relacionar com Deus, formas que remontam a Caim e Abel. A antiga aliança representa os que, como Caim, equivocadamente confiam na própria obediência como meio de agradar a Deus. Em contrapartida, a nova aliança representa a experiência dos que, como Abel, dependem inteiramente da graça de Deus para realizar tudo o que Ele prometeu”. LES, 4º Trim/2011 pág. 120

“A palavra hebraica traduzida por “aliança” é berit. Ela ocorre quase 300 vezes no Antigo Testamento e se refere a um contrato obrigatório, um acordo ou um tratado. Por milhares de anos, as alianças desempenharam um papel fundamental na definição das relações entre pessoas e nações do antigo Oriente Próximo. Alianças muitas vezes envolviam o sacrifício de animais, como parte do processo de fazer uma aliança (literalmente “cortar”). A matança de animais simbolizava o que aconteceria a uma das partes, caso falhasse em cumprir as promessas e obrigações da aliança”. LES, 4º Trim/2011 pág. 121

Olhando a base da aliança original de Deus com Adão no jardim do Éden, antes do pecado nós enxergarmos:

a) Deus estabelecendo a formação da família, através do casamento e, nele colocando a benção da fecundidade, e o dom da administração dos bens criados por Ele; (Gen 1:28)

b) Deus por causa do ser humano, suas fragilidades, suas necessidades físicas e mentais, reservando um espaço no tempo, chamado Sábado. Esse tempo tanto auxilia-nos espiritualmente a centrar nossa dependência de Deus, quanto nos recompõe fisicamente para a lida do viver; (Gen 2:2-3)

c) Deus colocando o ser humano num estagio pleno de liberdade, num espaço chamado jardim do Éden. Providenciando valorização e sentido para a existência através da ocupação (trabalho): físico-mental, delegando a Adão a função de mordomo do planeta terra.

d) Deus indicou um espaço proibido no jardim do Éden. Colocou naquele lugar uma placa com letras grandes: Obediência resulta em vida, desobediência resulta em morte. “A Obediência era a inclinação natural da humanidade”. Mas a escolha do ser humano foi contrario a lógica e, de então, o pagamento pela desobediência passou a ser o cumprimento fiel da aliança: seres humanos mortais. (Gen 2;15-17)

Com a aliança quebrada, Deus anunciou que nem tudo estava perdido, nunca foi esse o seu desejo. O homem carecia de esperança para sua desesperada situação. Deus declara a promessa confortadora que proveria um Salvador, eis a Aliança da Graça! (Gen 3:15)

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. – Romanos 6:23

“A queda do homem encheu o Céu todo de tristeza. O mundo que Deus fizera estava manchado pela maldição do pecado, e habitado por seres condenados à miséria e morte. Não parecia haver meio pelo qual pudessem escapar os que tinham transgredido a lei. Os anjos cessaram os seus cânticos de louvor. Por toda a corte celestial havia pranto pela ruína que o pecado ocasionara.
O Filho de Deus, o glorioso Comandante do Céu, ficou tocado de piedade pela raça decaída. Seu coração moveu-se de infinita compaixão ao erguerem-se diante dEle os ais do mundo perdido. Entretanto o amor divino havia concebido um plano pelo qual o homem poderia ser remido. A lei de Deus, quebrantada, exigia a vida do pecador. Em todo o Universo não havia senão um Ser que, em favor do homem, poderia satisfazer as suas reivindicações. Visto que a lei divina é tão sagrada como o próprio Deus, unicamente um Ser igual a Deus poderia fazer expiação por sua transgressão. Ninguém, a não ser Cristo, poderia redimir da maldição da lei o homem decaído, e levá-lo novamente à harmonia com o Céu. Cristo tomaria sobre Si a culpa e a ignomínia do pecado – pecado tão ofensivo para um Deus santo que deveria separar entre Si o Pai e o Filho. Cristo atingiria as profundidades da miséria para libertar a raça que fora arruinada”
. – Patriarcas e Profetas, Ellen G White, pág. 63

Deus providenciou vestimentas para o casal, com preço de sangue. Vestes provenientes da morte de um inocente cordeiro. Em seguida os tirou do jardim do Éden, os colocou diante da realidade nua e crua da ação do pecado nos seres humanos. Mas, com aquele gesto escreveu de forma indelével o caminho até o Cordeiro de Deus que destrói o pecado que há no planeta terra. Essa é a aliança da graça, participamos dos resultados benéficos dela, mas não podemos, nem temos capacidade de produzi-lo. É obra completa da trindade. Cabe a nos firmamos parte nessa Aliança pelo caminho da Fé em Jesus, o Cristo.

Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. Romanos 5:2

“A lei de Deus é uma expressão de Sua própria natureza; é uma corporificação do grande princípio do amor, sendo, daí o fundamento de Seu governo no Céu e na Terra. Se nosso coração é renovado à semelhança de Deus, se o amor divino é implantado na alma, não será então praticado na vida a lei de Deus? Implantado no coração o princípio do amor, renovado o homem segundo a imagem dAquele que o criou, cumpre-se a promessa do novo concerto: “Porei as Minhas leis em seu coração e as escreverei em seus entendimentos.” Heb. 10:16. E se a lei está escrita no coração, não moldará ela a vida? A obediência – nosso serviço e aliança de amor – é o verdadeiro sinal de discipulado”. Caminho a Cristo, Ellen G White, pág. 60

Genário Julio Santos

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Aquela velha amizade… – Sex. 25/11

Já justifiquei muitos dos meus atos com a frase: “é a convivência”.

Nos tornamos tão parecidos com os que nos relacionamos que usamos as mesmas frases, mesmas atitudes, mesmas expressões que aqueles com quem convivemos. Em linguística aprendi que a forma que falamos (sotaques, jargões) está muito relacionada ao local, momento e pessoas que compartilhamos coisas, assim podemos compreender quão influenciador é o meio que estamos inseridos e as pessoas que nos rodeiam. Quantas vezes você já se pegou falando gírias e expressões características de um grupo de amigos? Você já deve ter notado que alguns casais tornam-se até fisicamente parecidos com o passar dos anos. É a convivência, é o relacionamento, é o tempo.

Na lição dessa semana compreendi o que Paulo quis dizer com “tornem-se como eu” (“Eu lhes suplico, irmãos, que se tornem como eu, pois eu me tornei como vocês. Em nada vocês me ofenderam” Gl 4:12). Este não era um conselho para que os Gálatas imitassem tudo o que o apóstolo fazia, porque ele não estava livre de defeitos (Fp 3:12). Mas ele apela àqueles irmãos que parem de errar, parem com seu legalismo e parem com as tradições que estavam minando o cristianismo ensinado por ele.

Penso que dessa vez, depois de tanta pancada, Paulo vai aos Gálatas com muito carinho e amor, tanto que uma declaração linda é feita em apelo. Na continuação do capítulo 4 podemos encontrar nos versos 13, 14 e 15, este apelo do apóstolo que com muito carinho relembra aquela velha amizade que um dia eles tiveram.
“Ao contrário dos falsos mestres que não tinham nenhum interesse verdadeiro nos gálatas, Paulo revelou genuína preocupação, aflição, esperança e amor de um bom pastor por seu rebanho rebelde. Ele não estava apenas corrigindo a teologia, mas estava procurando ministrar àqueles a quem amava.”

Paulo chama as suas ovelhas, as coloca no colo e com uma abordagem diferente tenta uma mudança de cenário. “Sem dúvida, em meio a lágrimas (cf. 2Co 2:4; Fp 3:18), Paulo concluiu essa seção da carta dizendo: “Quisera estar no meio de vós agora e mudar o tom da voz, pois não sei que atitude tomar a vosso respeito” (Gl 4:20, Bíblia de Jerusalém).”

E não é assim que Deus age conosco? Nos chama de amigos, nos chama de filhos, nos pega no colo. Depois de apanhar tanto na vida, Ele tenta mostrar o real sentido dEle se interessar tanto por nós, e não é nada mais que Amor. Aí Ele nos convida: “Vamos viver aquela velha amizade novamente?”

Que você ande tão perto de Cristo e sua convivência seja tão grande com Ele, que aqueles que te encontram possa sentir o quão parecidos Vocês se tornaram.

Feliz Sábado

Um abraço

Jacqueline Alves

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Água e Óleo – Qui. 24/11

Já reparou que o óleo não se mistura na água? Não combina. Pois é dessa forma que a verdade é na nossa vida. Por natureza somos pessoas propícias a mentir. Isso é natural, fazemos muitas vezes sem intenção. Alguns até dizem que mentiram por uma boa causa. Mas no caso de Paulo, a situação não era a mentira mas sim a verdade. Paulo estava enfático e coerente no que estava dizendo pois ele estava falando a pura verdade. Mesmo que pudesse ofender ou criar interpretações errôneas a respeito de suas palavras.

A nossa índole caída nos engana e nos faz pensar que estamos muitas vezes falando a mais pura verdade doa a quem doer. Alguns radicais donos da verdade vomitam suas interpretações e suas loucuras ofendendo o seu próximo. Estão cegos em suas verdades e seus mapas mentais tendo a tolice em sua mente de pensar estar trabalhando para obra de Deus. Se consideram santos e cristãos exemplo e fazem questão de sempre estar exibindo suas palavras e atitudes como de fossem medalhas de méritos recebidos. Esquecem por vezes que o equilíbrio gera coerência e evita a discórdia. Tiramos exemplos da Bíblia para colocar como argumento a fim de provar a tola verdade que estamos dizendo. Será mesmo que devemos falar tudo que vem e nossa mente?

Paulo, ao indagar os Gálatas com a pergunta “Será que agora, por ter dito a verdade, eu me tornei inimigo de vocês?” Gálatas 4:16, poderia ser interpretada como uma forma arrogante de se indignar com as atitudes do povo. Mas não foi essa sua intenção. Antes de tirar qualquer conclusão, a carta deve ser lida com todo o cuidado e o entendimento pois o real motivo foi apenas por amor ao povo.

Podemos destruir relacionamentos, amizades e gerar conflitos na igreja, amigos e na família apenas com nossas palavras. Pensamos estar dizendo a verdade, mas na realidade estamos gerando a discórdia e a ira. Se você não concorda com algo ou tem opinião contrária mas sabe que existem pessoas que poderão se ofender com seu comentário pois estas pessoas estão ligadas a essa sua repudia, fique calado, pois um pequeno comentário pode gerar grandes problemas. Aquele que ama o próximo guarda para si seus pensamentos e de sua boca sai apenas amor e palavras que não que destroem ou geram ira. O amor enobrece o próximo mas a crítica e palavras mau ditas, destroem nações.

Estas seis coisas o SENHOR odeia, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, O coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, A testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos. Provérbios 6:16-19

Quando se diz palavras verdadeiras, não são as palavras que saem da sua mente onde você crê serem verdade. As palavras verdadeiras, são aquelas que trazem benefício e não problemas. São palavras sábias ditas em um tempo e momento certo e acima de tudo, guiadas por Deus pois não temos a capacidade para isso.

Paulo foi rígido, mas ao mesmo tempo foi verdadeiro em suas palavras onde Deus era o princípio, meio e fim.

A verdade jamais fará parte natural de nossa vida. Para isso, precisamos buscar a origem da verdade. Somente por Deus sairá de nossos lábios palavras que salvam e não que destroem. Tenha em mente que suas palavras e suas verdades devem ter como base Deus e não suas opiniões.

Fernando de Oliveira Carvalho

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