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Embaixadores do Reino – Ter. 20/05

Quando decidi por cursar Relações Internacionais na faculdade, fica fácil imaginar o que eu queria ser. Sim, um diplomata, embaixador. Queria representar o Brasil fora do Brasil, queria conhecer e abraçar o mundo.

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Não me tornei diplomata, mas consegui entender um pouco de Paulo e de seu papel a desempenhar na propagação do evangelho de Cristo.

1 Coríntios 9:19-23 diz: “Porque, embora seja livre de todos, fiz-me escravo de todos, para ganhar o maior número possível de pessoas. Tornei-me judeu para os judeus, a fim de ganhar os judeus. Para os que estão debaixo da lei, tornei-me como se estivesse sujeito à lei, ( embora eu mesmo não esteja debaixo da lei ), a fim de ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, tornei-me como sem lei ( embora não esteja livre da lei de Deus, mas sim sob a lei de Cristo ), a fim de ganhar os que não têm a lei. Para com os fracos tornei-me fraco, para ganhar os fracos. Tornei-me tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns. Faço tudo isso por causa do evangelho, para ser co-participante dele” (NVI).

O que Paulo fez em toda a sua vida? Foi um dos maiores embaixadores de Cristo da história! Ele representou o Reino em tantos lugares que seria impressionante se olhássemos os mapas de suas viagens que existem em algumas Bíblias.

O foco principal da vida de Paulo não foi levar o evangelho para seu povo, mas foi levar a mensagem de um Salvador maravilhoso ao alcance de outros povos no mundo conhecido. Sabemos quão difícil pode ser viver culturas diferentes. Mais difícil ainda pode ser ter uma voz ativa em uma cultura estranha. Paulo foi capaz de absorver diversas culturas e conseguiu as aberturas necessárias para evangelizar para pessoas com crenças tão diferentes.

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Como poderíamos fazer como Paulo, alcançar comunidades tão diferentes, levar a Cristo e manter os princípios da lei? Parece ser tão difícil que muitas vezes relativizamos ou rejeitamos pontos importantes. A questão é que devemos ter um bom conhecimento da cultura do grupo em questão. O maior desafio é também a maior satisfação da missão evangelística para culturas diferentes: conseguir alcançar as pontes culturais, a fim de usá-las a favor de levar a Palavra de Deus. Contextualizar as ideias com a realidade do grupo ajuda a clarear as ideias que queremos passar.

Paulo fez exatamente isso em seu discurso no Aerópago de Atenas (Atos 17). Como falar para mentes supersticiosas, para grandes mentes, como os filósofos e poetas gregos? Ele utilizou a crença pagã deles para construir uma ponte até o “Deus Desconhecido”. E assim, os introduziu ao único e verdadeiro Deus. E pasmem, alguns realmente creram!

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Devemos ter em mente que o Espírito Santo não só pode, como já fez e vai continuar construindo pontes para que as boas novas do Reino alcancem o mundo. Ele quer te usar para isso. Podemos desejar ser como Paulo, que fez-se escravo, a fim de salvar quantos fossem possíveis para o Reino de Deus. Ele se adaptou e absorveu culturas diferentes, sem nunca deixar de lado a Lei de Deus. Esta deve permanecer acima de todas as coisas. Essa Lei de amor de Jesus Cristo nos ensina a não só amar a Deus acima de tudo, mas amar ao nosso próximo como a nós mesmos. Isso significa abrir mão de nossa própria vida em favor deles. Seguir a lei de Cristo é negar o “eu” em prol do outro. Estamos nós dispostos a isso?

Que nossa oração seja que o Espírito Santo nos aqueça com esse amor, para que sigamos a lei de Cristo e sejamos embaixadores de Cristo, representantes de Seu Reino, arautos do amor do Pai e da Nova Terra restaurada.

Guilherme Maciel

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Manjar turco ou Maná? – Ter. 13/05

O texto fala sobre Romanos 7: 21-25, quando Paulo desesperado e inconsolável exclama: “Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo dessa morte?”, entre outras coisas épicas. Ele estava desesperado, não porque ele não queria viver corretamente, mas porque ele não consegue viver corretamente. Sabe de quem lembrei? Do Edmundo, das Crônicas de Narnia.

Acompanha comigo: Edmundo teve a oportunidade de ir à Narnia um pouco depois da Lucia ter ido primeiro. Ele sabia que lá era uma terra mágica e havia alguém ruim lá, mas havia muitas pessoas boas que seguiam e esperavam Aslan, seu redentor.

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Ao voltar de lá ele mente a todos. Porque? Porque tinha conhecido a Feiticeira Branca, e por mais que tentasse negar, ele sabia que era ela a ruim da história. Mas segue com seu planinho. Seu planinho era entregar seus irmãos para a Feiticeira. Sabe o motivo? Comer mais manjar turco.

Sabe o que é manjar turco? Há receitas na internet. Vai lá no google, leia ou veja o vídeo de uma receita e volta aqui… eu te espero!

……..

Assistiu? Leu? Viu o que é manjar turco?

É UMA GELATININHA DESCARADA! EMPANADA DE MAISENA!

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Você consegue acreditar nisso?

Manjar turco não é o manjar que eu cria! Esperava coisa muito melhor! É só gelatina (não me leve a mal, sou fã de gelatina)…

Isso é o pecado. Toda essa história do Edmundo é um paralelo. Você precisa mudar de perspectiva. O que é a vida? Maná ou manjar turco?

Não tem receita na internet que replique o maná, sabe porque? Porque é algo muito melhor do que podemos fazer em casa. Tenho certeza… juro de pés juntos que é muito melhor que manjar turco. No Céu tiramos a prova 😉

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O pecado não vale tua vida eterna, o pecado não paga o que você significa. O pecado é uma tendência natural que temos de comprar a primeira coisa que nos vem a frente quando estamos com fome. Satanás oferece o manjar turco e você aceita porque não viu Cristo te oferecer o maná na hora certa de almoçar.

Você poderá ter para sempre tendência de se contentar com o manjar turco, mas com certeza ainda poderá correr atrás e escolher o maná. Conto com você e seu bom gosto. Vamos nos alimentar do pão do Céu juntos hoje?

Aline Toledo

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Higiene Exemplar – Ter. 15/04

“O que entra pela boca não torna o homem impuro; mas o que sai de sua boca, isso o torna impuro” Mateus 15:11 NVI

Quem não se lembra? “Lava uma mão, lava a outra… depois de brincar no chão de areia a tarde inteira, antes de comer, beber, lamber, pegar na mamadeira… lava um mão, lava a outra!” Eu pelo menos amava essa música, sei de cor. E entendi o princípio.

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A higiene nos cuidados pessoais e na alimentação é essencial para o convívio social e uma boa saúde. Afinal, a Idade Média está aí como prova de que sujeira não faz bem a ninguém. Porém, há o exagero. Infelizmente, até no que é bom.

A questão toda reside no motivo para os líderes religiosos pegarem tanto no pé dos discípulos e quem mais aparecesse na frente nesse quesito da higiene. Está tudo lá em Mateus 15:1,2. Não era apenas higiene, era tradição. Não era simplesmente: onde fui e o que fiz; era quem foi antes e o que fez. Não era cuidado com o próximo, era a revolta de ser desobedecido.
A tradição judaica se preocupava com a higiene sim, mas segundo historiadores, talvez tamanha obsessão, fosse apenas pelo receio de que, no dia a dia, tocando em objetos que tivessem sido maculados por alguém impuro, ao comer, você conduzisse essa impureza diretamente para você, tornando-se assim, inconscientemente impuro.

Além de que era um desaforo sem limites, depois de ensinar, reensinar, explicar, advertir; ainda assim o camarada descaradamente comer sem o devido passo a passo na cara da sociedade. Afronta!

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Infelizmente, já soube de gente que não viaja para se hospedar num hotel, porque não quer tocar na cama que outro possa ter feito sexo. Seria macular o leito conjugal seu ou de alguém. Da mesma forma, tem gente que usa a mesma tradução da Bíblia, ou a mesma publicação do hinário porque são textos sagrados (sim, a tradição excessiva permite que endeusemos qualquer coisa, até o hinário). E até mesmo quem não percebe mais a diferença entre Lei, doutrina, conselho, hábito, tradição, Palavra de Deus… tudo se mistura, porque é unicamente repetir, se esforçar para obedecer, repetir melhor, etc.

Duas coisas em todo esse assunto me incomodam e me preocupam.

Primeiro: Nos preocupamos com o “pecado” alheio, não por amor ao pecador, mas por puro partidarismo e auto preservação. Eu não quero me “misturar com essa gentalha” que pode ter feito errado e ser confundido como da mesma estirpe de pecadores e imperfeitos.

Segundo: É tanta tradição (no mau sentido da palavra), que o amor é esquecido. Esquecemos de nos importar, de perdoar, de compreender e analisar todos os lados da moeda. Só nos importamos com a tal “letra da lei”, que provavelmente não será letra nenhuma, muito menos uma lei verdadeira. Apenas a sua “velha opinião formada sobre tudo”.

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A essência da Lei de Deus é Amor, porque ELE é amor, se nos conduzirmos por qualquer outra motivação, estamos perdendo o foco e errando o alvo.

Eu quero amar! Eu oro para amar mais, cada vez mais a Deus, que me ama tanto, e ao meu próximo que precisa demais de amor. Eu oro para optar por amor, por escolher o amor, por agir com amor, porque eu tenho descoberto que é o único caminho.

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Espero que por eu repetir a palavra AMOR tantas vezes, te incentive a repetir o amor em tudo de hoje em diante, e assim, a melhor tradição do mundo seja estabelecida.
Mais amor, por favor!

Aline Toledo

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Derrubando Muros… – Ter 04/03

“Portanto, aceitem-se uns aos outros, da mesma forma que Cristo os aceitou, a fim de que vocês glorifiquem a Deus” (Romanos 15:7)

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Um dia desses estava conversando com o Pr. Alexandre Martins (Ministerial Jovem APS) sobre um encontro internacional de pastores que houve no ano passado. No caminho os pastores brasileiros que estavam no mesmo ônibus dele estavam comentando sobre os tipos de adoração, o que podia e o que não podia, ou o que era aceitável para Deus e o que não era. O que era culturalmente aceitável no Nordeste que já não era aceitável no Sul do país (danças, palmas, maneira de louvar…). Começaram uma discussão, onde cada um defendia o seu povo, mas que no final das contas não levou a lugar algum. Chegando ao concílio (que foi na África do Sul), uma surpresa: os louvores foram ministrados da maneira mais africana que se poderia imaginar, com palmas e ‘batuques’ que ao ver de muitos pastores de outros países (inclusive dos brasileiros) aquilo seria um choque cultural e tanto!

Em pouco tempo, os pastores que estavam chocados de início, passaram a entender que Deus estava sendo louvado, mesmo que de forma diferente do comum para eles, e aderiram cada um com a sua cultura, àquela adoração – e de acordo com o que o Pr. Alê me disse, ele nunca presenciou adoração tão sincera e tão elevada como aquela. E parece que aquela cerimônia cumpriu sua meta: derrubar muros!

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Parece inerente à natureza humana ter preconceitos, especialmente contra seu semelhante. Como é difícil lidar com o diferente, com aqueles que não se encaixam em nossos preceitos e conceitos, com pessoas que não se movem dentro de nossas regras e pressupostos. E quantas vezes não somos vitimas dos preconceitos culturais ou raciais que os outros possuem. É um circulo vicioso que se estabelece e se fortifica cada vez mais em nosso meio, e como todo vicio, se torna perigoso transformando-nos em fariseus e hipócritas.

Não podemos mais viver nossas vidas se não conseguirmos ir além dos nossos preconceitos. A questão é: quem são seus samaritanos? Eunucos etíopes? Cariocas? Paulistas? Argentinos? Os gentios que te falaram que não deve chegar perto? De quem você foi ensinado a desconfiar e a evitar?

Hoje há uma chance para você derrubar alguns muros, começar a eliminar os tijolos. Bem vindo então ao dia que Deus o leva à sua Samaria – sim, aquela na qual há pessoas você jamais pensou em passar perto – não distante em quilômetros, mas diferente em estilos, gostos, linguagens e tradições.

E se você encontrar um eunuco etíope, tão diferente, mas também tão sincero, não recuse essa pessoa. Não deixe que a classe, raça, sexo, opinião, política, geografia ou cultura obstrua o trabalho que Deus quer realizar por meio de ti.

‘Como assim? Que trabalho?’ – você pergunta. É simples: é o testemunho da verdade que Cristo está a nos passar, amando o próximo como amamos a nós mesmos e sendo os instrumentos que Cristo usará para chegar até aqueles que se sentem longe demais para voltar aos braços do Pai – e principalmente mostrando o verdadeiro amor de Deus.

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A Cruz de Cristo cria um povo novo, um povo sem restrições de raças, línguas, opções ou etnias. Uma cidadania baseada não em geografia ou ancestrais comuns, mas em um Salvador crucificado, ressurreto e que está prestes a vir, mas para que essa obra seja completa, algumas barreiras que separam Seus filhos precisam cair. Algumas começaram caindo naquele concílio, mas há outras dentro de nós que ainda precisam ser derrubadas. E quem vai derrubar minhas barreiras? Eu mesma, com auxílio do Espírito de Deus.

Te convido a fazer o mesmo. Preparado para começar a derrubar alguns muros?

Iara Makawetskas (cansada de ser muro, decidida a ser PONTE)

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Salvação para todos – Ter 18/02

Trabalhei anos com atendimento ao público diretamente. E não é fácil. Trabalhando com o público, você presencia e ouve histórias épicas sobre as aparências que tentamos ter ou que acreditamos que as pessoas têm.

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Lembro de uma história de uma loja de esportes. Uma conhecida minha trabalhava lá, e eles faziam um esquema de fila de atendimento. Os vendedores faziam fila, e cada um atendia conforme entrava os clientes. Entrou um cliente na loja e ainda tinha um vendedor na frente dela. Como o cliente estava de chinelo e bermuda, o vendedor disse pra ela: “Vai lá e atende você, quero atender pobre, não.”

Ledo engano. O camarada tinha dinheiro e não era pouco. Saiu com uma compra 4 vezes maior do que a média da loja. Afinal. Ele e a esposa trabalhavam duro a semana toda, e se recusavam a ir no shopping emperequetados. Estavam ali para refazer o guarda-roupa de corrida deles. Duro, não?!

E fora as histórias de madames e princesas que chegavam na loja e os cartões não passavam. Ou os cheques voltavam.

É sempre assim. Tentamos vender uma imagem que achamos a ideal. E muito facilmente compramos a imagem alheia. Afinal, todos queremos estar entre os mais influentes, ricos, poderosos, inteligentes. É o velho “conheço um cara, que conhece um cara”.

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Jesus não dava a mínima para essas coisas.

Super poder maravilhoso o de sondar os corações.

Ele sabia quem era quem. Ele conhecia fulano, cicrano e beltrano onde os olhos não chegam, onde ninguém via. Ele sabia os segredos.

E também as lágrimas.

Ele não os julgava, assim como a mim, pobre, também não julga.

Ele estava entre os influentes e entre os pobres. Entre os morais e os imorais.

Talvez até por isso, alguns não “compraram” a imagem de Jesus. Quem é que quer estar entre os desvalidos, impotentes, imorais, indesejados?

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E como Ele não os julgava, Ele atraía os corações mais distantes. Como o de Zaqueu (Lucas 19: 1-10), que foi atraído pelo Espírito a Jesus. Jesus o recebeu com amor, se convidou a sua casa, uma honraria naquele tempo. E apesar de sua má fama, Zaqueu preferiu se humilhar. Reconhecer o que até então havia negado – ser um corrupto – se entrega a Jesus, e então restitui àqueles de quem roubou, muda de vida.

Que coisa linda você ser aceito por quem você é, e não pelo que tem, não pelo que fez!

Como diz uma canção (17 de janeiro – Os Arrais), “Deixa Ele te falar quem você É… Só a cruz esconderá quem você NÃO é!”. Todos precisamos de Cristo. Eu não sou quem você pensa que sou, e nem mesmo o que eu penso que sou. Eu sou aquela que Cristo quer me tornar. E essa regra vale pra todos.

Ricos, famosos, poderosos, políticos, doentes, criminosos, e quem mais quisermos rotular, nós somos d’Ele, e sem Ele nada podemos fazer. Tão pouco ser.

Hoje eu quero ser um canal de bênçãos, hoje eu quero ser instrumento na pregação do evangelho. Sem demagogia, sem interesses. Sem glória.

Vamos ser desinteressados como Jesus, juntos?

Aline Toledo

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