Archive | dezembro, 2011
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Cicatrizes que salvam – Qui. 29/12

Estudando o relato do apóstolo Paulo em 2Cor 11:23-32, é difícil não sentir emoção ao imaginar o quanto este homem sofreu. Todos os problemas, lutas, sofrimento estão relacionados pelo simples fato dele não negar a Deus. Porém, podemos perceber que nada disso tirou seu olhar do céu. Nenhuma das situações relatadas, fizeram com que Paulo culpasse a Deus.

Muito diferente do que muitos fariam, Paulo ainda diz que se fosse para se gabar de algo, que seriam das coisas que mostram sua fraqueza.

Eu não imagino que você gostaria de se gabar de suas fraquezas, correto? Agindo dessa forma, poderiam pensar que você é louco. Nenhum ser humano se gloria pelas falhas, mas pelo contrário, se gloria pelas pequenas coisas que pensa saber ou ter. Isso mesmo, pequenas coisas. Temos um ego maior do que nossas virtudes. O material é mais bem visto do que as qualidades pessoais. Damos mais valor ao exterior do que ao caráter. O mundo nos empurra a braçadas para uma sociedade mentirosa e camuflada.

Ao contrário do que o mundo oferece, vem o Cristianismo. O Cristianismo vem na contramão e se choca com valores mundanos.

Além dessas e de outras coisas, ainda pesa diariamente sobre mim a preocupação que tenho por todas as igrejas. 2Cor 11:28

Percebam a diferença de caráter e personalidade. Primeiro Paulo narra todas as coisas ruins que acontecerem com ele e depois ele diz que se preocupa com as igrejas. Por acaso você que vive em sua casa confortável, tem preocupação com seu próximo ou apenas com seus investimentos, carro, casa?

Quando alguém está fraco, eu também me sinto fraco; e, quando alguém cai em pecado, eu fico muito aflito. 2Cor 11:29

Ou seja, no verso acima Paulo pouco se importa consigo mesmo. A sua ligação com Deus é tão intensa que seus pensamentos são movidos para o próximo e não para si mesmo. É fácil se sentir fraco ou aflito com alguém que você ama. Mas seria o mesmo sentimento seu, com alguém que você não conhece?

Paulo era marcado pelo cristianismo.

Quais são suas marcas? Suas marcas são superficiais e ocultas, ou são marcas visíveis que transformam almas perdidas em esperança?

Não tenha vergonha de mostrar as marcas de Cristo em sua vida. Torne-as realidade na vida de outros.

Fernando de Oliveira Carvalho

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Bastou um encontro, nada mais…

Paulo foi criado para acreditar que a Lei de Moisés foi o maior presente de Deus para a humanidade. Sua convicção, alimentada por sua criação e estudos, mostrava que Jesus jamais poderia ser o Messias. Segundo a Lei que Paulo, judeus e romanos seguiam, uma pessoa que morria da mesma forma que Jesus morreu estava certamente amaldiçoada.

Ao estudarmos a lição de hoje vemos o contraste existente entre a crença de Paulo antes e depois do encontro com o Mestre. O mesmo Mestre que divide a história da humanidade, subitamente dividiu a história da vida de Paulo de tal forma que seu foco de vida foi totalmente alterado.

O encontro, que aparentemente havia resultado apenas numa cegueira temporária, tornou a vida de Paulo uma luz para um mundo que considerava a cruz como a maior escória contemporânea. O encontro mudou o valor da cruz para Paulo. Mudou a forma que ele tinha de encarar a religião. Paulo passou a perceber que o importante não eram os atos, como submeter-se a circuncisão ou rejeitá-la. O que valia realmente era a aceitação do que Cristo fez pela humanidade.

Os que viram a cruz de Cristo notaram que ela não foi diferente das demais. Houve vergonha, humilhação e zombaria como qualquer outra. Quem sabe, até maior… A diferença estava no Ser crucificado. No sentido que havia naquela morte.

Paulo, após ficar cego, enxergou essa diferença. Aceitou o valor da cruz e aquela velha e falsa convicção sumiu da sua vida. A maior escória sofrida pelo Messias passou a ser o foco da sua pregação. O tipo de morte que dificilmente fazia parte das conversas de Paulo, virou o único caminho de salvação para quem ouvia ou lia as suas mensagens.

Cristo, ao encontrar a cruz, mudou toda a simbologia que tinha nesse tipo de morte. O mesmo Cristo, ao encontrar com Paulo, mudou radicalmente a convicção q existia em sua vida.

Bastou somente um encontro verdadeiro com Cristo. Quer mudar? Encontre-O…

Um feliz 2012 repleto de bênçãos!

Rafael Alves

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Buscando a glória na carne! – Seg. 26/12

Gálatas 6:12, 13 mostra os primeiros comentários explícitos que Paulo fez sobre seus adversários.

Neste trecho ele explica exatamente como eles eram, como pensavam. Paulo os descreve como pessoas falsas que só pensam em si mesmos, querendo impressionar, tomando atitudes para aprovação das pessoas que conheciam. Os que ensinavam os erros pareciam estar buscando atitudes para aumentar seus egos.

Em O Desejado de Todas as Nações, lemos:

“o maior dos enganos do espírito humano, nos dias de Cristo, era que um mero assentimento à verdade constituísse justiça. Em toda experiência humana, o conhecimento teórico da verdade se tem demonstrado insuficiente para a salvação. Não produz os frutos de justiça. […] Os fariseus pretendiam ser filhos de Abraão, e vangloriavam-se de possuir os oráculos de Deus; todavia, essas vantagens não os preservavam do egoísmo, da malignidade, da ganância e da mais baixa hipocrisia. Julgavam-se os maiores religiosos do mundo, mas sua chamada ortodoxia os levou a crucificar o Senhor da glória.”p. 309, 310

As pessoas, e às vezes até os líderes , precisam ser cuidadosos para não se vangloriarem de suas realizações espirituais, principalmente para evitar comparação com outros que talvez não tenham alcançado tanto sucesso, isso de uma visão bem superficial. Porém vale a pena ressaltar somente uma comparação: Cristo em contraste com a humanidade. Nisso realmente não há comparação. Separados de Cristo, o trabalho mais ilustre, o discurso mais eloquente, os acadêmicos mais realizados, a administração mais habilitada se comparam a lixo!

Cristãos sinceros se gloriam, não de suas realizações, mas unicamente do sacrifício que Cristo fez em seu favor!

Aceitar e viver o verdadeiro evangelho é a única maneira de concluirmos a missão que o Senhor nos confiou. Esse é o “poder de Deus” (Rm 1:16). Em 1887, Ellen G. White escreveu: “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser nossa primeira ocupação.”Testemunhos Para Ministros, p. 331.

Essa continua sendo nossa maior necessidade.

Feliz semana e um excelente ano novo!!!

Renan F. de Almeida

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Da própria mão de Paulo – Dom. 25/12

“Vede com que grandes letras vos escrevi por minha mão.” Gálatas 6:11

“Era costume de Paulo ditar suas cartas a um secretário (Rm 16:22). Então, depois de terminar, muitas vezes ele tomava a pena e escrevia algumas breves palavras do próprio punho para concluir a carta (1Co 16:21). Em Gálatas 6:11, Paulo declarou que escreveu a carta com letras grandes. Possivelmente, a fim enfatizar sua mensagem, de modo semelhante à nossa maneira de destacar uma palavra ou conceito sublinhando ou escrevendo em letras maiúsculas ou, mais provavelmente por deficiência visual”.

Foi com “letras garrafais”, qual painel em grande rodovia, que o convite do apostolo Paulo aos da cidade de Corinto, chega a mim e a você: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.” 1 Coríntios 11:1

É compreensível o termo “por minha mão”. A mão como símbolo de força, de diligencia, presteza, cuidado, companheirismo, solidariedade. Paulo afirma que essas palavras, nesse momento, não poderiam ser delegadas, comissionadas a nenhum outro vivente. Ele mesmo seria o autor e emissor.

Paulo tinha motivo cristão para escrever em grandes letras, sua preocupação com o momento pelo qual passava os conversos da Galácia (era uma província romana que ocupava a parte central do que agora é conhecido como a Ásia Menor). O erro por vezes parece tão convincente, arrebatar tantas pessoas em tão pouco tempo! Se você tem uma verdade para contrapor precisa subir ao alto da montanha, gritar a todo pulmão, e mesmo assim, somente alguns darão ouvidos ao seu clamor.

Tudo quanto for especial e decisivo quer para a vida ou para a morte, será dito do ponto mais alto de nossos conceitos e preconceitos. Ouça por um instante o hino nacional Brasileiro: “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas, De um povo heróico o brado retumbante, …”

As vezes delegamos a incumbência, enquanto Cristãos, de anunciar mensagem para “salvar do pecado e guiar no serviço” aqueles que nos cercam, muitas das vezes, sempre a outras pessoas. Talvez o padre, pastor – o líder espiritual da comunidade. Nunca eu. O apóstolo Paulo pensava e ensinava contrario a este comportamento social.

Paulo pensava assim: “eu sou responsável pela salvação desse povo”. Ao escrever a mensagem Paulo estava sob o desejo de eternizar o conselho e, afirmar que era responsável pelas suas palavras. Suas palavras tinham origem num “Assim diz o Senhor”.

De nossas mãos o que tem saído diariamente? Gestos edificantes ou procedimentos degradantes? O que somos temos coragem de dizer ao vento em letras grandes?

Veja essa palavra em “letras garrafais” em latim, grego e hebraico:

INRI (Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum) – Jesus Nazareno Rei dos Judeus;

Cumpriu-se o escrito profético “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim”. João 12:32, foi essa escritura que eu e voce lemos quase dois mil anos depois de sua morte. Ela transformou a nossa vida. Melhor: continua transformando!

Há algo em Jesus Cristo que nos enche de gozo e esperança:

“Veja, eu gravei você nas palmas das minhas mãos; …” Isaias 49:16. Sim, aquelas mãos que receberam por carinho, grandes e longos pregos afixadas num madeiro. Vê alguma semelhança de procedimento? Ser Cristão importa cada dia esforçar-se por ser mais semelhante a Jesus. Ter forças para contrariar o egoismo pessoal e, amarmos sem restrições o ser humano caido e carente da graça transformadora de Jesus Cristo. Quem mais poderia ter sentido isso, com tanta propriedade, senão o apóstolo Paulo. Recorde sua conversão e diga se não é uma verdade. É preciso ter olhar de Paulo para enxergar o cristianismo como um estilo de vida, um comportamento acima de toda e qualquer moda.

“A distinção entre o cristianismo autêntico e a religião egoísta, por vezes, parece mínima. Aparências à parte, o abismo é gigantesco. O cristianismo se gloria unicamente em Cristo. A religião egoísta fala ardentemente sobre Cristo e as realizações eclesiásticas. As pessoas, e às vezes até os líderes, precisam ser cuidadosos para não se vangloriarem de suas realizações espirituais, principalmente para evitar comparação com outros que talvez não tenham alcançado tanto sucesso, pelo menos da perspectiva superficial. No entanto, vale a pena realçar somente uma comparação: Cristo em contraste com a humanidade. Nisso realmente não há comparação. Separados de Cristo, o trabalho mais ilustre, o discurso mais eloqüente, os acadêmicos mais realizados, a administração mais habilitada se comparam a lixo. Contrastando implicitamente sua abordagem espiritual com a abordagem de autopromoção de seus oponentes, Paulo declarou que sua única glória era Cristo. Reconhecendo que somente Cristo designava a missão e garantia sua realização com sucesso, Paulo confessou que o esforço humano, separado de Cristo, não é nada. Cristo é o começo. Cristo é a conclusão. Cristo é tudo”.

Com letras grandes, não só com as mãos, mas toda a vida refletida na afirmação do apóstolo Paulo: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. Gálatas 2:20

Estimamos aos amigos e amigas, de meu próprio punho, um Natal de 2011 cheio do presente eterno: Jesus, O Cristo.

Genário Julio Santos

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Tem alguma coisa errada – Sex. 23/12

É atribuída a Platão a frase: “Errar é humano, mas também é humano perdoar. Perdoar é próprio de almas bondosas.” A bondade é um dos frutos do Espírito ensinada por Deus para que desenvolvêssemos, assim ser bondoso deve caracterizar àqueles que estão ligados a Deus.

Mas tem alguma coisa errada. Não somos verdadeiramente bons. É quando passamos a nos achar “os bons” é que começamos a errar. Achamos que os outros não são tão bons assim. Julgamos que aqueles que não cumprem os mesmos ritos, não agem conforme a nossa lista de premissas, ou aqueles que não tem o mesmo “nível de espiritualidade e comunhão” que nós, não é bom. Nosso senso de ser bom, de servo, de justo está longe do que uma pessoa frutificada no Espírito deve ser. Voltamos à discussão de todo esse trimestre: por nossas boas obras, temos nosso senso de justiça e aí queremos que todos tenham. Acredito que seja por isso o apelo dessa semana: “E por que se preocupar com um cisco no olho dum irmão, quando você tem uma tábua no seu próprio olho?” (Mateus 7:3 – Bíblia Viva)

Enquanto queremos mostrar tanto que somos bons, sabemos que lá dentro de nós tem algo podre, tem um conflito, continuamos a errar e preferimos errar escondido. Num julgamento pessoal, penso que aqueles que mais se prestam a acusar alguém, são os que encobrem os maiores defeitos. O maior acusador do universo é Satanás e até ele mesmo sabe que pra ele não tem perdão . Os que acusam, são usados por ele e isso é muito sério. Não aceitam o perdão divino, por isso optam por acusar ao invés de perdoar.

Para não errar nos comentários de hoje, vou me deter a algumas citações de pensadores, pessoas como eu e você que refletiram sobre erro, perfeição, perdão… Não é difícil chegar a estas conclusões.

Sobre os erros sabemos que “…o homem não foi feito para ter defeitos, ele foi projetado para ser perfeito. E o homem enxerga sua deformidade em contraste com a perfeição de Deus.” (Rodrigo Palheiro). Por isso é tão difícil aceitar erros. Não nascemos para errar, não aceitamos os nossos próprios erros, quanto mais o dever de aceitar o erro dos outros, aceitar que aqueles que são nosso exemplo cometam falhas ou até aceitar os erros daqueles que como nós, confessam ser seguidores do mesmo Deus. Não admitimos erros. Mas na verdade “quando negamos perdão aos outros (ou quando não aceitamos os erros), estamos desempenhando o papel do próprio inimigo de Deus, o acusador. Não devemos ser como ele. Devemos ser como Cristo, refletindo o perdão de Deus através das nossas ações.” (Leonardo Gonçalves), assim passamos a ser mais semelhantes a Satanás do que semelhantes a Cristo. Nosso alvo é ser igual a Cristo. Não é por almejamos ser como Ele que estamos habilitados a ser os “donos da verdade”. Não somos perfeitos como Cristo é perfeito. “Cristo não deu autoridade a ninguém de condenar nem uma de suas criaturas. Esta é uma prerrogativa de Cristo: o verdadeiro Juiz, o justo Juiz. Aquele q julga o outro perde de vista o centro da Lei se tornando anti-Cristo, isto é, tomando o lugar do próprio Cristo, único justo Juiz.” (Pr. Tiago Arrais). Assim, mesmo sendo perfeito e tendo todo o direito de comparar e cobrar nossa perfeição, Cristo prefere não nos acusar, ao invés disso, Ele nos ama e nos assume assim como somos. Ele nos perdoa e nos aceita. “Renda-se ao amor que não julga e nos enxerga além do que acreditamos ser. Abra-se para a ação do Espírito. Não exija tanto de si mesmo. Caminhe na certeza do crescimento em Cristo e transforme-se pela renovação de sua mente.” (Pr. Felipe Tonasso)

O problema é que quando olhamos a Cristo, sua perfeição e amor, é difícil nos sentirmos dignos de perdão. Mesmo assim Ele nos perdoa! Quanto mais nós devemos fazer uns pelos outros. Erramos o tempo todo, todos erram o tempo todo. Perdoe o tempo todo também… “mas não dá pra ser cristão sem ter amor e perdoar. Pois quem ama sente a dor de seu irmão, uma dor que cala bem no fundo do coração. Ele quer de alguma forma ajudar ao que cair.” (Música: Irmão)

Desenvolvamos a bondade, vamos ser realmente bons estendo a mão, perdoando, aceitando até os nossos próprios erros. “Como é bom saber que alguém se importou, e perdoou”

Feliz Sábado!

Um abraço

Jacqueline Alves

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