Archive | novembro, 2012
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Quanto maior, mais difícil de administrar – Qui. 22/11

No último mês de agosto, conversei com um grupo de Jovens da Igreja Batista Peniel, e entre vários assuntos, eles me perguntaram como era o processo da formação de um pastor na igreja Adventista. Eu respondi que todo o processo leva de 8 a 10 anos, incluindo o curso superior de teologia e mais 4 a 6 anos, onde o candidato a pastor é avaliado em seu trabalho na igreja, para se ter o máximo de certeza possível de que aquela pessoa pode realmente ser ordenada e finalmente ser considerada um pastor adventista.

Aqueles jovens ficaram surpreendidos com tanto rigor e me contaram que em sua igreja o processo era bem mais simples. Bastava que alguém fosse líder de uma célula, (pequeno grupo, como nós chamamos) e com o passar do tempo, mediante a multiplicação daquela célula, o seu líder se tornaria naturalmente o líder de um grupo de células, o que mais tarde daria origem a uma igreja. Logo, aquele líder de célula passaria a ser o pastor daquela igreja. Então um dos jovens me perguntou: “Parece que vocês não acreditam no poder do Espírito Santo para transformar uma pessoa em um líder, ou pastor. Vocês confiam mais na sabedoria humana neste caso?”

O que vocês acham? Será que somos rigorosos demais em nossa maneira de administrar a igreja? A formação de um pastor é apenas um de muitos aspectos relacionados a administração da igreja. Essas são perguntas importantes que precisam ser respondidas por todo jovem adventista que ama a sua igreja. Naquela conversa eles me contaram que a igreja Batista Peniel, era um movimento relativamente novo, se comparado aos 168 anos da Igreja Adventista. Também me disseram que eles possuíam cerca de 70 congregações no mundo, o que também é bem pouco comparado apenas a região do Vale do Paraíba, SP com suas 250 congregações adventistas. Por ser muito antiga, a igreja Adventista carrega naturalmente, uma carga de história e tradição muito grande e rica. Há pessoas que fazem parte de famílias que estão há gerações na igreja Adventista, com todos os seus costumes, boas lembranças e valores que passaram de pai pra filho. Como manter uma igreja tão grande e unida quase 200 anos depois de seu surgimento? Como um jovem pode se colocar como pastor de famílias que a tanto tempo, militam em prol desta causa?

Por isto, o rigor no preparo pastoral. Acreditamos sim no poder do Espírito Santo! Mas tomamos todos os cuidados para que as antigas gerações de Adventistas aceitem as novas gerações de pastores, com suas novas ideias e com o mínimo de conflito. O que com certeza a igreja Batista Peniel também terá de fazer quando estiver próxima de completar 200 anos.

José Flores Junior

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Guia-nos com tua graça – Qua. 21/11

Meu objetivo como cristão é chegar ao céu e encontrar com meu Cristo Jesus. Creio que você que estuda a lição, entra aqui neste site para ler comentários desta mesma lição, dedica seu tempo a oração, a ajudar o próximo, a dar seu testemunho diário no trabalho, faculdade ou onde quer que for busca o mesmo que eu e só isso já seria o suficiente para nos unir como pessoas que tem o mesmo objetivo.

A verdade é que uma igreja, seja ela qual for, tenha ela o tamanho que tenha, é composta sempre por personalidades dispares. Temos os tímidos, que querem ficar no seu cantinho e preferencialmente nem serem notados, temos os opostos, que querem ser notados seja pelo motivo que for, temos os que trabalham incessantemente seja pela manutenção do templo, seja ajudando nos diversos departamentos da igreja, temos os que chegam, sentam, veem o culto e vão embora.

Fiquei em apenas alguns exemplos pois são tantos os tipos de personalidade que temos em em uma igreja que seria muito difícil e muito trabalhoso enumera-los. Em um cenário como esse como alcançar a unidade que Paulo prega em Romanos no Cap 15, Versículos 5 e 6? Ele diz: “Ora, o Deus da Paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros em Cristo Jesus, para que concordemente e a uma voz glorifiqueis ao Deus e Pai nosso Senhor Jesus Cristo”.

Ao meu ver essa unidade é possível, mesmo com personalidades e pontos de vistas diferentes se a congregação concordar em dois pontos fundamentais que são em primeiro lugar o desejo de todos irem para o Céu por amor ao nosso Mestre Jesus e em segundo aceitar que Ele nos guie apontando o caminho que devemos seguir.

Por outro lado é impossível ao meu ver que consigamos qualquer unidade e qualquer sucesso no caminho para o Céu se não nos colocarmos como crianças nas mãos de Deus. Crianças confiam em seu pai cegamente. Lembro que eu jogava minha filha para o alto então com 2 anos e ela caia de volta em meus braços, rindo! Ela sabia que eu jamais a deixaria se esborrachar no chão pois era meu tesouro mais precioso e por este motivo sempre daria um jeito de apara-la antes da queda. Da mesma forma nosso Mestre jamais nos deixa cair e se corremos de Sua presença e caímos nessa corrida Ele nos levanta, e nos recompõe deixando-nos prontos par caminhar.

Ele sempre está nos assistindo lá de cima, está sempre pronto para intervir nos pequenos conflitos que podem surgir entre irmãos que tem o mesmo objetivo mas as vezes querem alcança-lo de uma forma diferente um do outro. Não é errado que hajam divergências, na verdade é até salutar que pensamentos diferentes sejam colocados lado a lado e possam ser comparados para que a decisão mais conveniente seja tomada para o bem da igreja em determinado assunto. Se essa comparação é feita em amor, em espirito de unidade e buscando o melhor para a comunidade Cristã ela deve sempre acontecer.

Temos é claro de ter a humildade de entender que nem sempre temos a melhor ou mais sensata opinião, que as vezes estamos enganados e que nesse momento temos que esquecer do eu e apoiar uma ideia que leve a membresia de nossa igreja a um caminho mais seguro em determinada situação. Estar errado é natural, ter a mente clareada por outra opinião é importante, pois nos molda como pessoas melhores uma vez que devemos absorver tudo que nos faça agir de forma melhor e mais equilibrada.

Não importa se eu trabalho pela música na igreja por exemplo e o outro irmão não tem a menor noção do que seja uma nota musical. Devemos sempre manter a mente aberta para novos pontos de vista e se ele me mostra um ângulo diferente sobre determinada questão que eu supostamente domino, por que não dar-lhe ouvidos? Por que não aceitar que alguém ama esta igreja tanto quanto eu e quer seu melhor da mesma forma que eu quero ao ponto de colocar sua opinião mesmo que seja diferente da minha? E se ela for melhor, mais coerente, por que não aceita-la de bom grado? É isso que o Mestre espera de nós, que cooperemos uns com os outros, que amemos essa igreja de forma tão intensa, tão forte, que ela seja a razão de nosso viver a tal ponto que dentro de nós não haja espaço para individualismos, egoísmo, orgulho, nada que possa atrapalhar nosso caminho e do nosso irmão para o Céu, antes nós possamos pavimenta-lo juntos, como um corpo único de Cristo, como a noiva que espera de forma ansiosa o Noivo que vem toma-la em casamento e a levará para o lar que Ele construiu especialmente para ela.

Buscando a unidade, buscando o amor entre nós, sendo de fato irmãos, filhos de um mesmo Pai, não apenas no discurso, mas na ação, abreviaremos a volta de Jesus e mostraremos ao mundo que somos um povo unido que sabe conviver com suas diferenças de pensamentos, pois todos temos um único e poderoso ideal: Ver nosso Mestre Jesus retornar nas nuvens do céu.

Davi Rocha

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Diferentes mas conectados – Seg 19/11

Cristo nos faz um corpo […] Conectados uns aos outros. Romanos 12:5; GWT

Chave, mini kit de unha, estojo de make, cartão de crédito, celular, creme, documentos, espelhinho, perfume, óculos, escova de dentes, escova de cabelo, pendrive, cartão de visitas, pinça, algo para ler. Bem, um dos maiores mistérios das mulheres e garotas, de todas as idades, é o que colocar na bolsa. Bolsa de mulher tem de tudo! E tem de tudo mesmo! Carregamos “a vida” dentro da bolsa! Tá é um exagero, mas é considerada um mistério, por muitos homens, como conseguimos levar tudo o que precisamos para sobreviver em um dia. Ou quase tudo!

Nos acostumamos tanto com as bolsas que, quando estamos sem elas, sentimos que algo está faltando. Um sábado desses resolvi sair com uma bolsa menor e foi um sufoco! Parecia que tudo o que eu precisava não estava lá. Homens que estão lendo, a nossas bolsas são como a carteira de vocês! Risos… A bolsa pode ser bonita, grande, espaçosa, mas se torna absolutamente inútil se nela faltam qualquer item importante. Mesmo algo insignificante, mas essencial! Os itens de nossas bolsas é uma verdadeira equipe, unida num mesmo propósito, nas mãos e na mente de uma mulher inteligente e habilidosa.

Deus nunca chama homens para o individualismo!

Quantas vezes achamos que podemos fazer tudo sozinhos? Conhecer Deus sozinho, viver os projetos de Deus sozinhos, saber a vontade Dele por nossa conta e cada vez mais estamos nos afastando do nosso alvo. É muito mais pratico ficar sozinho, mas o plano de Deus é que cuidemos uns dos outros. Se tivermos a visão do Corpo, veremos que o individualismo não nos conduzirá a nada. Nenhum membro vive sozinho por muito tempo, o máximo que um órgão do corpo humano aguenta fora do corpo, um coração, por exemplo, são 6 horas!

Precisamos ser corpo, muito mais que membros. Mas temos colocado em nós a doença do ódio, do rancor, da falta de perdão e isso nos afasta cada vez mais do “corpo de Cristo”, do relacionamento com os outros membros, e vamos morrendo e matando os “membros” desse corpo. A vontade Dele é que haja o crescimento dos membros juntos, um sustentando o outro, todos contribuindo cada vez mais para a caminhada em direção a Cristo, todos em conjunto, em sincronia.

Vamos investir o nosso tempo em orar junto, chorar junto, trabalhar junto, ser verdadeiramente corpo de Cristo, filhos do mesmo Pai. Vamos amar independente do que essa atitude requeira de nós. Somos diferentes, portanto, façamos a diferença. E a diferença que Deus quer só tem como existir se houver contato, doação e busca intensa pela vontade Dele individual e em conjunto. HOJE te convido a investir mais em vidas, em relacionamentos a maneira de Deus.

Tatty Barreto

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Dois é melhor que um – Dom 18/11

Thiago Sieiro

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A armadura contemporânea da vitória espiritual – Sex 16/11

Os escritores da Bíblia utilizaram analogias que faziam muito sentido para sua época. Durante muitos séculos, as sociedades humanas, incluindo a chamada “civilização europeia”, se caracterizaram por um forte espírito belicista. Na época do apóstolo Paulo, não havia passeata pela paz ou marcha contra a violência. Por isso, as analogias bélicas, comparando o cristão a um soldado tinham um significado muito próximo para os conversos.

Desde os últimos 60 anos, porém, a sociedade ocidental tem experimentado um período de relativa paz. As maiores potências não estiveram envolvidas em guerra umas contra as outras. As metáforas da guerra, como couraça, escudo e espada, não têm o mesmo sentido de outrora.

Paulo, hoje, talvez dissesse que, em nossa batalha espiritual, o cristão deve adquirir o antivírus da verdade, que é o estudo da palavra de Deus e funciona como também um filtro, nos ajudando a reconhecer o que é verdade e o que é falsidade.

Talvez ele dissesse que o fiel deve manter o aparelho celular ligado na fonte da fé. Que o cristão deve andar com o documento de identidade celestial, que o caracterizaria publicamente como uma pessoa diferente porque realmente convertida em Jesus.

Paulo nos diria que devemos “sair em passeata” pela paz na igreja, pois uma igreja em paz, que reparte os bens, que consola e comemora unida, está pronta para espalhar a mensagem da “paz que excede todo o entendimento”.

Numa época em que tantas igrejas pregam, aliás, “determinam” a própria vitória, em que exigem que a promessa de vitória seja cumprida imediatamente, nesses tempos de triunfalismo de prosperidade pessoal, ainda é preciso revestir-se do poder de Deus, entender que a vitória sobre o mal foi ganha por Cristo na cruz e, com humildade, buscar a sabedoria para viver e também vencer neste de “teatro de operações” de guerra que é o nosso pequeno planeta.

Joêzer Mendonça

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