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Já chega! – Ter. 12/03

Qual foi a última vez que você ouviu alguém dizer que tinha dinheiro suficiente, independentemente do tamanho de sua riqueza?

Um desafio para a vida do cristão é não ser absorvido pela ganância. Não é errado querer melhorar, crescer na empresa, ganhar mais dinheiro. Mas isto não pode tomar o lugar das coisas de Deus. O seu tempo buscando riquezas não pode ser maior do que seu tempo buscando ficar em harmonia e em relacionamento com o Pai. Você investe em livros para a escola/faculdade/trabalho? E investe também em leituras que te aproximam de Cristo? Você investe tempo falando com amigos e familiares sobre todos os assuntos? E investe tempo falando de Deus para eles, e tempo falando com Deus?

Assim como qualquer coisa em nossa vida precisa de tempo e dedicação para crescer e se desenvolver, a nossa vida espiritual precisa ser alimentada. O amor dos homens não é comparado a uma plantinha a ser regada? O amor a Deus, também! Ser mordomo é se dedicar, é oferecer tudo o que tem em favor de outro. Somos mordomos de Cristo, e nosso trabalho é dedicar a nossa vida. Diferentemente do mordomo de uma rica casa que recebe seu salário no final do mês, receberemos uma vida ao lado do nosso Salvador, em mansões celestes.

O mandamento ‘Não terás outros deuses diante de mim!’ não se resume a ídolos de barro, ou do rock. Refere-se a não colocar NADA acima da importância que Deus tem em sua vida.

O inferno e o abismo nunca se fartam, e os olhos do homem nunca se satisfazem. Pv 27:20

Parte da razão para o problema com o meio ambiente hoje se deve ao “ao egoísmo humano e à egocêntrica atividade para obter mais e mais por meio do aumento da produtividade, do consumo ilimitado e do esgotamento de recursos não renováveis.” Em outras palavras, as pessoas querem mais e mais, e o único lugar do qual podem tirar é, basicamente, a Terra. No entanto, utilizar os recursos naturais não é o problema. Ao contrário, o problema é que, não importa o quanto uma pessoa obtenha, nunca é o suficiente. Qual foi a última vez que você ouviu alguém dizer que tinha dinheiro suficiente, independentemente do tamanho de sua riqueza?

Em meio a tudo isso, Deus deu à humanidade a dádiva do sábado.

Interromper o trabalho, cessar os esforços para ganhar dinheiro e fazer negócios pode beneficiar o meio ambiente? Pense na guarda do sábado especialmente no contexto do cuidado da criação.

Certamente, o sábado está relacionado com a lembrança de que Deus criou o mundo (o que deve nos conscientizar sobre a maneira de tratá-lo), mas também significa descansar da luta para ganhar dinheiro. Devemos guardar o sábado, propositadamente separando um sétimo de nossa vida a cada semana, sem exceção, e não buscando riqueza, dinheiro e bens. Com isso, não apenas temos um poderoso lembrete semanal de que a vida não é apenas ganhar dinheiro, mas também estamos, muitas vezes, nos abstendo do tipo de atividades que, em demasia, prejudicam a Terra.

A guarda do sábado tem sido um meio de ajudar a conter sua ambição e desejo de obter mais? A sedução do dinheiro tem tentado você a transgredir o sábado?

Érica de Andrade Bornemann

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Amor e Respeito – Ter. 26/02

Quando estudava a lição, lembrei-me de um livro que meu noivo e eu lemos: Amor e Respeito. E o tema da lição fala exatamente sobre isso, por isso, eu peço licença para colocar em meu comentário uma parte resumida do livro.

O segredo simples de um casamento melhor

“Como posso fazer meu marido me amar tanto quanto eu o amo?”

Essa foi a pergunta básica que ouvi de muitas e muitas esposas que buscaram meu aconselhamento durante os quase vinte anos em que pastoreei uma congregação em crescimento. Meu coração partia-se enquanto essas esposas choravam e me contavam suas histórias. As mulheres são muito ternas. Em muitas ocasiões, fiquei sentado ali com lágrimas escorrendo pela face. Ao mesmo tempo, fui me aborrecendo com os maridos. Por que eles não conseguiam ver o que estavam fazendo às esposas? Haveria uma maneira de ajudar as esposas a motivar os maridos a amá-las mais?

Depois da formatura na escola militar, fiz as provas para entrar no Weaton College, por acreditar que Deus estava me chamando para o ministério.

Enquanto estive em Wheaton, encontrei uma moça ruiva que iluminava todos os lugares onde ela entrava. Sarah era a pessoa mais positiva, amorosa e altruísta que eu já havia conhecido. Amava o Senhor e queria servir somente a Ele. Pedi Sarah em casamento quando ambos estávamos na faculdade, e ela aceitou. Ainda noivos, tivemos algumas indicações de como maridos e esposas podem iniciar uma discussão a partir de praticamente nada. Naquele Natal, Sarah fez pra mim uma jaqueta jeans. Abri a caixa, segurei a jaqueta e agradeci.

– Você não gostou – disse ela. Olhei para ela totalmente perplexo e respondi:

– Não, gostei sim.

Firme e forte, ela disse:

– Não, você não gostou. Você não ficou animado.

Espantado, respondi:

– Eu realmente gostei dela.

Ela atirou de volta:

– Não, você não gostou; se tivesse gostado, você estaria entusiasmado e me agradecendo bastante.

Essa foi nossa apresentação à maneira como nós reagimos aos presentes. Sarah agradece uma dúzia de vezes quando alguém a toca profundamente,  ela presumiu que eu estava sendo educado e que não via a hora de depositar a jaqueta numa caixa de coleta do Exército da Salvação. Ela estava certa de que não valorizei o que ela fizera e que não gostava dela. Quanto a mim, senti-me julgado por não ser nem agir de determinada maneira. Senti-me como se eu fosse inaceitável.

Como alguém já disse, o problema da vida é que ela é cotidiana. Eu e Sarah irritávamos um ao outro quase diariamente com maus hábitos dos quais não conseguíamos nos livrar. Mas ainda que vagarosamente, descobrimos o “segredo” que fez toda diferença para nós. De fato, não era de modo algum um segredo. Essa passagem das Escrituras de Efésios 5:33, está ali há cerca de dois mil anos para que todos nós a vejamos. É claro que eu já havia lido muitas vezes, até mesmo preguei quando realizava cerimônias de casamento. Contudo, por alguma razão, nunca consegui enxergar a conexão entre amor e respeito.

Quando o marido se sente desrespeitado, é especialmente difícil para ele amar a esposa. Quando a esposa não se sente amada, é especialmente difícil para ela respeitar o marido. Sem amor, ela reage sem respeito. Sem respeito, ele reage sem amor. Assim nasceu o Ciclo Insano!

Minha experiência como conselheiro e como marido confirma essa verdade. A esposa é aquela que pergunta: “Meu marido e ama tanto quanto eu o amo?”

Ela sabe que o ama, mas às vezes fica pensando se ele a ama com a mesma intensidade. Desse modo, quanto ele faz alguma coisa desamorosa, ela em geral reage de maneira negativa. Na opinião delta, ele precisa mudar e ser um homem mais sensível e carinhoso. Infelizmente, a abordagem normal da esposa é reclamar e criticar para, assim, motivar seu marido a tornar-se mais amoroso. Essa abordagem em geral é tão bem-sucedida quanto tentar vender luvas de boxe para madre Teresa de Calcutá. No entanto, não é comum o marido fazer a pergunta: “Será que minha esposa me ama tanto quanto eu a amo?”. Por que não? Porque ele está seguro do amor dela. Em muitos casos, o desgosto da esposa é interpretado pelo marido como desrespeito e até mesmo crítica. Na opinião dele, ela mudou, deixando de ser aquela mulher admiradora e que a tudo aprovava quando eles eram namorados Agora, ela não aprova e faz questão de que ele saiba disso.

O apóstolo Pedro escreveu às esposas dizendo que, se o marido for desobediente à Palavra de Deus, que ele “seja ganho sem palavras, pelo procedimento de sua mulher, observando a conduta honesta e respeitosa de vocês.” (1Pe 3:1-2). Está bem claro que Pedro fala de respeito incondicional. Os maridos que ele menciona são tanto cristãos quanto não cristãos que desobedecem à Palavra. Mas Pedro não está pedindo que as esposas sintam respeito, ele está ordenando que elas mostrem um comportamento respeitoso. Não se trata de o marido merecer respeito, a questão é a esposa estar disposta a tratar seu marido de maneira respeitosa sem estabelecer condições. Portanto, essa passagem deve ser seguida pela fé. A chave para criar no marido profundos sentimentos de amor pra com sua esposa é mostrar a ele respeito incondicional. (Trecho retirado do Amor e Respeito – Emerson Eggerichs – Editora Mundo Cristão)

Érica de Andrade Bornemann

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Males Naturais – Ter. 19/02

Estudei ontem a lição de hoje enquanto ia para casa. O trânsito estava muito parado devido a chuva torrencial que caiu aqui em Barueri (e pelas notícias que li, na capital também). Quando chove muito em pouco tempo, há alagamentos. As pessoas que se arriscam na enchente têm seus carros arrastados ou até mesmo perdem suas vidas. Mas, se Deus está no controle, por que coisas ruins acontecem? Alguns males naturais são difíceis de explicar, mas este (das enchentes e alagamentos) é fácil.

Ao redor dos rios, há um vale. O vale é uma região de terra que fica ao nível do rio. Quando a chuva for forte e o nível de água subir, esta parte ficará inundada. Os mais antigos, já sabendo disso, construíam suas casas nos planaltos, longe dos vales. Mas hoje, tudo é feito de concreto, e com a falta de espaço, o homem começou a construir na região dos vales dos rios. Aí quando chove, a água sobe e destrói o que está nessa região. Não há solo para absorver a água… O rio sujo entra nas casas, nos carros, em tudo!

Fazendo uma analogia válida, Deus coloca as bênçãos perfeitas em nossa vida, e a destruímos com o lixo do mundo que jogamos nela. Deus deu-nos um corpo perfeito, e nós o alimentamos com as comidas erradas, usamos mal nosso tempo, não descansamos, e aí vêm as doenças. Deus dá um emprego muito bom e o perdemos com nossa preguiça, desonestidade e comodismo. Deus envia uma companhia para a vida toda e desgastamos o relacionamento com ciúmes, infidelidade, carência, egoísmo…

Há ainda o câncer infantil, as deficiências de nascença, as injustiças. Mas para estas Deus nos consola com sua Palavra e com sua misericórdia. Ele nos diz que teremos inúmeras bênçãos no céu, iremos para um lugar perfeito, sem pecado.

Mas por enquanto, vamos fazer com que os males naturais, não sejam causados por nossa escolhas naturalmente erradas. Temos a natureza pecaminosa, mas temos (graças a Deus) o livre-arbítrio de espelharmos nosso caráter no de Cristo.

Érica de Andrade Bornemann

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Minutos doados – Ter. 12/02

Está comum nas redes sociais o compartilhamento de fotos de crianças com má formação, câncer, e outras doenças, pedindo doações. Sendo bem sincera, estas fotos me chocam. Não gosto de vê-las, sinto uma tristeza profunda, impotência, culpa…, já chorei na rua vendo a dificuldade de um homem de andar (algo que faço quase que involuntariamente). Penso o quanto decaímos de nossa perfeita criação até hoje. Este feriado vi um filme de uma criança com um tipo raro de câncer no sangue. E a maquiagem que foi feita nela passava com muita clareza o que a doença faz com o frágil ser humano – o destrói. Ela estava horrível, e sorrindo… A “doença” que mais tenho medo de contrair nos dias de hoje é a indiferença. Estamos tão acostumados a ver pessoas deformadas nas ruas que pode ser que elas passem despercebidas em nosso cotidiano ocupado. Sofremos, hoje, de degeneração moral.

O amor (aquele do tipo puro: com apoio incondicional, com respeito mútuo, com cumplicidade, com torcida pelo sucesso, sem sensação de posse, sem inveja, sem ciúme, sem competição…) está em extinção.

A lição fala sobre os espinhos, mas os maiores espinhos estão nas nossas palavras, no nosso egoísmo. Como é difícil vencê-lo! Pensamos muito em nós, o tempo todo. Cuidamos bem de nós, mas precisamos amar aos outros, como amamos a nós mesmos, certo?

“A queda da Terra continua até hoje. Romanos 8:22 diz: “Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora.” Isaías 24:4 afirma: “A terra pranteia e se murcha; o mundo enfraquece e se murcha; enlanguescem os mais altos do povo da terra.”

“O pior de tudo é a degeneração física, moral e espiritual do homem. Jesus advertiu que nos últimos dias a iniquidade haveria de se multiplicar. O homem não está evoluindo, mas involuindo ou sofrendo tremenda queda regressiva. Quase não é possível distinguir a semelhança de Deus na humanidade.” Meditando em Jesus

Hoje, faça algo para alguém, sem esperar nada em troca, nem o ‘obrigado’. Jesus deu a vida dele por você, uns minutos não vão fazer falta, não é mesmo?

Érica Bornemann

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Sem disputas… – Ter. 29/01

“Ter sido criados à imagem e semelhança de um Deus plural significa que manifestamos essa imagem quando nos relacionamos, especialmente no contexto do casamento, que provê ainda o potencial para a multiplicação. Em certo sentido, Deus concedeu o poder criador ao homem e à mulher. Curiosa e diferentemente dos animais, os seres humanos têm conceitos de moral. Por que um amontoado de matéria teria isso? Por que deveríamos confiar nas conclusões e na moral oriundas de um cérebro tido como apenas um aglomerado de moléculas? As “explicações” evolucionistas para a existência da moralidade têm se mostrado insuficientes. A única resposta lógica é que o Legislador universal nos fez à imagem dEle. Portanto, somos dotados de uma moralidade que se reporta à moral absoluta dEle, ainda que de maneira inconsciente, para alguns.” Michelson Borges

“Deveremos nós, para ter o privilégio de delinear a nossa descendência pelos germes, moluscos e macacos, consentir em rejeitar a declaração da Escritura Sagrada, tão grandiosa na sua simplicidade: ‘Criou Deus o homem à Sua imagem; à imagem de Deus o criou’ (Gén. 1:27)?” – Ellen G. White, Educação, p. 130.

“Deus é amor” (1Jo 4:8). O ser humano, criado à imagem e semelhança desse Deus, quando mantém comunhão com a Divindade, manifesta esse amor ao semelhante. Isso contradiz a máxima evolucionista que prevê a sobrevivência do mais apto e a competição como motor da existência.”

Estou passando por um dos momentos mais importantes da vida de uma mulher: a preparação para o casamento. E esta lição fez tanto sentido, pois o casamento é a tradução do amor nas diferenças.

A cada dia conheço mais o meu noivo e tenho uma escolha: aceitar as diferenças ou desgastar o relacionamento tentando fazê-lo mudar para ser como eu (o que é em vão). Aceitar não é só fazer cara feia e cruzar os braços esperando que o tempo me faça esquecer aquilo, sabendo que da próxima vez que o conflito surgir, brigaremos. Não. Aceitar é amá-lo por sua autenticidade, e saber que aquele aspecto da personalidade pode ser uma qualidade na qual eu deveria refletir e até desenvolver em mim. Ou mesmo, aproveitar a oportunidade e simplesmente mostrar meu ponto de vista para que ele me entenda quando o conflito surgir.

Enfim, a lição mais importante sobre a minha semelhança com Deus é o relacionamento. É a capacidade de nos entendermos e convivermos em comunidade. Alguns animais são capazes de viver em grupo, mas com muitas disputas por território. O ser humano difere dos animais no sentido de conseguir (deveria!) se adaptar a todos os tipos de pessoas, com harmonia.

Deus criou um mundo de relacionamentos pacíficos… como estão os seus?

Érica Bornemann

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