Archive | janeiro, 2014
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OrAÇÃO – Sex. 31/01

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Hoje não posso compartilhar com vocês algo que eu tenha feito a uma pessoa doente que tenha acontecido algo extraordinário. Alguma visita que eu tenha realizado a alguém que precisasse ser curado e minha presença ali tenha feito uma grande diferença. Muito pelo contrário, nunca fui muito ligada a visitar hospitais, a não ser pelo nascimento de bebês. Mesmo quando meu avô estava doente, já no fim de sua vida, relutava em ir ao hospital, só ia por seu meu avô e pelo amor que tinha por ele. Sempre fui mais de orar pelas pessoas doentes do que ter uma ação mais efetiva nesses casos.

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Mas esses dias li um verso bíblico que mexeu comigo: “Resgate quem está na pior; não hesite em ajudar. Se você diz: ‘Não é da minha conta’, acha que isso o isenta da responsabilidade? Tem alguém de olho em você – e você sabe muito bem disso! Alguém que não aceita desculpas esfarrapadas dará a cada um o que merece.” Pv 24:11-12 AM. Achei bem forte, muito mesmo. Será que eu estou certa em só ficar orando por alguém doente? Não que a oração não seja importante e necessária, ela é sim e ainda mais. Porém temos que colocar mais a mão na massa, partir para ação mais efetivamente.

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Aí você vai me dizer que não gosta de ir a hospitais. Eu te direi que eu também não gosto, entretanto, a Bíblia é bem clara quando diz que eu tenho uma responsabilidade em ajudar quem precisa e isso inclui mais ainda os enfermos. Acredito que se você não se sente bem em ir a um hospital, você pode fazer algo por aqueles que ainda não estão doentes, mas necessitam aprender sobre hábitos saudáveis, distribuir literatura a respeito disso, oferecer um alimento mais saudável… Pode visitar alguém acamado em casa. Você pode doar sangue e plaquetas. Enfim, há uma infinidade de formas para ajudar alguém que precisa da cura física e também espiritual. E é claro, continuar orando, fazendo correntes de oração, grupos de oração intercessória e assim por diante.

Existe muito trabalho a ser realizado, muitas pessoas sedentas de amor e atenção. Que nós possamos arregaçar as mangas e servir a quem precisa com muita orAÇÃO!

Olívia David Begnália

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Água para curar – Qui. 30/01

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Eu sempre admirei o trabalho de aconselhamento. Algumas pessoas possuem um dom extraordinário de transmitir sabedoria através de conselhos. Porém ser um conselheiro seja na área familiar ou para jovens precisa realmente do poder de Deus, principalmente pelos problemas emocionais, físicos e espirituais que o mundo está passando. A busca por respostas ou até mesmo pela paz interior vem aumentando numa sociedade que está doente. A cura é algo desejada e certas pessoas estão dispostas a por tudo em jogo a fim de alcançá-la.

A bíblia nunca especificou que o dom espiritual da cura fosse apenas enfermidades físicas. Os milagres de cura física são realmente extraordinários. Porém, muitas igrejas tem buscado apenas esses milagres em seus cultos e reuniões. A busca desenfreada por cura tem causado muitos danos. Aqueles que buscam, pois apenas querem alcançar o milagre e ponto. Esquecem que muitas vezes a cura física realizada por Jesus, vinha acompanhado com: “Vai e não peques mais” (Jo. 5:14). Para aqueles que “proporcionam”, pois muitas vezes estão movidos pela ganância e orgulho. Não seguem o exemplo de Pedro e João: “Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.” At. 3:6. E não podemos esquecer também daqueles que se escandalizam por intermédio da fé louca que busca a cura a qualquer preço.

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Esses ministros que promovem somente a cura física, esquecem totalmente os ensinamento de Cristo. Cristo veio para aqueles que estavam enfermos. Enfermos de todas as doenças. Não somente pela paralisia, cegueira ou surdisse, mas também para aqueles que buscavam cura de espírito. Não sei se hoje você sente inquieto. Parece que um turbilhão de emoções quer jorrar boca a fora, vindo de um coração pesado, um peito cheio e uma alma vazia. Você anda para lá e para cá com um nervosismo que não consegue controlar. Quer estravasar, mas sabe que isso não irá preencher o buraco ou calar a agonia dentro de você. Quer explodir. Quebrar. Gritar. Apenas gritar. Mas no final, você tem certeza, que tudo voltará como era. A calmaria só vem por alguns instantes, mas depois o ódio consome tudo novamente. Se este é o seu caso, sim, existe um jeito de consertar isso.

João capítulo 4 nos conta uma história de uma cura emocional. Não havia nada de errado fisicamente com aquela mulher, mas o sentimento de culpa a consumia. Tentava tampar os problemas com outras coisas, mas estas geravam mais problemas. Escondia a vergonha. Maquiava a aparência. Mas sabia que no final, tudo seria a mesma coisa. Uma repetição de sentimentos sem fim. Até que um dia, ela encontrou alguém… Aparentemente a conversa de Cristo e a samaritana não tem pé e nem cabeça. E o principal motivo é porque Cristo estava curando a sua alma naquele instante. Estava construindo pensamentos profundos através de coisas triviais que ela expunha. Organizava suas emoções através de fatos que ela sabia muito bem. Cristo lavou aquela alma, apenas lhe pedindo um copo d’água.

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Hoje, neste exato momento, Cristo também lhe pede um copo d’água. Água vinda das profundezas do seu coração. O poço pode ser fundo, mas Ele tem paciência. Água pode estar barrenta, mas Ele tem o poder de limpá-la. E mesmo que não haja água nenhuma mais, Ele prometeu fazer de ti uma fonte que jorra para a eternidade. Água limpa e cristalina, jorrando de um poço bem construído e alicerçado. Pare neste exato momento de lutar, e apenas deixe Cristo atuar na sua vida. Dê uma oportunidade para Ele mostrar como a calmaria num mar agitado, vem apenas através das Suas palavras de conforto (Mat. 8:26). Receba hoje a paz, o alívio e a cura que somente vem de Cristo…

Robson Teles

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Por quê? – Qua. 29/01

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Em outubro de 2012 um amigo muito especial deu um susto em todos nós que o admirávamos por ser um desbravador e cristão tão dedicado. Apareceram algumas manchas em seu corpo e ele sentia muitas dores. O médico disse que seria necessário ele ficar internado para fazer alguns exames. Todos ficamos muito preocupados e desde então começamos a orar muito por ele.

Então surgiu a suspeita de que ele talvez estivesse com leucemia. Ainda internado, no dia 30 de outubro ele fez um exame que confirmou a suspeita. Isso nos deixou um tanto tristes, sendo que ele era uma pessoa muito querida pelos amigos e familiares. O Denner era uma pessoa com quem podíamos contar pra qualquer coisa. Quando digo qualquer coisa, é porque ele topava tudo! Nos ajudava a escrever, participava de dramatizações, aceitava convites de última hora e era um amigo de oração! Com ele podíamos contar mesmo!

No dia do diagnóstico eu havia ido visitá-lo, e ele estava um tanto apreensivo porque só saberia do resultado à noite. Conversamos por um tempo e mesmo internado o Denner continuava sendo a pessoa engraçada de sempre! Era muito difícil vê-lo triste. Triste com a confirmação, decidi que oraria e jejuaria por ele no dia seguinte. E assim o fiz. Conversei o tempo todo com Deus, questionando-O do por que acontecer isso com ele, que era tão fiel.

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Ele foi transferido de hospital e começou a quimioterapia. Tive a oportunidade de visitá-lo novamente no dia 17/11/2012 e ao invés de eu confortá-lo, ele é quem me confortou! Me mostrou uma fé tremenda e não parava de falar que na próxima semana já iria pra casa! Falava também que iria estar no Camporee da UCB em Barretos e afirmava a sua certeza de que continuaria fiel a Deus, independente do que acontecesse! E ele não ficava parado! Distribuía livros “A grande esperança” para os pacientes e funcionários do hospital e falava a respeito do Deus a quem Ele servia! Todos o conheciam lá! Era o paciente que mais dava trabalho porque tinha medo de injeção e porque não parava de falar! risos… Naquele sábado, renovei a minha fé em Deus e agradeci a Ele por estar cuidando do meu amigo! Minhas forças foram renovadas, porque o vi muito bem!

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Na segunda-feira o Denner teve uma recaída, adquiriu uma bactéria e foi preciso induzir o coma. Infelizmente no dia seguinte ele faleceu. Como essa morte mexeu comigo. Na verdade, até hoje me pego perguntando: “Por quê?”, porque mesmo depois de um ano já ter passado sinto muito a falta dele.

Há certas coisas que só entenderemos no céu. E a morte do Denner tão repentina, que pegou a todos de surpresa é uma delas. Mas através do seu exemplo, os pais e a irmã dele decidiram entregar a vida a Deus, e têm a esperança de muito em breve encontrá-lo no céu, onde não mais existirá a dor da separação.

Que estejamos preparados para estar no céu com o Senhor e de uma vez por todas entender todos os por quês sem respostas!

Karen Ferreira

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Cura pela palavra – Ter 28/01

Jesus, quando andou em nosso planeta, não prometeu prosperidade. Não prometeu também, uma vida livre de doenças, ou mesmo de morte. Não aqui. Não neste mundo finito que vivemos hoje. Jesus não prometeu nem mesmo que ao segui-lo teríamos qualquer espécie de privilégio. Jesus prometeu vida eterna ao lado dele. E promessa maior, não há.

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Mas o fato é que adoecemos e morremos, assim como pessoas que amamos também adoecem e morrem. No tempo de Jesus também era assim e ele curou algumas pessoas, livrando-as de suas enfermidades e restaurando-lhes saúde e capacidade de uma vida produtiva. Ele pode fazer isso ainda hoje por cada um de nós se tivermos fé para tanto e sua, sempre santa e a qual nem sempre podemos entender, assim queira também.

A cura no tempo de Cristo, a que ele promovia, estava ligada diretamente ao testemunhos que essas pessoas dariam após serem curadas. Elas eram provas vivas do poder daquele que era o Messias de seu povo e por ele foi rejeitado. Jesus curou doenças tanto físicas quanto mentais e fez por essas pessoas o que ninguém mais poderia fazer.

Não era plano de Deus que caíssemos em pecado e com isso viéssemos a adoecer e morrer, mas o sentido do evangelho, tanto nos dias de Jesus, quanto nos dias de hoje e talvez sobretudo nos dias de hoje é oferecer cura espiritual e com isso se possível, a cura física. Muitos dos males físicos de hoje em dia que afligem ao ser humano derivam de uma conduta moral absolutamente deturpada e também de atitudes cotidianas que de forma quase imperceptível minam o intelecto de forma a torna-lo menos integro perante as leis de Deus dia a dia trazendo com isso uma degradação mental que resulta em sérios problemas físicos e doenças as quais não estaríamos expostos se tão somente seguíssemos a risca as recomendações divinas.

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Neste panorama, o evangelho pode e deve ser visto como uma opção de cura, pois ao curar nosso espirito e nossa mente, abre portas para a cura ou ao menos a um abrandamento de sintomas de nossas doenças físicas, tornando mais fortes as chances de uma vida com qualidade.

A cura de uma doença física pode ser muito boa para quem a recebe, mas não é nada se comparada a real proposta de Cristo que é libertarmos de todo mal e para todo sempre. Podemos ter uma sobrevida ao sermos curados de uma doença especifica que nos atormente, mas o grande poder do evangelho é nos trazer a esperança de uma vida eterna ao lado de Cristo Jesus e uma vida livre de qualquer doença, morte, dor ou qualquer outro tipo de sofrimento.

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A palavra de Deus, através de seu filho Jesus, nos promete cura. Talvez não a cura imediata que buscamos, e talvez infelizmente ainda vejamos amigos e irmãos morrendo e mesmo alguns de nós possa vir a sucumbir por conta de alguma doença contraída neste mundo corrompido. No entanto, se nossa fé for inabalável, sabemos que apenas um sono, um breve sono nos separará do nosso Mestre e ao abrirmos os olhos deste sono, não mais dores chegaram a nós.

Boa Semana, 1 Amplexo

Davi Rocha

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O Grande Consertador – Dom. 26/01

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Há pouco mais de 12 anos atrás, meu tio morreu. Ele foi vítima de câncer. Morreu antes de completar 60 anos. Era o irmão mais novo de minha mãe. Cresci com ele por perto. Perto o suficiente para saber quem ele era. Mas não o suficiente para estreitar uma relação. Quando eu era criança, e ele, pedreiro dos bons, aparecia em nossa casa, para fazer alguma reforma para minha mãe, eu gostava da presença dele. Era torcedor do Grêmio como eu, me fazia agrados, como um bom tio faz. Era brincalhão, chamava minha mãe por um apelido que só ele podia pronunciar (e que por amor a minha vida não contarei nem sobre tortura). Era aquela figura da família, que todo mundo gostava de ter por perto. Mas tinha seus podres. Como todos nós. Como cada ser humano dessa Terra infestada pelo pecado, tinha seus esqueletos no armário. Cometeu muitos erros. Quando cresci, não tinha, como acontece com todo garoto que cresce, mais necessidade de heróis. Então, como acontece com cada garoto que cresce, deixei seus defeitos serem mais evidentes para mim, que suas incontáveis qualidades.

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Com 20 anos, conheci um Herói. Um dos de verdade. Com 20 anos encontrei a verdade e fui encontrado por Cristo. Minha vida deu uma guinada. De um ocultista praticante, passei a defensor do evangelho. Derramei lágrimas por amigos que não sabiam a verdade. Derramei lágrimas, por ser tão inexperiente e não saber como falar de Cristo de uma forma que não os melindrasse. E então tomei a atitude mais covarde: me afastei.

Com o tempo aprendi. Mas naquela época ainda não. Então aconteceu algo. Meu tio foi diagnosticado com a doença que eu mais tenho medo: o câncer. Meu tio, que nunca havia fumado na vida, apareceu com um câncer no pulmão, em estágio avançado. Então, mais em solidariedade a minha mãe, fui visitá-lo num Sábado. O que vi, foi aquele que havia sido um de meus heróis na infância, cansado, abatido e deitado em uma cama. Mas ainda não estava naquele estágio de definhamento tão triste de ver. Então, um dia, ele foi hospitalizado para alguns exame de rotina para um portador de tal doença. Minha mãe queria ir vê-lo, num domingo, mas imprevistos aconteceram. Eu, sem saber por que, me ofereci para ir ver como ele estava e trazer notícias. Levei comigo um livro para ler. Tenho este costume. Sempre que vou a algum lugar e sei que passarei um tempo, levo comigo um livro, para que meu tempo não seja em vão.

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Cheguei e rapidamente o encontrei. Sentei e conversamos um pouco. Em determinado momento da conversa, ele parou de falar. Ficamos alguns segundos nos olhando. Eu pude ver nos olhos dele, que ele não queria ir. Mas nós dois entendemos naquele momento, juntos, que ele partiria em breve. Não dissemos nada. Nos abraçamos. E eu me despedi. Antes de ir, tocado por algo que eu não conhecia na época, ofereci o livro a ele. Para ele passar o tempo. Ele pegou. Nos vimos mais uma vez, na casa dele. Ele já estava preso em uma cama. Falava pouco. Respirava com certa dificuldade. Antes de irmos, ele me disse:

– Estou lendo o livro, sempre que consigo. É um bom livro. Eu não sei direito o que aconteceu. Mas mexeu em alguma coisa aqui dentro (e apontou para a cabeça), e aqui dentro (e apontou para o coração). Meio que me deu uma sensação de tempo perdido. Não por ler, mas pela vida. Acho que estou quebrado demais. Não dá mais pra consertar. O que tu achas?

Quase chorando, dei a ele uma resposta que ainda hoje, me faz pensar, em como consegui:

– Eu acho que se o senhor consegue enxergar o quanto está quebrado…é porque dá pra consertar. Ele (Deus) é muito bom nisso. Ele tem feito um bom trabalho em minha vida. Ele consegue com o senhor também.

– Posso te devolver ele, se tu quiseres…
– Termina ele…
– Vou terminar…tá me fazendo bem…

Ele não conseguiu terminar.

Alguns poucos dias antes de sua morte, já sofrendo muito, com imensas dificuldades para respirar, disse para minha tia a seguinte frase:

– Hoje…amanheci convertido. Chame o pastor. Estou pronto.

Não foi possível batizá-lo. Seus ossos estavam esmigalhando…

Ele foi aceito por Profissão de Fé. E Deus lhe deu o descanso dias depois.

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Um dia, eu disse que ele poderia ser consertado. E ele foi. Deus deu a ele o tempo que ele precisava. Uma vida inteira de pecados, fez ele acreditar que não tinha mais jeito. Que estava quebrado demais. Mas Deus, na sua infinita Misericórdia e Graça, o consertou a tempo. E um dia, o verei perfeito. Saber que eu…um ser humano ainda em processo de conserto, pude ser útil nesse processo, com um livro e com palavras que com certeza não saíram de mim, me emociona.
Eu louvo o Grande Consertador!!!

P.S.: O livro era O Maior Discurso de Cristo, de Ellen White.

Davison Silveira

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