Archive | dezembro, 2014
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Acreditando na própria mentira – Ter. 30/12

“… porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15:5)

Eu já conheci pessoas que de tão mentirosas que eram, chegavam a ponto de acreditar na própria mentira, tornando-a (pelo menos pra si mesmos) uma verdade absoluta. Também já conheci pessoas que pensavam estar cheias de razão, que não acreditavam em ninguém mais, apenas em sua própria capacidade de realizar qualquer coisa.

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Dificilmente percebemos, mas corremos esse mesmo risco. Passamos pelo perigo de acreditar em nossa própria mentira quando nos consideramos tão sábios, a ponto de ter certeza (mera ilusão) de que não precisamos mais de Deus. Falamos pra nós mesmos que já sabemos o suficiente, porque Deus já nos dotou da sabedoria de que carecíamos, e que a partir de então podemos fazer tudo sem a Sua ajuda. Desta forma, nos tornamos as pessoas mais mentirosas e cheias de razão existentes no mundo!

Comentário Jovem 02 (1)

Facilmente nos esquecemos de que sem Deus não podemos fazer nada. Na verdade, estamos acostumados a nos lembrar dEle quando a situação fica difícil. Nesse momento, recorremos a Ele para que nos ajude, já que a nossa tal sabedoria nos levou a agir de maneira errada, e por isso estamos colhendo as tristes conseqüências dessas ações. Nos humilhamos, pedimos perdão e entregamos a Ele o controle de nossa vida. Porém, quando tudo fica tranqüilo, julgamos não precisar mais dEle. O ciclo se repete por diversas vezes e cada vez ficamos mais e mais feridos.
“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria.” (Provérbios 1:7) Que possamos temer a Deus para que sejamos verdadeiramente sábios!

Karen Ferreira

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O primeiro amor – Ter. 23/12

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Quem nunca ouviu essa expressão, ou mesmo a disse algumas vezes? Costumamos dizer isso a respeito dos recém convertidos, que descobrem que podem servir a Deus e aperfeiçoar o relacionamento com Ele através da comunhão diária. Também utilizamos, embora não com a mesma frequência para falar a respeito de nós mesmos, ou a respeito daqueles que estão desanimados ou então afastados. Nesse caso, precisamos voltar ao primeiro amor, para que assim a nossa vida torne a ser como era antes.

Certa vez, quando ainda fazia parte dos juvenis, ouvi uma colega dizer que se arrependeu de ter sido batizada. Perguntei o por que e ela disse que seu arrependimento era porque precisava privar-se de muitas coisas, inclusive dos finais de novela que aconteciam sempre às sextas. Eu fiquei assustada por ter ouvido isso e rapidamente (pensando estar corretíssima) disse a ela que era só assistir no sábado a noite, afinal eu também não iria perder a reprise.

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Na verdade percebi que o problema não estava somente nela, mas também em mim, que embora não tivesse dito o mesmo que ela, posso ter dito involuntariamente, ao agir do jeito que eu acreditava ser correto, embora no fundo soubesse que não era. Precisamos nos apaixonar por Cristo todos os dias, viver aquele primeiro amor, para que contagiados por esse amor, possamos viver da maneira que Ele gostaria que vivêssemos.

Que a nossa história com Deus seja renovada, para que diariamente possamos voltar ao nosso primeiro amor!

Karen Ferreira

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Oração que cura – Ter. 16/12

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Quando adolescente, passei por uma experiência péssima, que me fez refletir muito e orar intensamente para que eu pudesse ser curada espiritualmente. Infelizmente, eu odiava uma pessoa da igreja com todas as minhas forças. O motivo? Até hoje não sei, porque ela nunca fez absolutamente nada pra mim, nem eu para ela. Mas simplesmente a presença dela no mesmo ambiente que o meu era suficiente para estragar completamente o meu dia.

No começo, eu não sentia nem vontade de orar a respeito, em virtude do ódio que eu sentia por ela. Mas chegou a um ponto tão crítico, que só por ouvir o nome dela meu humor se alterava e eu não conseguia me concentrar em mais nada. E isso era péssimo, porque quase todos os sábados me sentia dessa forma, exceto aqueles em que ela não estava presente. E embora eu não admitisse para mim mesma, eu tinha certeza que esse ódio atrapalhava o meu relacionamento com Deus! E ele só aumentava a cada vez que a via ou ouvia seu nome.

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Um dia me vi em uma situação desesperadora, porque não queria me sentir assim, mas aquilo era muito mais forte do que eu. Então, somente quando cheguei a esse ponto decidi orar. Orava tanto e parecia que Deus não me respondia, porque o sentimento não mudava. Me sentia péssima porque até então eu não havia tido noção de que estava tão sério. Mas continuei orando, e cada vez com mais sinceridade, porque realmente eu não aguentava mais sentir aquilo. Então, depois de um bom tempo orando, a vi na igreja e não senti mais nada! Não consigo descrever a sensação! Foi maravilhoso me sentir livre daquele ódio que me aprisionou por pelo menos uns 3 ou 4 anos! Finalmente consegui estar no mesmo ambiente que ela, não me incomodar com a sua presença e enxergá-lá com enxergava as outras pessoas! Ela nunca soube disso, porque se contasse ela não entenderia nada, pelo fato de eu não ter externalizado esse sentimento pra ela! Não era ela que devia me perdoar, mas Deus! E até hoje sou grata a Ele por ter me perdoado e curado!

A oração traz a cura que não conseguimos enxergar em nós mesmos! Que Ele nos cure não somente hoje, mas todos os dias!

Karen Ferreira

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Oração ao pé da letra – Seg. 15/12

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“Muita oração muito poder, pouca oração pouco poder, nenhuma oração nenhum poder”. É bem possível que já tenha ouvido esse dito por aí. Nessa frase acontece um fenômeno interessante. Sem uma reflexão prévia as verdades dela podem se tornar mentiras, e suas mentiras podem se tornar verdades. Claro que nessa opinião sobre essa sentença existe um risco de preciosismo para com o significado das palavras. Como na vez em que um amigo incomodado com a personalidade crítica do outro disse: “Você leva tudo ao pé da letra!” O outro respondeu com convicção: “Claro que não, letra não tem pé!”. Contudo, pelo menos vale a reflexão nos pressupostos e efeitos para os que falam e ouvem a tal frase.

Afinal o que é oração? E o que é poder? Quanto a primeira pergunta muitas definições podem ser encontradas. “É abrir o coração a Deus como a um amigo”1. “Derramar diante dEle o coração”2. “Ser franco com Ele”3. Ou ainda, simplesmente falar com Deus. De qualquer maneira fica claro que oração não é algo etéreo, impalpável. É perceptível aos sentidos, gerada na razão, ao mesmo tempo em que envolve as emoções mais profundas da alma. E quanto ao poder? É simplesmente, possuir capacidade de realizar certas coisas, força ou energia. Óbvio, porque a dúvida? Poder é poder, uê! Será? De onde vem o poder então? Aí está a confusão.

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Se o crente orar pensando que o poder está na oração, que ele é inerente a oração, poderá ter consequências teológicas e práticas devastadoras. Nesse ponto a mentira pode confundir-se com verdade. A prece poderá se tornar uma forma de penitencia, onde quanto mais drástica for a vida de oração mais poder se supõe ter. Ou ela se tornará uma forma de sacramento, em que a salvação é proporcional a reza. Essas crenças são absolutamente contrarias a Bíblia, na qual nenhum pagamento adicional ao sacrifício de Cristo é necessário, e só existe salvação nEle. Ainda um resultado prático pode ser a decepção em perceber que após longos esforços em oração o poder não veio.

O poder disponível a todos e que pode ser recebido pelos que oram não vem da oração em si. Mas vem de Deus. Vem dEle e é dEle. Essa verdade não deve ser transformada em mentira. Tem acontecido muitas vezes quando pessoas atribuem a si mesmas os resultados de suas orações. Toda honra e toda gloria e os holofotes da fé são focalizados em pessoas e não no Deus de poder que fez os milagres. A oração se torna um meio de exaltação própria. Parece que quem orar mais alto ganha. Quem orar melhor tem mais poder. O poder de Deus é desvirtuado.

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Então qual é o real poder da oração? A oração tem que ver com relacionamento. Quanto mais intensa for a convivência com alguém mais parecidos nos tornamos com ele. “A oração não faz Deus descer até nós, mas eleva-nos a Ele”4. Orar não transforma a vontade soberana de Deus, mas nos molda a sua vontade. Se não fosse assim apenas as orações que foram respondidas positivamente seriam poderosas. Então faz sentido orar pedindo algo a Deus? Sim, e como faz. Veja o caso de Jacó5, em oração com Deus pedindo a benção da salvação, recebeu muito mais que isso. Sofreu uma transformação tal que até mesmo seu nome foi mudado. Curiosamente nome na bíblia é símbolo de posse. Além de transformado se tornou propriedade divina. Passou a se parecer mais com seu dono. E quanto às orações respondidas negativamente? É o mesmo poder transformador. Lembre-se de Paulo6, por três vezes pediu e não recebeu, mas foi transformado, aperfeiçoado. O poder real da oração é o de transformar. Mudar pensamentos. Aperfeiçoar caráter. Assim, muita oração muita transformação, pouca oração pouca transformação, nenhuma oração nenhuma transformação.

Rafael Hirle

1Ellen G. White. Caminho a Cristo, p. 82
2Salmo 62.8 NVI
3Salmo 62.8 Bíblia Versão Mensagem
4Ellen G. White. Caminho a Cristo, p. 82
5Genesis 32.22-32
6II Coríntios 12.7-9

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Deixando tudo para depois – Ter. 09/12

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Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje! Esse é um provérbio bastante conhecido, mas na maioria das vezes fazemos justamente o contrário: deixamos para amanhã aquilo que poderíamos ter feito hoje. E isso pode ser visto em detalhes bem simples, mas que ilustram claramente como adiamos muitas coisas. Pra quê arrumar a cama se vai bagunçar de novo? Amanhã eu peço desculpas ou perdoo, hoje não vai mais adiantar. Esqueci de avisar o meu chefe, mas falo com ele amanhã assim que chegar na empresa. Ah, não vou mais ao culto hoje, já acordei atrasada e devo ter perdido quase tudo. Vou mentir, porque pelo menos agora é melhor que ninguém saiba, depois conto a verdade. E assim deixamos muitas coisas passarem.

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Mas também existem aquelas situações que nem sequer separamos um tempo para pensar, planejar, e quando paramos para perceber, “já foi”. Aí pensamos em outro provérbio que diz: não adianta chorar o leite derramado. Pois bem, agimos assim constantemente. Às vezes por querer, e na maioria delas sem perceber. Somos assim, falhos, egoístas e não pensamos nos resultados que as nossas ações trarão.

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Em Mateus 25:13 lemos: “Portanto, vigiem, porque vocês não sabem o dia nem a hora!” Esse foi o conselho de Jesus ao ensinar os discípulos a respeito do fim dos tempos. Mas vigiar não significa ficar parado, apenas “esperando” que algo aconteça. Vigiar significa estar atento para que não sejamos pegos de surpresa. E isso envolve todos os aspectos de nossa vida. “Não é a vontade de Deus que Seus eleitos abandonem os deveres e as responsabilidades da vida e se entreguem à ociosa contemplação, vivendo num devaneio religioso.” (Ellen White)

Que enquanto sonhamos com o céu, não sejamos negligentes com a nossa própria vida, apoiados na “desculpa” de que logo Jesus vai voltar e por isso não devemos nos preocupar com nada. Ao contrário, que nos apeguemos a Ele a cada dia mais, para que Ele nos mostre o que realmente podemos deixar para depois.

Karen Ferreira

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