Archive | junho, 2014
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Quem Sou Eu? – Seg. 30/06

‘Senhor, Tu me sondas e me conheces’. Salmo 139:1

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Estou fazendo as coisas do jeito certo? Por onde começo? Como concluir o que começo? Por que 24 horas não são mais suficientes? O que preciso mudar? Como conciliar minha vida pessoal com a profissional? Está dando tudo tão errado, como fazer as coisas darem certo? Não sei mais qual é minha vontade. Quem sou eu? O que eu quero?

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Abri meus emails e encontrei uma propaganda a respeito de um Programa de Coaching. Decidi começar aquela semana mesmo. E hoje, quase dois meses depois, vejo resultados positivos: estou superando as minhas dificuldades, enxergo caminhos mais simples para resolver os problemas e tenho plena certeza de que posso melhorar cada dia  mais.

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Tenho a convicção de que não abri aquele email por obra do destino, acaso ou coincidência, mas sim porque tenho um Deus provedor, amoroso, compassivo, acessivo e que se preocupa com os mínimos detalhes da minha vida. Mais uma vez Ele me provou que não preciso me preocupar com as dificuldades, Ele conhece as minhas necessidades!

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Quem sou eu? Sou falha, pecadora, duvido, questiono, desisto, quero fazer do meu jeito. Mas Ele tem um jeito sábio de me amar e ensinar! Com o coração transbordando de gratidão, decido viver por Ele, cumprir Sua vontade. Decido viver para cantar, orar, aprender. Para declarar que sou Sua filha Daquele que cuida de cada detalhe e transforma TUDO em bênçãos.

Tatty Barreto

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Que Louco Seria… – Dom. 29/06

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Esse dia foi definitivamente diferente. Estive na capital do Rio Grande do Sul (estado onde resido), para uma entrevista de emprego (que finalmente, deu certo), e encontrei um nigeriano pedindo informações para chegar até o estádio da Copa. Ninguém o entendia, pois falava em inglês. Ajudei da melhor forma que podia. O encaminhei até uma lotação que o deixaria em frente ao estádio. Mostrei quanto ele gastaria. Instruí-o a não mostrar o dinheiro em público, pedi para o motorista para ajudá-lo. E desejei boa sorte ao estrangeiro. Ele antes de embarcar, colocou suas mãos em minha cabeça, fechou os olhos e começou falar algo que eu não entendi, pois não era inglês. Mas reconheci a palavra Alá. Ele estava me abençoando! Colocou suas mãos em meu rosto e agradeceu. Entrou na lotação e não parou de acenar, até o veículo sair dali. E dali também saí eu…com lágrimas nos olhos.

Naquele dia, também jogavam Uruguai e Itália. Queria achar um bar para assistir o jogo. Depois do episódio nigeriano me encaminhei para uma conhecida rua do Centro da capital, em busca de um bar. Foi quando me vi envolvido por uma turba de argentinos fardados e muito animados. Cantavam alto, e pulavam. Me reconheceram como brasileiro, me abraçaram e me levaram, pulando e cantando. Eu só pulava, pois não entendia a letra da música que cantavam, embora reconhecesse os nomes Maradona e Pelé…sabia que era uma música provocativa, mas a provocação terminava na música. Tudo o que eles queriam era festa. E assim, festejando, eles me levaram quase de arrasto. Mas foi a primeira vez em minha vida que fui arrastado e gostei. Pois os braços não me puxavam…me abraçavam!

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E então chegamos…a um bar! Eles acabaram me levando, sem saber, para o exato lugar que eu queria ir. Lá, mais argentinos esperavam. O encontro entre eles foi algo de emocionante. Assistimos juntos o jogo. E pasmem: eles torceram para os uruguaios. Por conta de minha descrença, eles confirmaram que os dois povos não se dão muito bem, mesmo. Não se gostam. Mas são do mesmo lugar, mesmo continente, sofreram os mesmos abusos históricos…deviam se unir nessas horas. O argentino que me disse isso, o disse com lágrimas nos olhos. Pensei que louco seria, se fosse SEMPRE assim.

Ao terminar o jogo, dei um tchau geral para a argentinada, que de 5 em 5 minutos, durante a partida, dava tapas nos meus ombros, me abraçava e cantava comigo. Eles protestaram, e como viram que não havia jeito, eu realmente devia ir, se despediram da melhor forma que podiam: cantaram a mesma música provocativa. Era uma provocação, mas era também a forma de me dizerem, o quanto ficaram felizes de me conhecer. Quis cantar Adiós Muchachos para eles de volta, para agradecer, mas sabe como é…tango de Gardel…ainda existe a disputa de onde ele nasceu, se no Uruguai ou na Argentina…então, achei melhor não quebrar a mágica do momento.

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Fui me despedir do argentino que havia me dito sobre torcer para quem tem as mesmas cicatrizes que você. Ofereci minha mão para um cordial aperto. Ele recusou e disse as seguintes palavras: “Meus amigos, eu abraço!” E me deu um apertado e demorado abraço. Num desconhecido. E me senti envolvido por aquela efêmera amizade. Parecia que uma maçã estava em minha garganta, pronta para sair, tamanha a emoção que senti. Ele deu 2 tapinhas em meu rosto e me disse: “Nos encontramos na final e que vença o melhor!” E pensei que louco seria, se NUNCA MAIS precisássemos ser rivais.

Ao sair dali, encontrei um grupo sui generis: um grupo de cristãos hippies. Sentados no chão, eles cantavam hinos, ao som de um violão, carregando suas mochilas de couro, calçando suas sandálias…e então os argentinos apareceram de novo. E fizeram uma roda em volta do grupo, e começaram a bater palmas. O grupo de cristãos levantou e puxou os argentinos para a dança. Folhetos foram distribuídos, mas desconfio que NUNCA esses folhetos fariam mais efeito, que os abraços e a dança e a música…que a irmandade…e pensei que louco seria se o CÉU fosse assim…e percebi que ali…ali naquele momento efêmero e mágico, eu ESTAVA no Céu. E entendi que era assim que o Céu seria. Todos nós seríamos um só. Essa Copa do Mundo veio até mim, para me lembrar quem um dia seremos. Um dia…um dia seremos um…

Davison Silveira

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Com a eternidade no coração – Sex. 27/06

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Há pouco tempo atrás, no meio das celebridades, ouvia-se falar de pessoas que haviam tatuado o nome da pessoa amada para eternizar esse amor e para demonstrá-lo ao mundo. O que acontecia depois era que esse amor eternizado em tatuagem, se acabava, mas a marca na pele não. Num mundo tão efêmero, onde a paixão é confundida com amor, chegamos à conclusão de que só o amor de Deus é realmente eterno.

Nós sabemos bem disso, essas palavras de certa forma ecoam a nossa mente há muito tempo. Alguns já até se cansaram de ouvir. Aliás, muita gente já cansou das coisas relacionadas à eternidade. O mundo parece tão legal. A vida badalada parece ser tão divertida. É tão bom ser popular, brilhar nas redes sociais. Tudo é tão rápido, tão agitado, em constante mutação, que passar a eternidade com Deus, para muitos, é muito chato.

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O que fica esquecido é que, se hoje você é jovem, amanhã não será mais. Se hoje, você tem muita energia, amanhã não terá mais. As coisas mudam, o que “bomba” hoje, em segundos pode estar fora de moda. Salomão já dizia “Tenho visto tudo o que é feito debaixo do sol; tudo é inútil, é correr atrás do vento!” (Ec 1:14).

Mas Deus prometeu a eternidade para aqueles que O amam. E se o amarmos não precisaremos tatuar na pele esse amor ou usar um adesivo no carro falando isso, seremos obedientes (Jo 14:15). Amaremos aos outros. Estaremos afinados com Seus preceitos, por isso amaremos a eternidade e odiaremos o que nos afasta de Deus. Não há como ansiar pelo eterno e estar preso ao passageiro.

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Deus deseja cumprir em nós o que prometeu em Jeremias 31:33 “Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo.”. Com a eterna Lei de Deus gravada em nossos corações viveremos para sempre com Aquele que nos amou primeiro e nos concedeu o dom da salvação.

Olívia David Begnália

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Propriedade exclusiva de Deus – Qua. 25/06

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Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. [Jeremias 31:33]

Falei em outro texto sobre a parte de Deus conosco na aliança. Ele anseia selar uma aliança comigo e com você, mesmo sabendo que muitas vezes não somos fiéis a ela, mas Ele é a parte que nunca quebra.

Deus é tão maravilhoso e nos ama tanto que não vê a hora de escrever sua lei em nossos corações, mas isso tem que ser algo natural e quando isso ocorrer, seguir a lei se tornará algo prazeroso, a aliança com seu povo será restaurada e o pecado não mais existirá, pois a lei é a base do reino de Cristo!

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A que reino você pertence? Sua alegria está onde? Enquanto você insistir em ver a festa de longe e não sentar do ladinho de Cristo e participar do banquete que Ele tem preparado para você, não será possível desfrutar desse banquete, se sua alegria está em coisas que são perecíveis ela vai morrer juntamente com elas, mas se está nas coisas que são eternas, essa durará para sempre.

O reino de Deus é para todos, mas só estarão lá aqueles que escolherem viver a lei de justiça, amor e liberdade!

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Tome hoje a decisão de deixar de lado aquilo que te afasta de Jesus e corra para o festa que foi feita especialmente para você, aceite fazer parte do reino de Deus e ser chamado por Ele de “MEU POVO”

Jacqueline Ferreira

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O Deserto – Dom. 22/06

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“Não, nunca foi fácil…”
“Mas dificuldade por dificuldade…a vida toda é difícil…”
“Gabriel e seus amigos vivem me perguntando o tamanho da dor…o que doeu mais: as chicotadas, a lança rasgando meu tórax, ou os pregos…”
“Não penso tanto naquilo tudo…de verdade!”
“Eu sei da importância. Ali foi o clímax! Mas é que…as vezes acho que pra vocês…vocês…aqueles pelos quais morri, o símbolo se tornou mais importante. Parece que a cruz se tornou maior que eu e meu Pai…”

“E apesar de saber de como aquilo foi importante…de como era necessário…para que aqueles que eu e meu Pai amamos, pudessem viver pra sempre…mesmo que morressem…nunca considerei aquele momento o mais importante.”
“Por que?”
“Porque não foi difícil. Que foi? Tá me olhando assim porque? Ah…o sangue…eu suei sangue, né? Óbvio que eu tive medo. Você deve sempre lembrar, que eu era 100% Deus ali…mas também era 100% homem.”

“Se você tivesse ideia, de como era ter aqueles 12 me olhando o tempo todo, como se eu não suasse, não roncasse (não tanto como Tomé…ele ganhava de qualquer um), não tivesse dor de barriga, não sentisse cócegas (João vivia fazendo em mim)…”
“O tempo todo, eles me olhavam como se fossem saltar laser dos meus olhos…e é difícil, sabe? Ter sempre alguém esperando tanto de você. Tudo bem, eu tinha vindo para aquilo. Eu tinha uma missão, e iria cumpri–la e sei que o tamanho dela gerava uma expectativa monstruosa.”
“Mas, por favor, eu era um homem, um ser humano…aquele peso…o peso da responsabilidade, me sufocava as vezes…eu me senti inseguro várias vezes…achei que por ter me tornado homem, como vocês…eu não seria mais capaz de realizar a tarefa…mas meu Pai, sempre me socorria nessas horas…me encorajando…acreditando em mim…”

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“Pai faz isso, né? Te socorre quando você não consegue mais…”
“Ah, você quer saber qual o momento que eu achei mais difícil, então…”
“Foi o deserto…ali, eu quase desisti…”
“Eu tinha fome, tinha sede…queria deitar numa cama e dormir…estava queimado do sol…minha pele ardia…”
“Você tem noção de como se sente sozinho numa situação assim?”
“Claro que tem…deve ter se sentido assim tantas vezes, não é?”
“E foi nessa hora, que meu irmão apareceu…”
“Eu o amava…sempre vou amar…mesmo agora que se foi…”
“Mas ali…ele quase destruiu tudo…”

“Ele me oferecendo todas aquelas coisas…eu assisti os seus pregadores ensinando dos púlpitos, que foi a última tentação a mais forte…poder!”
“Eles não sabiam era nada. Poder? Eu era o Filho do Homem e nem assim, aquilo me chamava a atenção. Eu não me regozijava por ser Filho do Homem…mas por ser filho…”
“Como ansiei por vocês terem esse mesmo entendimento…por vocês abraçarem isso como missão pessoal…”
“Quando ele me ofereceu comida, eu tremi…porque eu tinha MUITA fome…”
“E aí achei que não era mais digno…porque vacilei…mas mesmo ali…eu sentia meu Pai me amparando…eu pensava no rosto D’Ele…me olhando com ternura, mas com a firmeza de quem acreditava em mim…”
“Então resisti…mas quando ele me mostrou o poder…eu vi os filhos que viriam…vi você…e vi o que vocês passariam…como se entregariam a mais ínfima migalha…como venderiam seus princípios, dia após dia…como teriam seus espíritos esmagados todo santo dia, pelas decisões erradas que tomariam…como atenderiam a voz de Lúcifer…e pensei: “eu preciso estar em pé ao lado do meu Pai…para ajudá-los…se eu aceitar…eles nunca terão uma chance…”

“E ver que ele faria tudo aquilo com vocês…ver como ele faria seu pai trair sua mãe…como faria seu irmão aceitar aquele suborno…como faria sua irmã, entregar seu corpo a cada homem que aparecesse na vida dela, jurando amor eterno…como faria você se entregar as drogas…aquilo me encheu de fúria…não confunda com raiva…a raiva é uma coisa maligna…já a fúria, não…a fúria fortalece…a raiva consome…e a fúria que senti naquele momento, fez com que eu esbravejasse contra aquele menino inconsequente…aquele garoto que escolheu perder o rumo de casa…e o expulsei com a autoridade que meu Pai me deu…”

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“Eu caí, e achei que morreria ali…mas então os amigos de Gabriel apareceram e me alimentaram…e soube ali…que nunca mais eu sentiria aquela sensação de derrota…me sentiria inseguro as vezes…sentiria medo…até suaria sangue…mas nunca mais me sentiria indigno…porque ali, minha missão se desenhou por completo e preencheu meu coração…”
“E hoje, vocês estão aqui…comigo…e com nosso Pai…”
“Eu venci…e vocês também…”

“Queria muito que Lúcifer estivesse aqui conosco…mas essa dor será somente minha e de meu Pai…”
“Vocês…vocês agora serão apenas FELIZES…abundantemente FELIZES…plenamente FELIZES…e pra sempre! Foi pra isso que venci o deserto.”
“Amei vocês cada segundo…e os amo a cada momento indizível desse lugar onde o tempo não é…porque somos eternos…”
“Porque venci o meu deserto…foi que vocês venceram os seus…”

Davison Silveira

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