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Se fiel até a morte…. – Qua. 26/09

“Porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia” (2 Timóteo 1:12).

Daniel é um dos personagens bíblicos mais conhecidos por sua fidelidade a Deus. Costumo dizer que a fidelidade de Daniel tem ao menos 7 dimensões.

Ele foi fiel na hora da abundância, na hora da tentação, na hora do aplauso, na hora de testemunhar, na hora de orar, na hora de denunciar os pecados do rei e na hora de ser julgado pelos homens. De fato, poucos foram fiéis como Daniel, o que faz dele um dos meus heróis bíblicos.

Judeu de família nobre, Daniel foi levado cativo pelos babilônios quando da invasão de Jerusalém em 605 a.C. A história nós sabemos bem, e as informações relatadas na Bíblia sugerem que Daniel tenha passado o resto da sua vida naquela região.

Ele passou por várias provações, tendo ocupado cargos de importante posição até o fim do império babilônico. Mesmo já idoso, Daniel ainda serviu aos medo-persas, tendo se mostrado fiel na sua provação mais conhecida, a noite na cova dos leões.

Alguém consegue parar para imaginar quantas pessoas, até mesmo supostos cristãos, acharam uma saida para obedecer ao decreto do rei? Muitos devem ter dito que Deus compreenderia, que não é obrigatório orar abertamente e tantas outras desculpas.

Mas o homem fiel não estava preocupado em proteger-se, porque a sua única preocupação era agradar e honrar o nome de Deus. A sua fé era tão firme e madura que ele recusou-se a negar o Rei dos reis e permaneceu orando abertamente.

Daniel então foi lançado numa cova cheia de leões famintos, mas foi salvo por Deus, certamente em virtude de sua fé e de sua determinação em confiar em Deus.

A fé de Daniel na velhice nada mais foi do que o resultado natural de sua determinação de manter a sua pureza durante toda a sua vida.

Daniel jamais vacilou. Sua convicção em manter-se aos pés de Deus era muito intensa para ele falhar. Ele não vacilou porque acreditou no mesmo Deus que conduziria o apóstolo Paulo 600 anos depois, quando este discípulo encarava sua própria morte como mártir e disse: “porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia” (2 Timóteo 1:12).

Em decorrência de sua fidelidade e grande determinação em fazer a vontade de Deus, Daniel foi chamado de “homem muito amado” e usado por Deus para trazer ao mundo grandes revelações proféticas.

O exemplo de Daniel, um homem fiel do início ao fim de sua vida nos desafia, mas mais do que nos desafiar, nos motiva a manter uma vida de pureza, de comunhão, de determinação e principalmente de fé em Deus. As circunstâncias da vida hoje são diferentes, mas a mesma base de fé em Deus que guiou Daniel pode nos levar à comunhão eterna com o Pai.

Carolina Barros de Carvalho

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Sofrimento, um caminho para a fé e a perseverança – Qua. 12/09

Um dos questionamentos mais frequentes de todo ser humano é: “Por que um Deus, que se diz de amor e de bondade, permite que Seus filhos sofram”?

Falar sobre esse assunto realmente não é tarefa fácil, pelo menos para mim. Na maioria dos casos, chega a ser uma reação natural de qualquer pessoa questionar a Deus os porquês de determinados acontecimentos, de sofrimentos e de perseguições. E essa reação é muito óbvia, porque perseguições e injustiças clamam por julgamento.

Para conviver bem com isso, no entanto, é preciso muito mais do que apenas ter conhecimento sobre a verdade bíblica. É preciso ter fé, perseverança e sabedoria para enxergar além do que podemos ver em cada momento que vivemos. Foi exatamente assim que os tessalonicenses enfrentaram os sérios problemas que insistiam em rondá-los, as tentações e perseguições. Foi com fé em Deus e com perseverança para aceitar tudo aquilo com a atitude de que no futuro as coisas seriam melhores é que eles tornaram-se um verdadeiro exemplo para todo o mundo cristão.

Sabemos que passar por sofrimento e perseguição não nos garante a salvação, mas resisti-los fortalece o nosso relacionamento com Deus. Não existe maior exemplo do que a própria história do cristianismo.

Como se sabe, no início do cristianismo os cristãos sofreram intensa perseguição do Império Romano. O Grande Conflito relata que essa perseguição foi uma das primeiras táticas de Satanás para abalar o povo de Deus e destruir a pregação do evangelho e o avanço do cristianismo. No entanto, foi essa mesma perseguição que fez populações em massa se converterem ao cristianismo, tamanha a admiração destas pessoas pela fé e coragem dos cristãos. Fico imaginando como a história poderia ter sido diferente, se aqueles cristãos tivessem se entregado ao sofrimento, ao medo e às perseguições.

Mesmo com a história diante dos nossos olhos, nossa fé geralmente é muito pequena para entender que a justiça de Deus não exime seu povo de eventuais sofrimentos ou perseguições. Muitas vezes nem se tratam de grandes perseguições como os apóstolos sofreram, mas de simples problemas que acabam se tornando capazes de abalar nossa “fé”, nos fazendo questionar arrogantemente a justiça divina.

Mas, existe uma frase de Anne Bradstreet que vem bem a calhar com este assunto: “Até o ferro ser totalmente aquecido, ele é incapaz de ser forjado, assim, Deus julga por bem lançar alguns homens na fornalha da aflição e, então, moldá-los em sua bigorna, para dar-lhes forma que deseja”.

Assim aconteceu com os mais notáveis personagens bíblicos: Abraão, Jacó, José, Moisés, Jó, Davi e tantos outros. Todos eles sofreram, batalharam, guerrearam, foram injustiçados, vivenciaram a prosperidade de seus inimigos, mas jamais esmoreceram ou desconfiaram da justiça de Deus.

Sofrimentos, perseguições, injustiças aos olhos humanos, tudo isso é certo de acontecer e não temos resposta fácil para essas questões. Mas também é certo que a soberania de Deus prevalece mesmo em meio ao que possamos considerar como a maior injustiça.

Deus é capaz de dar significado ao pior sofrimento e perseguição e precisamos acreditar e perseverar com fé, porque Deus é justo e a misericórdia dEle dura para sempre!

Carolina Barros de Carvalho

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Preparação para o retorno – Qua. 29/08

Os acontecimentos da última década dão conta: o final dos tempos esta aí, mas poucos tem enxergado a importância e principalmente o significado dos terremotos, das tempestades, dos tsunamis e enchentes.

Além das catástrofes naturais, o ódio apenas tem crescido. Crimes hediondos, falta de amor nas famílias, falta de carinho e de respeito. Tudo isso é sinal contundente de que Jesus está voltando. As profecias de Mateus 24 definitivamente estão se cumprindo.

No entanto, muitos de nós não parecem estar muito preparados para o grande evento do retorno de Cristo. Ao contrario de levar essa mensagem de salvação e nos preparar para esse dia, estamos vivendo uma verdadeira mornidão e preguiça espiritual.

Estar na igreja aos sábados pela manha, e só, oras, isso não e suficiente. Porque espiritualidade, entrega e preparação significam muito mais que isso!

Significam uma Vida de renuncia ao eu, deixar de lado tudo o que desagrada a Deus, tudo o que nos separa dEle e do nosso próximo. E ter amor, e ter comprometimento com a obra de Deus.

Ao contrario disso, temos nos contaminado com a influência do mundo, temos permitido que as verdades e doutrinas bíblicas se tornem ultrapassadas. E sabe por quê? Porque são 5 horas de televisão e internet e 5 minutos de Biblia! E de repente nos damos conta de que a vida vai passando sem amadurecermos nossa fé, sem mostrar ao mundo em trevas que somos luzes e portadores de uma mensagem maravilhosa de amor e salvação!

Precisamos acordar para a realidade que nos cerca e fazer o possível e o impossível para agradar a Deus, nos preparar para estar nas mansões celestiais e principalmente levar os nossos queridos e amados que não conhecem essa verdade.

Chega de mornidão e preguiça! O momento deve ser de preparação, preparação para o reencontro com nosso Mestre, cujo dia se aproxima!

Carolina Barros de Carvalho

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Ressurreição para a vida eterna! – Qua. 22/08

O ser humano foi criado por Deus em completa liberdade. Mesmo sabendo que o risco de queda era grande, Deus proporcionou ao homem o livre arbítrio e a possibilidade de escolher entre o bem e o mal. Infelizmente o homem falhou no teste.

Como consequência de sua obediência e de seu pecado, a morte transformou-se em uma sentença pronunciada e irrecorrível. Mas Deus em sua infinita graça e misericórdia também concedeu ao homem uma segunda chance, uma segunda oportunidade.

Então, desde a queda e consequentemente da morte, o homem passou incessantemente a se ocupar com teorias e filosofias para explicar morte.

A vã filosofia evolucionista passou a ensinar que a morte seria o simples fim da existência humana e nada mais. Por óbvio, justiça, pecado e moralidade, tudo isso perdeu o seu valor, a própria vida perdeu o seu valor. Afinal, pra que viver uma vida correta e justa se no fim haveria a morte eterna?

Contrariando essa filosofia barata, inúmeros religiosos passaram a doutrinar e caracterizar a morte como uma passagem para outra vida. Em realidade, seria a imortalidade da alma a grande “sacada” satânica para persuadir milhares de pessoas e enganar milhares de multidões. A ideia, embora seja veementemente rechaçada pelos ensinamentos bíblicos, é também distorcida e abraçada por incontáveis cristãos.

Mas nenhuma dessas teorias sagazmente criadas por Satanás foi capazes de fazer cair por terra os preciosos, verdadeiros e inabaláveis ensinamentos dados por Deus. A morte é antes de qualquer coisa, um sono do qual os cristãos verdadeiros acordarão em breve.

É isso mesmo. Lembra quando mencionei no início sobre a segunda chance dada por Deus? Foi justamente essa chance, que originou-se por meio dessa mesma morte que ora discutimos, que Jesus nos oportunizou algo muito mais triunfante do que a morte: a ressurreição. Ressurreição para a vida eterna.

É essa a certeza que levamos e carregamos. As demais teorias mirabolantes e infundadas estão fadadas ao insucesso. A morte de Jesus, morte de cruz sofrida por mim e por você, nos garantiu o fim da dor, o fim a morte, o início da vida eterna.

Quando penso nisso, inevitavelmente me lembro de queridos e amados que já se foram e penso também naqueles que estão sofrendo em seu leito de dor. Mas renasce em mim a certeza de que em breve o Senhor virá em poder e grande glória para fazer renascer da morte aqueles que viveram para estar nas mansões celestiais, o lugar onde não haverá mais pranto e nem dor.

Eu anseio pelo dia em que verei o nosso Deus, a quem aguardamos, em quem esperamos, a quem aceitamos como Salvador e quem nos remirá da morte para a vida eterna!

Carolina Barros de Carvalho

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Afastando nossa natureza pecaminosa – Qua. 15/08

“Filho este é o meu desejo
Que tu vais bem e cresça na fé e no amor
Que a minha justiça te faça brilhar E ilumine o mundo ao teu redor
Que a minha pureza seja viva em teu ser E te faça ser assim como eu sou”.

Por que pecamos? A resposta geralmente é rápida: pecamos porque já nascemos com uma natureza pecaminosa.

Isso é verdade, mas não é só! Nós também pecamos porque queremos, porque deixamos que nossa natureza pecaminosa seja mais forte do que uma vida de comunhão ininterrupta com Deus.

Pode parecer utopia falar sobre santidade para o homem, mas ao contrário do que pensamos, ser santo, embora seja uma tarefa difícil, não é impossível. O maior exemplo disso está na vida de Enoque.

Enoque é um dos personagens bíblicos de maior importância. No entanto, tudo o que a Bíblia diz é que Enoque viveu uma vida impecável, andou com Deus e foi levado ao céu. Poucas palavras para descrever um homem santo. E santo porque em momento algum de sua vida deixou de andar lado ao lado com o Senhor.

E se a Bíblia relata a história de Enoque e fala tanto sobre santidade é porque realmente a santidade não é uma utopia, é algo que pode e deve se tornar real na sua e na minha vida.

Santidade significa ser separado, ser separado para Deus, ser separado daquilo que nos afasta de Deus, daquilo que nos influencia a ter pensamentos incorretos, atitudes impuras. Significa renúncia à natureza pecaminosa que já nasceu em nós, exige constância, insistência e perseverança.

E a prática da santidade possui um modelo perfeito de imitação que é Jesus Cristo. “Cristo é chamado o segundo Adão. Em pureza e santidade, unido com Deus e amado por Deus, Ele começou onde o primeiro Adão começou. Ele cruzou o chão onde Adão caiu, e redimiu o fracasso de Adão” (Youth’s Instructor, 2 de junho de 1898). “Ele venceu Satanás na mesma natureza sobre a qual no Éden Satanás obteve a vitória” (Ibidem, 25 de abril de 1901). “Nem por um momento existiu nEle uma propensão má”. SDABC, vol. 5, págs. 1128 e 1129. Carta 8, 1895.

É esse o nosso maior modelo de santidade. Cristo não tinha a mesma deslealdade pecaminosa, corrupta e decaída que nós temos, mas Ele teve uma vida sem pecado aqui na Terra porque buscou no Pai a virtude e a pureza que deveria caracterizar sua vida, assim como devemos fazer.

Não devemos nos permitir cair diante das tentações, não devemos nos inclinar para a corrupção e maldade, mas devemos nos apegar a Cristo com uma ligação forte, eterna e inabalável. E então poderemos ser santos.

Carolina Barros de Carvalho

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