Archive | fevereiro, 2014
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A Minha Parte – Sex. 28/02

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Como professora, prezo muito pela leitura e dedicação aos estudos. Diversas vezes, antes de meus alunos iniciarem uma avaliação, oro e peço que Deus os ajude naquela prova, mas sempre saliento que Deus os ajudará a lembrar daquilo que já haviam estudado. Deus dará o auxílio para recordar o que já está gravado na memória.

Percebo que muitas vezes clamamos pelo Espírito Santo em nossas vidas. Oramos para que Deus derrame a chuva serôdia. Queremos ser usados por Ele, mas estamos deixando de lado o preparo, o estudo diligente da palavra de Deus. Estamos esperando que Deus faça a parte dEle, mas não temos feito a nossa parte. Não temos nos preparado para alcançar as pessoas ao nosso redor.

Muitos personagens bíblicos estiveram na presença dos poderosos de seu tempo, Daniel, por exemplo. Ele foi conselheiro de diferentes reis e conseguiu influenciá-los. Entretanto, Daniel estava muito bem preparado. Sua base estava firmada no conhecimento de Deus e Sua verdade e também em sua experiência com Ele. Além disso, Daniel era extremamente culto e erudito, um acadêmico em seu tempo. Teve o preparo necessário para alcançar os influentes com quem teve contato.

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Nós vivemos num mundo onde a informação e conhecimento são distribuídos em todos os lugares. Onde a internet propaga de tudo, tanto bom quanto ruim, e nos tornamos cada vez menos preparados para pregar. Precisamos buscar, estudar, tanto a palavra de Deus quanto a cultura e o mundo que vivemos. Precisamos conhecer o Deus de quem queremos testemunhar e também as pessoas a quem queremos pregar. Fazendo a nossa parte, o Espírito Santo certamente fará a dEle e nos ajudará a lembrar o que for necessário para que a mensagem do advento chegue a todos.

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“Cultive essas coisas, mergulhe nelas. Todos perceberão o quanto você cresceu e amadureceu! Fique firme em seu caráter e em seu ensino. Não se desvie. Apenas fique firme. Você e seus ouvintes vão experimentar a salvação.” (I Tm 4:15 e 16 AM)

Olívia David Begnália

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Ao Princípio, não Primitivo – Qui. 27/02

O que Pedro pregou para que mais de 5 mil pessoas se convertessem de uma só vez? Apenas o Cristo. Contudo, a essência de sua mensagem era fundamentada em dois alicerces: Arrependimento e Conversão. Ele disse: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor, E envie ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado.” At. 3:19.

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Às vezes, nós ficamos totalmente fixados em como pregar o evangelho ou a forma correta de abordar ou comunicar a mensagem. Pode até aparecer radical, mas muitos estão colocando uma roupagem desnecessária e às vezes até perigosa no evangelho. Não quero discutir se existe forma certa ou não. Muito menos, analizar a sociedade contemporânea ou o modernismo para justificar qual é a forma mais acertiva de atingir as pessoas. Meu ponto é: Será que estamos colocando muitos enfeites numa mensagem simples e direta?

Vejam o que Paulo falou sobre este evangelho há quase 2 mil anos atrás: “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes. Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação. Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos.” 1 Co. 1:18-23. E a minha pergunta é: será que este evangelho não é ainda visto como loucura nos dias de hoje? Quantos já ouviram isso da boca de outras pessoas? Pregar um Deus crucificado como forma de arrependimento e conversão não é visto como patético, afetando a inteligência das pessoas? E não é exatamente disso que Paulo fala em seu texto?

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Posso concluir que a sociedade na qual pregamos este evangelho não é muito diferente da época de Paulo. Então, por que uma roupagem diferente então? Será que Paulo seria mais eficaz se usasse todas as nossas técnicas de hoje? Sim, temos recursos… que devem ser plenamente utilizados, mas minha crítica vai para todos aqueles que pretendem mudar o evangelho para que este possa ser mais atrativo para pessoas ricas, poderosas, universitários ou qualquer um que seja. Eu apoio que existem argumentos hoje que não são mais válidos, e que foram muito utilizados há 50 anos atrás. Eu acredito que precisamos defender a fé através da lógica, filosofia ou até mesmo por provas científicas. Mas ao mesmo tempo, a mensagem ainda é uma só. E o principal ponto continua imutável: Arrependimento e Conversão. Esta é a base que precisamos. E foi para isto que Cristo veio. Sem isso, não precisamos de evangelho, de Salvador ou do próprio Jesus Cristo. Todas as outras coisas que adicionamos neste evangelho modificado podem ser achadas nos livros de autoajuda, dentro de você ou qualquer outra coisa que você acredita. Precisamos voltar ao princípio. Não ao primitivo, mas a essência da mensagem.

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Se o ser humano não mudou nestes séculos todos, isso também indica que a pregação de 1 dia que converte 5 mil é ainda eficaz para um século secular, cheio de conhecimento e filosofia – assim como foi para Paulo, Pedro e outros naquele contexto. Só precisamos nos apegar com a verdadeira mensagem e principalmente com O autor dela. Sem Jesus Cristo e Seu evangelho, estaremos brincando de faz de conta… De igrejinha… Transformando a mensagem em um conjunto de acessórios que não nos levará ao centro. O centro que somente o evangelho de Jesus Cristo prega: Arrependimento e Conversão.

Robson Teles

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O poder em nossas mãos – Qua 26/02

Era um sábado, e todas as igrejas adventistas iriam encerrar o culto mais cedo para distribuir esperança para as suas respectivas localidades, através do Impacto Esperança. E conosco não foi diferente! Nos mobilizamos e fomos para o centro da cidade. A concorrência estava um pouco grande, porque era época de campanha eleitoral. Havia muitas pessoas trabalhando para os candidatos, mas isso não nos intimidou! Entregamos as nossas literaturas para eles também! O tema do impacto era “Um Dia de Esperança”.

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Entregamos para os motoristas que paravam nos semáforos e também para os pedestres que encontrávamos pelo caminho. Mas algo surpreendeu o nosso grupo: geralmente nós abordávamos as pessoas de maneira bem rápida, porque sabemos que ninguém gosta de ser abordado na rua. Mas um homem, que aparentava ter uns 30 anos de idade começou a fazer perguntas. Perguntou a respeito do “dia de esperança” que estava na capa da revista. Depois perguntou a qual igreja pertencíamos e começou a desabafar.

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Em sua conversa conosco, ele disse estar maravilhado com a nossa coragem de ir pra rua e falar a respeito de nossa fé. Disse que sentia um vazio muito grande e que queria entender muitas coisas. Falou a respeito das coisas que possuía, mas que mesmo assim sentia um vazio, como se algo estivesse faltando em sua vida. Depois de falar um pouco de si, disse que era candidato a vereador.

Naquele dia tivemos a oportunidade de falar do amor de Deus a alguém que estava se candidatando a ser um “poderoso” na cidade. Contamos para ele que estávamos ali cumprindo a missão que a nós foi confiada, para que assim pudesse vir o fim (Mateus 24:14). Explicamos rapidamente a respeito do projeto e ele perguntou: “E quem vai falar onde vocês não tiverem alcance?” Então falamos que se nos calássemos, as pedras falariam por nós (Lucas 19:40).

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Demos o endereço da igreja pra ele, mas ele nunca apareceu. Não sabemos o que aconteceu depois daquele dia, mas entendi que temos um poder que nem mesmo os poderosos podem tirar de nós. Ele está em nossas mãos, e podemos usá-lo em todas as circunstâncias. Esse poder chama-se a Palavra de Deus!

Que possamos usar esse poder, e como Paulo, nos tornemos tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns (2 Coríntios 9:22).

Karen Ferreira

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Quando conhecer não é o bastante – Ter 25/02

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Sim, eu conheço o evangelho de Cristo. Sim, eu conheço os Seus milagres, conheço toda a Sua vida aqui na Terra, de como Ele foi bom, justo, firme em convicções e ideias e sobretudo como usou de Seu poder para fazer o bem.

Sim, eu também conheço a história de vários outros heróis da fé, sejam eles do velho ou do novo testamento, afinal cresci na igreja, meus avós já eram Cristãos e em nossa casa se respirava um ar impregnado de Cristianismo, todo o tempo tínhamos debates teológicos e eu quando criança os escutava embevecido, tentando compreender tudo aquilo que era dito por tios, primos, mãe, avós, enfim, uma família que gostava de conversar sobre suas crenças.

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Mas lendo a história do Centurião e Jesus me veio a indagação que gerou o título do post de hoje: Conhecer é suficiente? Decorar as histórias bíblicas, saber dos feitos do Mestre, isso é suficiente? Ou isso me leva a uma acomodação da fé que simplesmente me faz recitar todos os feitos desses heróis da fé citados como se fossem belas histórias e nada mais?

Quantos de nós estão dispostos hoje a morrer nas batalhas espirituais que sobrevirão nos tempos do fim? Quantos de nós ACREDITAMOS que tais batalhas sobrevirão? Quantos de nós temos a fé como a do Centurião que disse a Jesus que bastava a sua palavra para que seu servo fosse curado, não sendo necessário nem mesmo sua presença? Não é um exemplo maravilhoso que um Romano, em posição de liderança assuma tamanha humildade perante alguém que segundo a crença de seu povo de origem vinha de um povo que era sem valor por deixar-se subjulgar pelo dele? Roma na época era o farol do mundo, os grandes dominadores, mas para este Centurião um simples Judeu, que vinha de uma região pouco interessante de seu país, tinha sim o poder de controlar os ventos, o Sol, o Mar a vida e a morte. Para ele, Jesus era a resposta e merecia toda a sua fé.

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Não é bendito aquele que crê e não viu? Não demonstra muito mais fé do que aquele que teve que ver para crer? E nós? precisamos ver para crer? Não podemos crer em Jesus assim como Ele crê em nós e nos ama? Não podemos também devolver a Ele este amor em forma de mais amor por Ele?

Sim, Jesus crê em cada um de nós, antes de nos amar, Ele crê que podemos ser o que Ele sonhou para nós. Ele tem um sonho especial para cada um de nós e esse sonho é para ser vivido hoje. Ele nos convida a viver com Ele o sonho que tem para conosco.

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Nós só pedimos a Deus através da intervenção de Seu filho Jesus o que sabemos e podemos pedir dentro de nossa mente finita. Mas Ele nos oferece muito mais. Oferece cura, libertação, alegria, vitória. Não a vitória terrena, mas a vitória de uma vida com Ele, uma vida eterna. Oferece bençãos sem medida, e nós, que muitas vezes vivenciamos tudo isso desde nosso berço ainda acreditamos nisso? Ainda choramos de alegria ao pensar no amor do Pai? Ou precisamos beber da fonte do Centurião, um “bebê” da fé que com seu exemplo pode revigorar a nossa própria fé?

Convido você hoje a meditar na história maravilhosa do Centurião e de suas palavras para o Mestre e o convido a tornar sua as palavras dele, a crença inabalável dele, a alegria que ele teve por ter tido o encontro com Cristo. Te convido também a deixar que Deus sonhe por você e principalmente que deixe ele realizar esses sonhos em sua vida.

Davi Rocha

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Onde Fica Nárnia? – Dom. 23/02

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Me impressiona a capacidade que temos de nos indignarmos diante de uma situação de injustiça social. Um ladrão de galinhas preso, quando políticos corruptos são reeleitos. Pessoas de bem que são alvejadas em manifestações pedindo melhores condições inclusive para quem disparou o tiro. Lutamos pelos nossos direitos e pelos direitos dos cidadãos como nós. Somos manifestantes. Revolucionários se assim for exigido de nós. Somos verdadeiros heróis se precisarem. Trancamos ruas. Fazemos barricadas. Cantamos palavras de ordem. Organizamos greves e paralisações. Somos demais, não?

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Me pergunto por que somos tão valentes em lutarmos por estes direitos. E tão desleixados pelo que já está garantido. Nos foi prometido um mundo sem problemas. Um mundo sem desordem. Um mundo sem contas a pagar, sem corrupção, sem prisões. Um mundo que faria Nárnia parecer a barraquinha das Princesas Disney da minha filha. Mas não lutamos. Não nos indignamos pelas coisas erradas que vemos em meio a nossa fé. Não nos indignamos pelos pregos que deixamos Satanás colocar em nossas paredes, para pendurar suas coisas belas e sujas.

Deixamos de nos importar com os centímetros que concedemos a ele. É-nos fácil não sermos revolucionários ou heróis para a causa que realmente importa. Porque, Deus não nos cobra juros, não nos desconta salário, não nos confisca bens. Nos acostumamos com a ideia do Pai sofredor, que mandou seu Filho para uma cruz. Nos acostumamos com a imagem de alguém morto numa cruz. E assim, os exemplos daqui…nos parecem tão melhores. Tão mais fortes. Tão mais poderosos.

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Nos acostumamos até mesmo, a admirar os vilões das histórias que assistimos em filmes, novelas e séries. A torcer por uma chance de redenção deles. E esquecemos que nossa missão aqui também é buscar redenção. A nossa. Talvez nos seja fácil nos armarmos de paus e pedras contra nossos governantes, pois n’Aquele que deveria ser o governante maior de nossas vidas, não enxergamos um líder. E sim, alguém que sofre. E não queremos alguém que sofre nos representando. Queremos alguém musculoso, com capa, metralhadora e se possível uma máscara para que não reconheçam sua real identidade.

Perdemos o assombro diante do Pai.

Dizemos amar Aslam…mas jogamos pérolas aos porcos…

Davison Silveira

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