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O Que Você Vê no Espelho? – Seg. 13/04

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A encarnação do Senhor Jesus Cristo é um dos maiores mistérios da Bíblia, não pelo milagre do “nascimento de Deus”, como se isso não fosse assunto para uma eternidade de discussões, mas igualmente pelas intrigantes perguntas que surgem sobre a Sua personalidade enquanto aqui na Terra.

O Cristo que aparece no Jordão para ser Batizado é absolutamente consciente de sua natureza Divina e sua missão. Ele não faz nenhuma objeção à constatação de João Batista, que não se sentia digno nem de lhe amarrar as sandálias. Ele apenas lembra seu primo de que isso era necessário. Ambos tinham uma missão, e deviam cumpri-la fielmente. Não havia tempo ali para discussões teológicas e troca de elogios. João foi fiel! Cristo também!

A questão é entender a partir de quando o Senhor Jesus Cristo passou a perceber que Ele era o Messias; mais do que se enxergar como o Messias, Ele sabia ser o próprio Filho de Deus, eterno e Criador do Universo! Devo supor que quando Cristo nasceu, sendo ainda um bebezinho, não sabia mais do que qualquer bebê seja capaz de saber, e é intrigante pensar que aos 12 anos Ele já tinha plena consciência de sua genealogia Divina. A resposta que Ele dá aos seus pais desesperados quando finalmente o encontram no templo, entre os doutores, é reveladora: “Vocês não sabiam que é meu dever cuidar dos assuntos do meu Pai?”.

É fácil entrar no campo da especulação e logicamente isso é perigoso. Lucas, um médico, pesquisador, mesmo tendo o cuidado de confirmar tudo o que ouvira, decidiu se render, sem especular, a alguns fatos que não se podem explicar. Lucas era um homem de fé. E com fé ele relata que Cristo é o Filho de Deus, que habitou entre nós e aos 12 anos deu uma demonstração impressionante de que sabia quem era e qual Sua missão.

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É praticamente impossível entender como o Jesus de Nazaré tinha tanta certeza de que Ele era o Filho de Deus. Fato é que em seu Batismo, Deus falou claramente que Ele era o Filho Amado. Quarenta dias depois Satanás pessoalmente tenta lhe tirar essa certeza. E falha! Falha por que o Senhor Jesus não ousou ir além das Escrituras. E é aí que nós falhamos. Teimamos em fazer da Bíblia um livro para confirmar nossas necessidades, ao invés de lê-la como o livro que revela nossas necessidades.

Satanás também nos tenta a pensarmos que não somos filhos do Altíssimo. Aponta para os nossos pecados, condição social, fraquezas e dúvidas como prova de que nada temos com Deus. Mas, assim como Cristo se apoiou na Palavra como prova de sua Divindade, podemos nos apoiar na mesma Palavra como prova de nossa mais degradante humanidade, e lá, na Palavra, encontrarmos a certeza de que não é o que somos que nos torna filhos de Deus, mas Seu grande amor por nós.

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Não podemos saber como e quando o Homem Jesus viu no espelho o Deus Filho, mas podemos decidir agora o que veremos no nosso espelho. O ser humano miserável e pecador, ou a “nova criatura em Cristo Jesus”. Um filho do pecado ou um filho de Deus…

As Escrituras diziam a Jesus quem Ele era. “São elas mesmas que de Mim testificam”, Ele disse certa vez. A Escrituras dizem quem somos: “A todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos Filhos de Deus”, ensina o apóstolo João. Basta crer! Basta recebê-lo para sermos o que podemos ser de melhor: Filhos do Deus Altíssimo!

Daniel Makawetskas

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