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Eu não sou mais eu – Ter 25/03

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Só podemos ser discípulos verdadeiros quando deixamos de ser nós mesmos. Se não entendermos esta premissa, não seremos jamais discípulos verdadeiros e vamos ser honestos: é muito fácil ser a caricatura de um discípulo, ou mesmo de qualquer outra coisa pois implica termos traços do que se pretende ser, mas a caricatura, falta o mais importante, falta a essência.

Ser um seguidor de Cristo é esvaziar-se de tudo o que nos faz pequenos enquanto achamos que somos grandes. É entender que nossas justiças são sim trapos de imundícia, que se não somos resgatados e purificados pelo Seu sangue, de nada vale proclamar-se discípulo Seu. O discipulado é antes de mais nada o esvaziar-se de si e encher-se do Espírito, é morrer para que Cristo viva, é entender enfim, que sem Ele, nada somos.

E uma vez entendida esta premissa o discipulado consiste em multiplicar o conhecimento adquirido, levar a mensagem e ser um incansável defensor dos valores contidos na Cruz de Cristo. Sem essas ações não existe discipulado e se essas ações são esporádicas e não em tempo integral viramos aí a caricatura a qual me referi no início do texto.

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Ser discípulo é também estar em contínuo treinamento de nossas habilidades. Não podemos estacionar em um “nível” de discipulado e com ele nos contentar, pois o discipulado é antes de mais nada uma corrida diária que nos levará ao objetivo máximo que é a vida eterna ao lado de Cristo Jesus, e nesta corrida, cumpre a nós o arrebanhamento de mais e mais seguidores que se juntarão neste mesma corrida e por seu turno arrebanharão ainda mais pessoas, é essa então a essência de ser um discípulo: Correr em prol do evangelho e testemunha de Cristo ser, produzindo através de nosso exemplo ainda mais testemunhas.

Neste trimestre, estudamos e aprendemos sobre a maravilha de ser um discípulo de Cristo e eu espero que estas valiosas lições não saiam de nossa mente, antes se fixem e sejam o nosso guia.

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Para encerrar gostaria de deixar um pensamento do grande poeta da música cristã, Felipe Valente:

“Eu estou cansado.
Cansado de gente que fala mal dos outros, que é valente no dizer mas covarde no “como dizer”. Gente que sente prazer em ferir, em magoar, etc… Tudo isso em “nome da Verdade”.
Estou cansado de gente como EU.”

Que Deus através das suplicas que faço levadas a Ele por Seu filho Jesus, possa me tornar um discípulo verdadeiro e assim não ser mais a pessoa que Felipe descreveu.

1 Amplexo.

Davi Rocha

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Fazendo um bolo sem saber – Ter 11/03

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Eu tentei, a um tempo atrás, fazer um bolo. É, fazer um bolo. Afinal, quantas vezes já vi minha mulher fazendo um, minha mãe, irmãs, tias, e até em programas de TV. Uma vez perdi preciosos minutos vendo a Palmirinha Onofre e seu intragável boneco falante fazer um bolo que tive vontade de entrar TV a dentro para come-lo. Pensei comigo: Se uma senhora de 70 e poucos anos que conversa com um boneco falante chato enquanto cozinha pode fazer um bolo gostoso deste, por que eu não posso?

Peguei os ingredientes que tinha anotado, mas achei que se colocasse um pouco mais de cada um deles o bolo ficaria ainda melhor. Bati a massa, coloquei no forno e fui tomar banho. Para encurtar a história, passei o restante da tarde limpando o forno pois segundo minha mulher coloquei muito fermento e por este motivo ele transbordou, limpando as partes queimadas e com todas as janelas escancaradas para que o cheiro que impregnou pela casa saísse. Quando minha mulher chegou em casa… Bom, isso é outra história…

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Discipular pessoas é a grosso modo, como fazer um bolo. Requer conhecimento e não é possível faze-lo apenas porque olhamos outras pessoas que fazem o mesmo. Moldar pessoas secularizadas a visão de uma vida guiada pelo evangelho requem tempo, sabedoria e experiência, mas requer sobretudo, conhecimento. Sem um real conhecimento espiritual falaremos de nossas verdades, não das verdades celestes. Nossos pontos de vista, eles mesmo contaminados com a secularização do mundo prevalecerão ante as verdades inefáveis contidas nas escrituras sagradas e isso não levará ninguém a se tornar um discípulo genuíno de Cristo, no máximo formará homens que seguem outros homens.

Jesus, ao longo de sua obra, formou seguidores de sua palavra antes por mais nada por conhecer o Deus a quem servia. Sabia que não havia limitações de tempo, espaço ou qualquer outra para ele. Conhecia as escrituras de sua época, e aplicava seus conhecimentos com humildade, se fazendo não um simples professor, mas um verdadeiro mestre, que guiava seus ouvintes pelo caminho da verdade e abria seus olhos para as belezas e também agruras de uma vida vivada aos pés de Cristo.

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Em pleno século 21, com todos os seus atrativos e desafios, sem conhecimento espiritual, ou seja, sem conhecer a fundo a palavra de Deus e sobretudo vive-la, é impossível discipular de forma efetiva. Sim, impossível, é esta a palavra. Não existe meio discípulo, meio seguidor, e a formação de seguidores completos e amantes da verdade Cristocêntrica só se dá quando sou eu antes de mais nada um apaixonado pela mensagem.

Deus está de braços abertos para através de seu filho Jesus, salvar a quem quiser ser salvo. Mesmo esta simples simples verdade contém tanto material de estudo, pois trata-se de um amor praticamente indecifrável para nossos olhos humanos que poderemos passar a eternidade ao lado de Cristo e ainda sim não entender completamente a dimensão de tanto amor e bondade para com pecadores como nós.

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O estudo da palavra traz preparo. O preparo é fundamental para que possamos trazer das trevas para a luz o maior número de pessoas possíveis e assim fazermos o espera de nós o nosso mestre. Buscar o fortalecimento do conhecimento é um dos maiores dasafios a ser superados pelos Cristãos dos dias atuais para que a formação de novos Cristãos seja uma constante até a vinda do Glorioso.

Importante salientar no entanto que Cristo não espera que retenhamos tal conhecimento, tornando-o um fim em si mesmo, pois o conhecimento só faz sentido quando é repartido e espalhado para que muitos e muitos e muitos tenham a ele acesso. Conhecer e guardar para si é ser avaro com as coisas Celestes e uma atitude que entristece a Deus.

Que nesta semana e no decorrer de nossa vida, possamos adquirir o maior conhecimento possível acerca das maravilhas de Cristo Jesus e que compartilhemos com todos os que dessas novas precisam saber.

1 Amplexo

Davi Rocha

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Quando conhecer não é o bastante – Ter 25/02

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Sim, eu conheço o evangelho de Cristo. Sim, eu conheço os Seus milagres, conheço toda a Sua vida aqui na Terra, de como Ele foi bom, justo, firme em convicções e ideias e sobretudo como usou de Seu poder para fazer o bem.

Sim, eu também conheço a história de vários outros heróis da fé, sejam eles do velho ou do novo testamento, afinal cresci na igreja, meus avós já eram Cristãos e em nossa casa se respirava um ar impregnado de Cristianismo, todo o tempo tínhamos debates teológicos e eu quando criança os escutava embevecido, tentando compreender tudo aquilo que era dito por tios, primos, mãe, avós, enfim, uma família que gostava de conversar sobre suas crenças.

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Mas lendo a história do Centurião e Jesus me veio a indagação que gerou o título do post de hoje: Conhecer é suficiente? Decorar as histórias bíblicas, saber dos feitos do Mestre, isso é suficiente? Ou isso me leva a uma acomodação da fé que simplesmente me faz recitar todos os feitos desses heróis da fé citados como se fossem belas histórias e nada mais?

Quantos de nós estão dispostos hoje a morrer nas batalhas espirituais que sobrevirão nos tempos do fim? Quantos de nós ACREDITAMOS que tais batalhas sobrevirão? Quantos de nós temos a fé como a do Centurião que disse a Jesus que bastava a sua palavra para que seu servo fosse curado, não sendo necessário nem mesmo sua presença? Não é um exemplo maravilhoso que um Romano, em posição de liderança assuma tamanha humildade perante alguém que segundo a crença de seu povo de origem vinha de um povo que era sem valor por deixar-se subjulgar pelo dele? Roma na época era o farol do mundo, os grandes dominadores, mas para este Centurião um simples Judeu, que vinha de uma região pouco interessante de seu país, tinha sim o poder de controlar os ventos, o Sol, o Mar a vida e a morte. Para ele, Jesus era a resposta e merecia toda a sua fé.

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Não é bendito aquele que crê e não viu? Não demonstra muito mais fé do que aquele que teve que ver para crer? E nós? precisamos ver para crer? Não podemos crer em Jesus assim como Ele crê em nós e nos ama? Não podemos também devolver a Ele este amor em forma de mais amor por Ele?

Sim, Jesus crê em cada um de nós, antes de nos amar, Ele crê que podemos ser o que Ele sonhou para nós. Ele tem um sonho especial para cada um de nós e esse sonho é para ser vivido hoje. Ele nos convida a viver com Ele o sonho que tem para conosco.

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Nós só pedimos a Deus através da intervenção de Seu filho Jesus o que sabemos e podemos pedir dentro de nossa mente finita. Mas Ele nos oferece muito mais. Oferece cura, libertação, alegria, vitória. Não a vitória terrena, mas a vitória de uma vida com Ele, uma vida eterna. Oferece bençãos sem medida, e nós, que muitas vezes vivenciamos tudo isso desde nosso berço ainda acreditamos nisso? Ainda choramos de alegria ao pensar no amor do Pai? Ou precisamos beber da fonte do Centurião, um “bebê” da fé que com seu exemplo pode revigorar a nossa própria fé?

Convido você hoje a meditar na história maravilhosa do Centurião e de suas palavras para o Mestre e o convido a tornar sua as palavras dele, a crença inabalável dele, a alegria que ele teve por ter tido o encontro com Cristo. Te convido também a deixar que Deus sonhe por você e principalmente que deixe ele realizar esses sonhos em sua vida.

Davi Rocha

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O que espera Deus de mim? – Ter 11/02

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Que eu seja o mais bacana e tenha as melhores opiniões e comentários mais marcantes na lição da minha classe na Escola Sabatina? Que seja o diretor exemplar de um clube de Desbravadores composto apenas por jovens da minha igreja? Que nas Quartas, Domingos ou mesmo Sábados em que eu for convidado a pregar tenha sempre aquele sermão mais do mesmo que não fala muita coisa, mas também não te deixa vazio, muito pelo contrário? Que, em suma, eu seja o Cristão mais que perfeito que todos gostam da companhia e tenha o grau de politica perfeito para transitar em todos os grupos dentro da igreja?

Espero sinceramente e mais que esperar, creio com todas as minhas forças que Ele espera muito mais de mim. Creio que Ele queria que eu arregace as mangas e trabalhe por sua causa. E quero partilhar com vocês que eu tenho pensando muito sobre isso. Sobre como trabalhar pela causa de Deus na Terra e a lição desta semana tem me impactado muito a este respeito pois estou percebendo que muitas vezes pensamos que o “IDE” e pregai o evangelho, significa ir aos remotos do planeta e falar para aqueles que não ouviram de Cristo e seu amor e claro isso faz parte também, mas e os que estão tão perto de nós, muitas vezes sentados ao nosso lado, no banco de nossa igreja e estão passando por problemas, sejam emocionais, ou espirituais e são tímidos demais para falar sobre eles ou na maioria dos casos não tenham encontrado abertura conosco para falar sobre eles?

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A lição de hoje nos relata o episódio daquele homem que morava em um cemitério e tinha graves problemas espirituais, pois quando Jesus o livrou vimos bem o que ocorreu com os porcos que estavam próximos dali. Mas será que precisamos ir a um cemitério, ou as ruas para acharmos pessoas que precisam de nossa compaixão e amor? Uma ligeira olhada ao nosso redor não nos revelaria pessoas sedentas por apenas uma conversa que aliviasse seus corações?

Você pode argumentar que estamos todos nós a uma a distância de uma oração de nosso Pai e isso é verdade, mas também não o é que as vezes precisamos conversar com alguém que nos ouça e tenha algo a nos responder, que possa segurar a nossa mão naquele momento, que possa nos dar um abraço, que possa enfim vivenciar conosco a nossa tristeza e mesmo que não possa faze-la passar nos faça entender que sua simples presença nos alivia?

Ninguém é um caso perdido para Deus e ninguém deveria ser um caso perdido para nós também, pois somos tão pecadores como todas as pessoas também são. A necessidade de aceitação, de validação social de nossas ideias e atos que eu e você temos, é inerente a todas pessoas, mas algumas não conseguem expressa-la por questões de personalidade e isso muitas vezes leva a uma introspecção que pode fazer mal na medida que faz co que essas pessoas guardem para si uma carga tão grande de tristezas e frustrações, que morar em um cemitério não seja talvez no fim das contas uma atitude tão absurda assim.

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Ninguém deve ser ignorado. Ok, isso é muito parecido com o que eu mesmo considero um chavão, uma frase feita e talvez seja mesmo. Mas deixa de ser quando colocamos em prática, quando aceitamos sair de nossa zona de conforto e caminhar com o outro ainda que por uma misera milha. Não deveria ser tão difícil assim, afinal, somos Cristãos. O exemplo de Cristo foi exatamente este, o de nunca estar em uma zona confortável, nunca dizer algo que ele mesmo não fosse fazer, de ser exemplo o tempo todo.

Precisamos olhar com ternura para pessoas que tem suas vidas arruinadas, seja pelo que for. Sem julgamentos, sem colocar-se acima, como alguém melhor, pois somos todos iguais, mas precisamos olhar para nossos amigos e depois se possível para quem é menos amigo nosso e finalmente a completos estranhos com um olhar que se aproxime ao menos do olhar de nosso Pai. Um olhar que ama, que acalanta, que envolve e culmina em um abraço que mostra que alguém ainda se importa.

Mais importante do que tirar as pessoas do cemitério em que moram, é não deixar que elas vão para lá.

Boa semana a todos, 1 amplexo!

Davi Rocha

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Cura pela palavra – Ter 28/01

Jesus, quando andou em nosso planeta, não prometeu prosperidade. Não prometeu também, uma vida livre de doenças, ou mesmo de morte. Não aqui. Não neste mundo finito que vivemos hoje. Jesus não prometeu nem mesmo que ao segui-lo teríamos qualquer espécie de privilégio. Jesus prometeu vida eterna ao lado dele. E promessa maior, não há.

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Mas o fato é que adoecemos e morremos, assim como pessoas que amamos também adoecem e morrem. No tempo de Jesus também era assim e ele curou algumas pessoas, livrando-as de suas enfermidades e restaurando-lhes saúde e capacidade de uma vida produtiva. Ele pode fazer isso ainda hoje por cada um de nós se tivermos fé para tanto e sua, sempre santa e a qual nem sempre podemos entender, assim queira também.

A cura no tempo de Cristo, a que ele promovia, estava ligada diretamente ao testemunhos que essas pessoas dariam após serem curadas. Elas eram provas vivas do poder daquele que era o Messias de seu povo e por ele foi rejeitado. Jesus curou doenças tanto físicas quanto mentais e fez por essas pessoas o que ninguém mais poderia fazer.

Não era plano de Deus que caíssemos em pecado e com isso viéssemos a adoecer e morrer, mas o sentido do evangelho, tanto nos dias de Jesus, quanto nos dias de hoje e talvez sobretudo nos dias de hoje é oferecer cura espiritual e com isso se possível, a cura física. Muitos dos males físicos de hoje em dia que afligem ao ser humano derivam de uma conduta moral absolutamente deturpada e também de atitudes cotidianas que de forma quase imperceptível minam o intelecto de forma a torna-lo menos integro perante as leis de Deus dia a dia trazendo com isso uma degradação mental que resulta em sérios problemas físicos e doenças as quais não estaríamos expostos se tão somente seguíssemos a risca as recomendações divinas.

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Neste panorama, o evangelho pode e deve ser visto como uma opção de cura, pois ao curar nosso espirito e nossa mente, abre portas para a cura ou ao menos a um abrandamento de sintomas de nossas doenças físicas, tornando mais fortes as chances de uma vida com qualidade.

A cura de uma doença física pode ser muito boa para quem a recebe, mas não é nada se comparada a real proposta de Cristo que é libertarmos de todo mal e para todo sempre. Podemos ter uma sobrevida ao sermos curados de uma doença especifica que nos atormente, mas o grande poder do evangelho é nos trazer a esperança de uma vida eterna ao lado de Cristo Jesus e uma vida livre de qualquer doença, morte, dor ou qualquer outro tipo de sofrimento.

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A palavra de Deus, através de seu filho Jesus, nos promete cura. Talvez não a cura imediata que buscamos, e talvez infelizmente ainda vejamos amigos e irmãos morrendo e mesmo alguns de nós possa vir a sucumbir por conta de alguma doença contraída neste mundo corrompido. No entanto, se nossa fé for inabalável, sabemos que apenas um sono, um breve sono nos separará do nosso Mestre e ao abrirmos os olhos deste sono, não mais dores chegaram a nós.

Boa Semana, 1 Amplexo

Davi Rocha

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