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Da própria mão de Paulo – Dom. 25/12

“Vede com que grandes letras vos escrevi por minha mão.” Gálatas 6:11

“Era costume de Paulo ditar suas cartas a um secretário (Rm 16:22). Então, depois de terminar, muitas vezes ele tomava a pena e escrevia algumas breves palavras do próprio punho para concluir a carta (1Co 16:21). Em Gálatas 6:11, Paulo declarou que escreveu a carta com letras grandes. Possivelmente, a fim enfatizar sua mensagem, de modo semelhante à nossa maneira de destacar uma palavra ou conceito sublinhando ou escrevendo em letras maiúsculas ou, mais provavelmente por deficiência visual”.

Foi com “letras garrafais”, qual painel em grande rodovia, que o convite do apostolo Paulo aos da cidade de Corinto, chega a mim e a você: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.” 1 Coríntios 11:1

É compreensível o termo “por minha mão”. A mão como símbolo de força, de diligencia, presteza, cuidado, companheirismo, solidariedade. Paulo afirma que essas palavras, nesse momento, não poderiam ser delegadas, comissionadas a nenhum outro vivente. Ele mesmo seria o autor e emissor.

Paulo tinha motivo cristão para escrever em grandes letras, sua preocupação com o momento pelo qual passava os conversos da Galácia (era uma província romana que ocupava a parte central do que agora é conhecido como a Ásia Menor). O erro por vezes parece tão convincente, arrebatar tantas pessoas em tão pouco tempo! Se você tem uma verdade para contrapor precisa subir ao alto da montanha, gritar a todo pulmão, e mesmo assim, somente alguns darão ouvidos ao seu clamor.

Tudo quanto for especial e decisivo quer para a vida ou para a morte, será dito do ponto mais alto de nossos conceitos e preconceitos. Ouça por um instante o hino nacional Brasileiro: “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas, De um povo heróico o brado retumbante, …”

As vezes delegamos a incumbência, enquanto Cristãos, de anunciar mensagem para “salvar do pecado e guiar no serviço” aqueles que nos cercam, muitas das vezes, sempre a outras pessoas. Talvez o padre, pastor – o líder espiritual da comunidade. Nunca eu. O apóstolo Paulo pensava e ensinava contrario a este comportamento social.

Paulo pensava assim: “eu sou responsável pela salvação desse povo”. Ao escrever a mensagem Paulo estava sob o desejo de eternizar o conselho e, afirmar que era responsável pelas suas palavras. Suas palavras tinham origem num “Assim diz o Senhor”.

De nossas mãos o que tem saído diariamente? Gestos edificantes ou procedimentos degradantes? O que somos temos coragem de dizer ao vento em letras grandes?

Veja essa palavra em “letras garrafais” em latim, grego e hebraico:

INRI (Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum) – Jesus Nazareno Rei dos Judeus;

Cumpriu-se o escrito profético “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim”. João 12:32, foi essa escritura que eu e voce lemos quase dois mil anos depois de sua morte. Ela transformou a nossa vida. Melhor: continua transformando!

Há algo em Jesus Cristo que nos enche de gozo e esperança:

“Veja, eu gravei você nas palmas das minhas mãos; …” Isaias 49:16. Sim, aquelas mãos que receberam por carinho, grandes e longos pregos afixadas num madeiro. Vê alguma semelhança de procedimento? Ser Cristão importa cada dia esforçar-se por ser mais semelhante a Jesus. Ter forças para contrariar o egoismo pessoal e, amarmos sem restrições o ser humano caido e carente da graça transformadora de Jesus Cristo. Quem mais poderia ter sentido isso, com tanta propriedade, senão o apóstolo Paulo. Recorde sua conversão e diga se não é uma verdade. É preciso ter olhar de Paulo para enxergar o cristianismo como um estilo de vida, um comportamento acima de toda e qualquer moda.

“A distinção entre o cristianismo autêntico e a religião egoísta, por vezes, parece mínima. Aparências à parte, o abismo é gigantesco. O cristianismo se gloria unicamente em Cristo. A religião egoísta fala ardentemente sobre Cristo e as realizações eclesiásticas. As pessoas, e às vezes até os líderes, precisam ser cuidadosos para não se vangloriarem de suas realizações espirituais, principalmente para evitar comparação com outros que talvez não tenham alcançado tanto sucesso, pelo menos da perspectiva superficial. No entanto, vale a pena realçar somente uma comparação: Cristo em contraste com a humanidade. Nisso realmente não há comparação. Separados de Cristo, o trabalho mais ilustre, o discurso mais eloqüente, os acadêmicos mais realizados, a administração mais habilitada se comparam a lixo. Contrastando implicitamente sua abordagem espiritual com a abordagem de autopromoção de seus oponentes, Paulo declarou que sua única glória era Cristo. Reconhecendo que somente Cristo designava a missão e garantia sua realização com sucesso, Paulo confessou que o esforço humano, separado de Cristo, não é nada. Cristo é o começo. Cristo é a conclusão. Cristo é tudo”.

Com letras grandes, não só com as mãos, mas toda a vida refletida na afirmação do apóstolo Paulo: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. Gálatas 2:20

Estimamos aos amigos e amigas, de meu próprio punho, um Natal de 2011 cheio do presente eterno: Jesus, O Cristo.

Genário Julio Santos

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Restaurando os caídos – Dom. 18/12

“Ele (Jesus Cristo) nos manda, no trato com os tentados e errantes, olhar “por ti mesmo, para que não sejas também tentado”. Gál. 6:1.

Com um senso de nossas próprias enfermidades, teremos compaixão das enfermidades dos outros”. Ellen G White, AA pág. 166

Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. – Gálatas 6:1

O apóstolo Paulo da a entender que nós, seres humanos, não somos perfeitos; cometemos erros. É verdade! Embora as vezes nos imaginamos acima dos erros e deslizes do nosso proximo. Aprofundando o olhar, nota-se que ele não faz esta declaração dirigida a pessoas descrentes, mas para membros de uma comunidade de seguidores de Jesus Cristo! Nem o mais dedicado cristão está livre, imune, isento de cair em algum pecado. O apóstolo cuida em preparar a comunidade para não assustar-se, caso ocorra de algum companheiro(a) cair nos laços sedutores do pecado. Cuida em aconselhar como tratar aqueles fragilizados pela queda em algum erro. Há na natureza humano algo incompreensivel a primeira mão. O desejo de conhecer os defeitos, os erros, “os podres”, daqueles que são proximos no contexto social. E infelizmente mesmo no seio de comunidades tidas como cristãs há os “espioes da vida alheia”, os caçadores de vitimas, os censuradores gratuitos. É fato que Paulo (Saulo) era por demais observado. Suas palavras cheias de autoridade espiritual irritavam os adversarios da salvação ampla e irrestrita, aberta especialmente aos gentios. Mas o apóstolo Paulo no cerne do texto de Galatas 6:1 estava derramando amoravel preocupação com o relacionamento fraterno, a comunhão da amizade, o congraçamento que transcende aos laços sanguineos e conecta-se ao sopro divino.

“Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças”. Deuteronômio 6:5

Se o texto acima reflete o repto, o proposito de vida de cada cristão (discipulo de Cristo) precisamos perguntar: Quem é esse Deus? Como se adjetiva ou se define esse Deus?

Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. 1 João 4:8

Fica mais facil agora perguntarmos para Jesus: Como deve ser nossa relação vertical e horizontal no plano espiritual.

E, respondendo Ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. Lucas 10:27

Compreendemos assim que aqueles que aceitaram a graça transformadora em Jesus Cristo, portar-se-ão com uma conduta identica aquela que gostaria de receber, se em algum momento da caminhada tropeçar e cair. Nós somos fruto do tamanho da esperança que reside em cada um de nós. Esperamos ser amados, precisamos amar, uma vez que Aquele a quem servimos é Amor!

“Em esperança, somos salvos.” Rom. 8:24. Os caídos devem ser levados a sentir que não é demasiado tarde para serem íntegros. Cristo honrou o homem com Sua confiança, deixando-o então sob a vigilância de sua própria honra. Mesmo aqueles que haviam caído mais baixo, Ele tratava com respeito. Era para Cristo uma contínua dor o contato com a inimizade, a depravação e a impureza; nunca, porém, soltou Ele uma expressão que mostrasse estarem as Suas sensibilidades chocadas ou ofendidos os Seus apurados gostos. Fossem quais fossem os maus hábitos, os fortes preconceitos ou as dominantes paixões das criaturas humanas, Ele as encarava a todas com piedosa ternura. Ao partilharmos de Seu Espírito, olharemos todos os homens como irmãos, com idênticas tentações, caindo muitas vezes e lutando por se erguer novamente, combatendo contra o desânimo e as dificuldades, sedentos de simpatia e auxílio. Então nos aproximaremos deles de modo a não desanimá-los nem repeli-los, mas a suscitar a esperança em seu coração”. Ellen G White, CBV, pág. 165

Considerando a figura da comunidade espiritual como um hospital, onde temos muitos feridos pelos dardos inflamados do diabo, buscando medicamentos do receituario celestial. É cruel (para dizer o minimo) pensar que um ferido tente ferir ainda mais aquele(a) que está ao seu lado buscando tambem a cura para alma, o alivio para o espirito! Precisamos adotar o oficio de “restauradores de feridos”. Homens e mulheres com olhos e mãos atentas, prontas para erguer, animar, infundir esperança em pessoas de qualquer sorte, em qualquer circunstancia da vida. Nossa comunidade não pode ser um lugar onde ferimos uns aos outros, mas, onde os feridos encontram cura, saude – felicidade.

“Até ao Juízo, ignorareis a influência de uma conduta bondosa e prudente para com os incoerentes, desarrazoados e indignos. Quando deparamos com a ingratidão e traição daqueles em quem depositamos uma confiança sagrada, somos tentados a mostrar nosso ressentimento e indignação. É isso que o culpado espera e para que está preparado. Mas a bondosa paciência toma-o de surpresa, e muitas vezes desperta seus melhores impulsos, e faz-lhes nascer o desejo de uma vida mais nobre”. Ellen G. White, CBV pag. 495

Por agora temos um corpo, uma vida que facilmente se corrompe. Se ilude, se distrai e de repente está num lodaçal de problemas fisico e espiritual. Não se desespere! Precisamos depositar confiança na restauração que o céu nos dá pela fé hoje, cuja ação efetiva ver-se-a no segundo advento de Jesus Cristo:

Quando, porém, o que é corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal, de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: “A morte foi destruída pela vitória”. 1 Coríntios 15:54

Portanto, cada dia, cada momento, cada instante inclua na agenda da vida, muita oração, e na oração o pedido:

“E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém”. Mateus 6:13

Genário Julio Santos

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Cristo nos Libertou – Dom. 04/12

“A lei divina, da maneira como é vista pelo cristão, exibe liberdade, propícia liberdade e é liberdade.” – Robert Johnstone

“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor.” Gálatas 5:13

No legalismo encontramos pessoas escravas da lei, recusando a plena liberdade em Cristo; Na licenciosidade encontramos pessoas rebeldes ao Céu, abusando da liberdade propiciada em Cristo.

“Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.” – Gálatas 5:1

Paulo conclama os gálatas a abrindo os olhos mirar a obra grandiosa de Cristo pelos pecadores. Ele deu Sua vida pura pela nossa impura, para com esse gesto desvincular-nos das luzes encantadoras da prisão das obras humanas, onde a pessoa por mais que faça para obter a graça, vive um desolador vazio de alma.

Porque dar as costas à obra grandiosa da luz e escolher voltar a tatear nas trevas dos propósitos e desejos humanos? A liberdade em Cristo é para sempre, enquanto, o ser humano desejar que assim seja. Ao escolhermos Cristo como nosso Único Salvador, Ele não nos cassou o direito a liberdade de escolha, mas acentuou ainda mais nossa liberdade de permanecer ou não permanecer salvos Nele.

“Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim.” João 15:4

Nossa justificação pelo caminho da fé, da crença, é obtida unicamente mediante o sacrifício libertador de Cristo Jesus na cruz do Calvário. Não vos torneis escravos de palavras, gestos, ritos, pensamentos e similares produzidos por carnais pecadores. Já avaliastes o preço pago para comprar a nossa liberdade? Que todos os nossos dias por pensamentos, palavras e atos sejam glorificar, via obediência, o feliz e providencial remédio do céu para o desenganado ser humano, acometido pelo mortal vírus do pecado.

Você em algum momento da vida cristã chegou a pensar poder salvar a si mesmo? Então, avaliemos o quanto devemos ser gratos ao presente recebido em Jesus Cristo?

“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Romanos 8:1

“Paulo pleiteava com os que haviam uma vez conhecido na vida o poder de Deus, para voltarem a seu primeiro amor da verdade do evangelho. Com irrespondíveis argumentos expunha perante eles seu privilégio em se tornarem homens e mulheres livres em Cristo, por cuja graça expiatória todos os que fazem completa entrega são vestidos com o manto de Sua justiça. A posição que Ele tomou é que cada alma que deseja ser salva precisa ter uma experiência genuína e pessoal nas coisas de Deus.” Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, pág. 388

A obediência agradecida a Jesus Cristo deve gerar um coração cheio de compaixão pela almas. Sedento por arrancar pessoas das trevas para a maravilha da luz que vem do trono de Deus. Não que com essa obra de caridade estejamos em melhores condições que os nossos semelhantes. Todos pecaram e carece constantemente, diuturnamente da benfazeja graça de Deus, feito manto de justiça para o pecador através do cordeiro de Deus que elimina o pecado do planeta terra.

“A obra especificada nas palavras do profeta Isaias [Isaías 58] é a obra que Deus pede que Seu povo faça. É uma obra indicada pelo próprio Deus. À tarefa de reivindicar os mandamentos de Deus e reparar a brecha que foi feita na lei de Deus, devemos acrescentar compaixão à humanidade sofredora. Devemos mostrar supremo amor a Deus, exaltar o Seu memorial, que foi calcado por pés ímpios; e com isto devemos manifestar misericórdia, benevolência e a mais terna piedade pela humanidade caída. “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” Gal. 5:14 (Mat. 19:19). Como um povo precisamos pôr mãos nesta obra. O amor revelado pela humanidade sofredora dá sentido e poder à verdade. Special Testimonies, Série A, nº 10, págs. 3 e 4.

Estimada juventude, amigos e amigas, Cristo nos libertou para que sejamos agentes de liberdade, apresentando Cristo o advogado que por defesa do réu (humanidade), antecipou-se em dar sua própria vida.

Genário Julio Santos

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Princípios da Aliança – Dom. 27/11

“A salvação nunca foi pela obediência à Lei”.

Conceito popular das duas alianças (pactos): ”… a antiga, com base na lei (promulgada no Monte Sinai), e a nova, fundamentada na graça (promulgada no Monte Calvário)”.

“As duas alianças não são questões de tempo; em lugar disso, elas são um reflexo das atitudes humanas e representam duas formas diferentes de tentar se relacionar com Deus, formas que remontam a Caim e Abel. A antiga aliança representa os que, como Caim, equivocadamente confiam na própria obediência como meio de agradar a Deus. Em contrapartida, a nova aliança representa a experiência dos que, como Abel, dependem inteiramente da graça de Deus para realizar tudo o que Ele prometeu”. LES, 4º Trim/2011 pág. 120

“A palavra hebraica traduzida por “aliança” é berit. Ela ocorre quase 300 vezes no Antigo Testamento e se refere a um contrato obrigatório, um acordo ou um tratado. Por milhares de anos, as alianças desempenharam um papel fundamental na definição das relações entre pessoas e nações do antigo Oriente Próximo. Alianças muitas vezes envolviam o sacrifício de animais, como parte do processo de fazer uma aliança (literalmente “cortar”). A matança de animais simbolizava o que aconteceria a uma das partes, caso falhasse em cumprir as promessas e obrigações da aliança”. LES, 4º Trim/2011 pág. 121

Olhando a base da aliança original de Deus com Adão no jardim do Éden, antes do pecado nós enxergarmos:

a) Deus estabelecendo a formação da família, através do casamento e, nele colocando a benção da fecundidade, e o dom da administração dos bens criados por Ele; (Gen 1:28)

b) Deus por causa do ser humano, suas fragilidades, suas necessidades físicas e mentais, reservando um espaço no tempo, chamado Sábado. Esse tempo tanto auxilia-nos espiritualmente a centrar nossa dependência de Deus, quanto nos recompõe fisicamente para a lida do viver; (Gen 2:2-3)

c) Deus colocando o ser humano num estagio pleno de liberdade, num espaço chamado jardim do Éden. Providenciando valorização e sentido para a existência através da ocupação (trabalho): físico-mental, delegando a Adão a função de mordomo do planeta terra.

d) Deus indicou um espaço proibido no jardim do Éden. Colocou naquele lugar uma placa com letras grandes: Obediência resulta em vida, desobediência resulta em morte. “A Obediência era a inclinação natural da humanidade”. Mas a escolha do ser humano foi contrario a lógica e, de então, o pagamento pela desobediência passou a ser o cumprimento fiel da aliança: seres humanos mortais. (Gen 2;15-17)

Com a aliança quebrada, Deus anunciou que nem tudo estava perdido, nunca foi esse o seu desejo. O homem carecia de esperança para sua desesperada situação. Deus declara a promessa confortadora que proveria um Salvador, eis a Aliança da Graça! (Gen 3:15)

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. – Romanos 6:23

“A queda do homem encheu o Céu todo de tristeza. O mundo que Deus fizera estava manchado pela maldição do pecado, e habitado por seres condenados à miséria e morte. Não parecia haver meio pelo qual pudessem escapar os que tinham transgredido a lei. Os anjos cessaram os seus cânticos de louvor. Por toda a corte celestial havia pranto pela ruína que o pecado ocasionara.
O Filho de Deus, o glorioso Comandante do Céu, ficou tocado de piedade pela raça decaída. Seu coração moveu-se de infinita compaixão ao erguerem-se diante dEle os ais do mundo perdido. Entretanto o amor divino havia concebido um plano pelo qual o homem poderia ser remido. A lei de Deus, quebrantada, exigia a vida do pecador. Em todo o Universo não havia senão um Ser que, em favor do homem, poderia satisfazer as suas reivindicações. Visto que a lei divina é tão sagrada como o próprio Deus, unicamente um Ser igual a Deus poderia fazer expiação por sua transgressão. Ninguém, a não ser Cristo, poderia redimir da maldição da lei o homem decaído, e levá-lo novamente à harmonia com o Céu. Cristo tomaria sobre Si a culpa e a ignomínia do pecado – pecado tão ofensivo para um Deus santo que deveria separar entre Si o Pai e o Filho. Cristo atingiria as profundidades da miséria para libertar a raça que fora arruinada”
. – Patriarcas e Profetas, Ellen G White, pág. 63

Deus providenciou vestimentas para o casal, com preço de sangue. Vestes provenientes da morte de um inocente cordeiro. Em seguida os tirou do jardim do Éden, os colocou diante da realidade nua e crua da ação do pecado nos seres humanos. Mas, com aquele gesto escreveu de forma indelével o caminho até o Cordeiro de Deus que destrói o pecado que há no planeta terra. Essa é a aliança da graça, participamos dos resultados benéficos dela, mas não podemos, nem temos capacidade de produzi-lo. É obra completa da trindade. Cabe a nos firmamos parte nessa Aliança pelo caminho da Fé em Jesus, o Cristo.

Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. Romanos 5:2

“A lei de Deus é uma expressão de Sua própria natureza; é uma corporificação do grande princípio do amor, sendo, daí o fundamento de Seu governo no Céu e na Terra. Se nosso coração é renovado à semelhança de Deus, se o amor divino é implantado na alma, não será então praticado na vida a lei de Deus? Implantado no coração o princípio do amor, renovado o homem segundo a imagem dAquele que o criou, cumpre-se a promessa do novo concerto: “Porei as Minhas leis em seu coração e as escreverei em seus entendimentos.” Heb. 10:16. E se a lei está escrita no coração, não moldará ela a vida? A obediência – nosso serviço e aliança de amor – é o verdadeiro sinal de discipulado”. Caminho a Cristo, Ellen G White, pág. 60

Genário Julio Santos

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O coração de Paulo – Dom. 20/11

Eu lhes suplico, irmãos, que se tornem como eu, pois eu me tornei como vocês…. Gálatas 4:12, NVI

“Seguir a Cristo é mais do que simplesmente uma profissão de fé; envolve uma transformação radical à semelhança de Cristo. Paulo “não estava esperando algumas pequenas alterações nos gálatas, mas uma transformação tal que, ao olhar para eles, seria como ver Cristo” (Leon Morris, Galatians [Gálatas], Downers Grove, Illinois: InterVarsity Press, 1996, p. 142). – LES 4ºTrim/2011, pág. 108;

“A verdade é que aquilo em que acreditamos importa muito, especialmente em toda a questão do evangelho” . LES 4ºTrim/2011, pág. 107;

Avaliemos peso do testemunho público da fé Cristã (faça o que eu faço, porque faço por tudo aquilo que Cristo já fez por mim!); A sociedade tem oferecido outro pensamento, pautado na força do mando, da prepotência, da arrogância. Essa vertente de pensar e agir tem alcançado todos os seguimentos da sociedade, assim tanto material quanto espiritual. Quanto vale o meu testemunho enquanto jovem Cristão diante das oportunidades de testemunho que o viver proporciona na sociedade?

O coração, a mente, a razão do apostolo Paulo é que cada pessoa, cada ser humano que deseja ser salvo da sentença de morte, originado pelo pecado (desobediência), precisa (não tem alternativa) ter uma experiência única, genuína e pessoal com a sua salvação e de seus semelhantes, através da obra de evangelização dos povos.

Eu ter a certeza da minha salvação é excelente! Mas quanto tenho despendido de tempo trabalhando para que aqueles a quem apresentamos o evangelho. E hoje, estão buscando outros caminhos. Nós temos derramado a alma, rogando, suplicando para que retornem aos marcos da verdadeira fé e crença? Talvez seja somente a minha percepção descuidada, mas imagino, por vezes, que a preocupação do evangelismo moderno cessa quando nosso semelhante desce ás águas (é batizado). Parece que surge um pensamento: Ufa!, fiz a minha parte, agora é com ele(a)! Vejo nos relatos do apostolo Paulo uma visão de solidariedade permanente, companheirismo militar, ponto de honra zelar um pelo outro enquanto houver lutar por lutar. Admito que requeira antes de visão espiritual da obra, uma entrega irrestrita à ação transformadora do Espírito Santo – diariamente.

O que mais anelava o coração do apostolo Paulo era que cada recém convertido pudesse crescer, e crescer buscando dia-a-dia estar estatura e graça de Jesus Cristo. Em quais áreas do território da minha personalidade eu preciso “grow up” (crescer)?

“O fundamento do ministério é o caráter;
A natureza do ministério é o serviço;
O motivo do ministério é o amor;
A medida do ministério é o sacrifício;
A autoridade do ministério é a submissão;
O propósito do ministério é a gloria de Deus;
As ferramentas do ministério são a Palavra de Deus e a Oração;
O privilegio do ministério é o crescimento;
O poder do ministério é o Espírito Santo;
O modelo do ministério é Jesus Cristo”. – LFES, 4º Trim/2011, pág. 70

Os membros da Igreja do Éden, chamados Adão e Eva, mesmo que ouvintes do melhor pregador do Universo – Deus. Suas mensagens não foram o suficiente para que num dia, certo dia (fatídico), cometessem o delito da desobediência diante da Lei (regras). Agora, aquelas vítimas, desejos de safarem-se daquele peso de consciência, daquela situação embaraçosa, simplesmente correram, fugiram, tentaram disfarçar com argumentos e roupas frágeis o desastre em si e para a posteridade.

Detenha-se por um momento no gesto do pastor daquele rebanho: Imagine! Ouça: “Adão, Eva! Onde vocês estão?, não fujam! Eu quero estar com vocês nesse momento. Sou pastor das horas boas e daquelas amargas também!. Pois, sei que é um momento difícil, com conseqüências inimagináveis!, deixem-me conversar com vocês, arrazoar o remédio que tenho para curar a dor em vossos corações”, o pastor Deus não se conteve em dizer ser o bastante ter pregado a mensagem do Reino Edênico para aqueles membros, simplesmente os aceitou como estavam e, não os deixou desesperados, providenciou palavras qual balsamo para a alma aflita, e roupas alem das forças humanas para aqueles, agora, nus e fracos pecadores. Deus disse na Igreja do Éden, há Esperança para a mais negra situação humana – Cristo Jesus. Vejo o apostolo Paulo a ensinar-nos como multiplicadores de bênçãos, que nosso gesto não deve ser diferente: ir ao encontro do fugitivo pecador, acolher, ensinar, caminhar juntos e, na queda – ajudar, perdoar e acreditar que somente assim poderemos dizer que somos Embaixadores do pastor do Éden.

Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus. 2 Coríntios 5:20

“Uma importante lição que todo ministro de Cristo(todo discípulo) deve aprender é a de adaptar seu trabalho às condições daqueles a quem busca beneficiar. Ternura, paciência, decisão e firmeza são igualmente necessárias; mas devem ser exercidas com o necessário discernimento. Tratar sabiamente com diferentes classes de mentalidade, sob circunstâncias e condições variadas, é uma obra que requer sabedoria e mente iluminada e santificada pelo Espírito de Deus..”. LES 4ºTrim/2011, pág. 113;

Genário Julio Santos

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