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Quando o Sonho se tornar realidade! – Qua. 15/06

Nunca me esqueço quando pela primeira vez senti de verdade o que Paulo sentia ao dizer suas famosas palavras em Romanos 7:15-25, que culminam na desesperada declaração: “Desventurado homem que sou, quem me livrará do corpo desta morte?”

Uma declaração apaixonada de alguém que rompeu com o pecado. Um grito profundo de dor por aquele que ver seu corpo ser devorado por vermes de uma carne apodrecida. Sim, porque é esta a imagem que ele está se referindo. Ele está mencionando um tipo de execução romana que amarrava o corpo do condenado a um cadáver, para que os vermes que consomiam o corpo do cadáver devorassem também o corpo do condenado, vivo. Some-se a esta cena grotesca a idéia de estar “amarrado”. Indefeso, aprisionado, obrigado a estar em tal condição. Que desespero o deste condenado.

Que situação semelhante a nossa: Aprisionados, obrigados e condenados ao pecado desde a transgressão do Edén. O próprio Paulo também diz no capítulo seguinte que a “natureza também geme” por causa do pecado. E você sabe bem que sensação é essa se algum dia já tentou se livrar de algum pecado acariciado.

Você sabe muito bem como é essa dor, esse gemido, esse grito de desespero pedindo que o pecado seja arrancado da sua vida, da sua natureza, da sua carne. Mas parece que ele não sai. Que dor. Lembra quando você chorou intensamente pedindo a Deus que fizesse qualquer tipo de mágica ou milagre pra lhe tirar aquele pecado? Você sabia bem as consequências dele. Sabia bem o quanto ele te fazia mal. Mas em alguns momentos ele lhe era irresistível. E mesmo com plena consciência de Deus e das consequências, e do mal que lhe sobreviria depois, lá estava você de novo, chafudardo no pecado acariciado. Mesmo depois de ter orado tanto, clamado tanto, feito jejuns, participado de Santa Ceias e Vígilias, atendido apelos e feito orações extensas… parece que nada adiantou. Você continua amarrado no maldito do pecado! E sente que não há mais saída… só lhe resta gritar, chorar e clamar! “Quem me livrará disto?!”

Assim se sentiu Paulo quando escreveu aquelas palavras. Mas não ignore a resposta de seu clamor, porque no verso seguinte, o primeiro do capítulo 8 de Romanos ele conclui seu pensamento do ultimo verso do capítulo 7 dizendo: “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor… Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”.

Paulo repousa sua esperança na fé de que tudo há de mudar por meio dAquele que ressuscitou dos mortos de maneira incorruptível para nos dar a incorruptibilidade: “E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1Co 15:54-55 ARA)

Você sonha com esse dia? Pra começo de conversa, você tem odiado cada um dos seus dias neste corpo de pecado? Você tem lamentado essa sua natureza caída com lágrimas e arrependimento? Então com certeza você sonha com o que Paulo sonhava. Você espera o que ele esperava. Há de vir o dia, e está próximo, em que estaremos livres do corpo desta morte.

Que seremos renovados e restaurados. E em nossa mente se consolidará aquilo que decidimos e lutamos por toda nossa vida: uma mente pura, limpa, liberta, propensa ao bem e ao amor, ligado ao Criador e a semelhança de Deus! Sonhe com isso!

Pr. Diego Barreto

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Quando o impossível nos é feito – Qua. 18/05

Você entrou numa loja de grife e começou a procurar a próxima peça do seu armário. Olhou, olhou, olhou. E no mar de indecisão pelas muitas boas opções você decide que escolherá alguma que caiba no seu bolso. Afinal você não tem tanto dinheiro assim. Só poderá levar uma. Então o critério de desempate será o preço.

Pergunta pra vendedora qual delas é a “mais em conta”. Sentiu até vontade de formular uma frase menos “popular”, lutando pra não ser identificado com a classe emergente, mas já era tarde. Não dava mais tempo de trocar “em conta” por “custo/beneficio”. A pobreza lhe traiu mais uma vez.

Tentando confortar-se você pensa: Vou me envergonhar de que? Tenho dinheiro, vou pagar, podem até pensar que sou pobre, mas vou esfregar na cara de todo mundo que entrei nessa loja com poder de compra. E vou mostrar quem eu sou agora. Já fui pobre sim, mas agora tenho dinheiro… Ah, se tenho! Mas vou comprar só uma hoje. Acho melhor eu nem comprar a menos custosa, preciso deixar claro quem sou!

– Quanto custa essa? – os cabelos e pelos da nuca se arrepiam com a resposta da vendedora, mas você ainda acha que dá pé. Vai ter que fazer umas economias aqui e ali, mas nada muito dificultoso. – E essa? – agora você faz um bico com a boca, arregala os olhos e ergue as sobrancelhas automaticamente numa instintiva reação de susto e admiração. Teria que deixar de pagar uma conta pra ter a tal da roupa. “Mas uma vez na vida vale o esforço” você tenta se convencer.

Engolindo seco com o medo da resposta, você se recompõe e segurando com firmeza e disciplina para não dar “pinta de pobreza” pergunta:

– E essa aqui, quanto está? – sua reação é bem contida. Você até se orgulha de sua disciplina e aparência social, mas o seu pensamento é: “Meu Deus! Alguém paga uma fortuna dessas por uma roupa?”.

Entretanto, pra despistar sua realidade social, resolve demonstrar algum interesse naquela ultima peça antes de voltar-se para aquela que realmente comprará, a “mais em conta”.

Seu interesse fictício desperta na vendedora o instinto primitivo de bons negócios, e ela diz:

– Acho que tenho algo aqui que você vai gostar. – papo de vendedor, você logo pensa: “La vem o golpe”… “Acho que exagerei na interpretação”.

A vendedora retorna com uma peça extraordinária, algo tão bonito e impressionante que você imagina por milésimos de segundos o impacto que causaria nas pessoas estar vestido daquela maneira, mas na mesma velocidade que sonho, você conscientemente considera: “Isso definitivamente não é pra mim, eu nem devo ter uma ocasião onde possa usar isso”.

– Vai ficar maravilhoso em você. – diz a vendedora. E você concorda com ela. Enquanto ela continua: – Ultima moda. Foi usado na abertura do Oscar, no casamento Real, pelos famosos… – e enquanto ela fala você vai diminuindo, diminuindo e fica tão pequenininho que não se acha digno nem de estar mais ali. Aquilo não é pra você, nem interessa mais o preço!

Você com certeza não o têm, e nunca terá. Até a roupa que iria comprar antes já nem tem mais valor, já nem quer mais comprar… Você começa ter uma crise existencial em segundos quando seu pensamento é interrompido pela pergunta:

– Quer saber o preço?
– “Pra quê?”, você resmunga em sua cabeça.
– Quanto?
– Nada! – responde a vendedora.
– “WHAT?”
– Como assim, nada?!? Quanto custa? – agora você se sente ofendido, aquela vendedora esta brincando com você, lhe faltando com o respeito, deve achar mesmo que sou pobre e não devia estar ali, que palhaçada! É bom que ela dê uma boa explicação para essa gracinha!

– Nada! Essa veste é gratuita! Não é incrível?
– Sim, é incrível essa sua conversa, o que você esta tentando fazer?
– Concluir uma venda!
– Então me diga logo o preço. Alias nem precisa me dizer mesmo, não vou levar mais nada!
– Por que não, essa é a melhor peça da loja e esta disponível para você de graça!
– De graça? Como assim minha senhora, eu ganhei alguma promoção? É alguma pegadinha? Onde esta a câmera?
– De graça, de graça. Sem pegadinhas, sem câmera, sem nada, basta pegar a roupa e ir embora.

Você não consegue acreditar no que esta ouvindo. Posso pegar a roupa e ir embora? Será que é algum tipo de piada. Se você fosse alguma pessoa famosa e importante aquilo poderia se JUSTIFICAR, mas você? Um ninguém?

– Moça, como você pode chamar isso de venda, se pretende me dar? Que história é essa?
– Pra você sairá de graça, mas alguém já me pagou por esse vestido pra você. Se você quiser levá-lo é seu!
– Já pagaram pra mim? Quem? E como assim “se” eu quiser levar?
– Pois é, quem pagou deixou bem claro que você deveria levar esse presente se quisesse. Você quem sabe.
– Ah então tem alguma coisa a nessa história! Porque é lógico que eu vou levar, quem não levaria? Tem algum esquema ai?

Se eu levar algo vai me acontecer, essa pessoa vai querer me cobrar, isso é tudo muito doido, vou-me embora! – e vira as costas em direção a porta. – “Quando a esmola é demais, o santo desconfia”. – murmurou em voz alta.

– Não tem esmola nenhuma! Foi pago e é seu se quiser. – A vendedora deu as costas também e andou na direção contrária. Você vê nisso um sinal de sinceridade, se ela estivesse tentando te enrolar, teria tentado te obrigar. Mas ela te deu liberdade de ir ou ficar com o produto. Não cheira mais a uma armadilha. Você recua pra dentro da loja e continua:

– Espere moça, isso é realmente verdade? Posso levá-la pra mim?
– Sim, com certeza, vou embrulhar pra você posso? – Você hesita, mas não titubeia.
– Pode!

A vendedora embrulhou o produto com o esmero de alguém que fez uma boa venda, embora aquilo não se pareça com uma venda de jeito nenhum. Entrega o produto sorridente pra você que vai sar da loja, assustada e muito feliz, será um sonho poder vestir aquela peça tão excepcional. Será maravilhoso te enxergarem num manto daquele. Mas quando você passa pela porta da loja e os detectores de segurança da loja não são ativados, você percebe que ganhou mesmo. E a pergunta vem à mente de súbito, parecia que ela não existia, mas agora só existe ela em sua mente. Quem? Quem foi o doador? – você pergunta.

– Porque eu? O que eu fiz?
– Nada. Absolutamente nada. Não é por você, é porque já me pagaram para te dar essa roupa. Só por isso.
– Mas quem? Quem fez isso?
– Irrelevante. O que importa quem fez?
– Importa sim! Preciso agradecê-lo, retribuir de alguma maneira!

Com uma risada sarcástica no rosto a vendedora responde:

– Não, você nunca vai ser capaz de agradecer a esta pessoa. Não há nada que você possa fazer ou que tenha a oferecer que Ele já não tenha!
– Mas, mas não tem jeito de retribuir?
– Retribuir?
– A vendedora beirava a gargalhada – Não mesmo! Ele me disse que a sua gratidão espontânea e natural lhe bastava.
– Então o que eu faço agora? É a primeira vez que compro um produto a preço de nada!
– Vista-o e se deleite. Aproveite o teu presente. Vista-o e sorria. Sinta-se impar. Comemore um presente imerecido desses!

Vocês entenderam está parábola não? Isaías 52:3 diz: “Porque assim diz o SENHOR: Por nada fostes vendidos; e sem dinheiro sereis resgatados”. Por nossa própria escolha (“por nada fostes vendidos”) nós fomos vendidos a maldade e ao pecado. E somos resgatados pelo mesmo valor monetário: nenhum. Aquela vendedora é a lei, ela cobra por nossos méritos (dinheiro) e por nossas obras. Sempre valores que não podemos pagar. Muito acima do que somos. Somos pobres pecadores. Desejando a eternidade. Mas quando ela nos é oferecida gratuitamente, nos recusamos a vesti-la, assumi-la, aceita-la.

Não nos achamos dignos. Achamos que os “santos” são dignos, mas nós “não somos assim”, não faz sentido que recebamos algo tão bom, por nada! Mas é exatamente tudo isso que Deus quer; que aceitemos a Sua graça, a Sua vitória, a Sua salvação, gratuitamente. Para usufruirmos dela. Para vestirmos sua veste de graça. A mais formosa das vestes! A única que, por mais cara que tenha sido não nos custou absolutamente nada. Ele só quer que nós a vistamos.

Somente vestidos com ela, somente depois de viver esta realidade da Sua gratuidade é que seremos capazes de ser gratos. De naturalmente amarmos quem nos amou primeiro.

Pr. Diego Barreto

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Subir é sempre mais dificil pra quem está embaixo. Qua. 04/05

Admiro a obstinação de Eliseu. Queria a “capa” de Elias. Buscou com afinco ser o substituto de Elias e sucessor de seu ministério. Com absoluta certeza nós olhamos com louvor essa atitude de Eliseu. E preciso assumir que é muito louvável mesmo. No entanto nos passa despercebido o tamanho do problema que Eliseu estava por assumir. Não é atoa que Elias quando pergunta o que Eliseu deseja, ao ouvir o desejo do coração de Eliseu, ele responde: “Dura coisa pediste”.

Eliseu não pediu o dobro do poder de Elias. Ele não fez a absurda requisição de ser duplamente mais poderoso que Elias. Isso é uma confusão. Não existe “porção dobrada” do Espírito Santo em termo de quantidade. O que Eliseu queria dizer é o seguinte: Faça-me seu sucessor direto, ponha-me em teu ministério nessa época. Nos tempos bíblicos o primogênito tinha o direito ao dobro do que os outros irmãos tinham na partilha dos bens. Se um pai tivesse 3 filhos, repartiria seus bens em 4 e distribuiria uma parte para cada um e duas partes para o primogênito (Deut 21:17). O sucessor direto. Eliseu queria a Herança de Elias.

A resposta não é uma vibração espontânea. É uma frase de pesar e responsabilidade: “Dura coisa pediste”. Por que Elias respondeu assim? Porque estar cheio do Espírito Santo e levar um ministério nesta terra não é coisa fácil. Não é simples. É muito honroso, mas não parece. Elias sabia bem disso. O mesmo homem que fez parar de chover por 3 anos, que fez fogo cair do céu, que foi alimentado por aves enviadas por Deus e fez a chuva voltar a cair quando orou novamente, era o homem que havia fugido pra salvar a própria vida, vivido escondido em cavernas no deserto, que havia ficado deprimido por um bom tempo e que tinha se sentido muito solitário.

Mas essa história nos passa um recado muito claro. Paga-se um preço, preço alto, o preço do próprio EU para estar a disposição do Espírito nesta Terra. No entanto, o fim da história de Elias fica como um legado histórico do que há de ocorrer com aqueles que trocam esta vida pela eterna! Eliseu queria pagar este preço. E você?

Pr. Diego Barreto

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Quando Deus Desenha – Qua. 27/04

Todos os tipos do santuário são nada mais, nada menos, do que ilustrações daquilo que Deus queria ensinar ao seu povo. O Santuário é uma forma educativa de se explicar todo o plano da salvação e como a vida se processa nesta realidade, assim como a maneira que o homem deve se comportar nela.

Sendo assim, nada ali é por acaso. Das estampas nas cortinas, ao pão asmo. Tudo tem um sentido mais profundo. As cores diferentes e tipos diferentes de pedras no peitoral da roupa do sumo-sacerdote são totalmente propositais. O sacerdote é um representante direto de Cristo. Aquele que faz a mediação entre o povo e Deus. Cristo hoje é quem faz essa mediação entre as pessoas e o Pai, e o sumo-sacerdote era uma grande ilustração deste momento. Costumo dizer que o santuário é um desenho de Deus para entendermos os detalhes complicados, mas é mais do que isso, além de um desenho é também uma encenação. Por isso sabemos hoje, que tudo o que um sacerdote fazia no passado no templo feito por mãos humanas, Jesus faz hoje em um templo que não foi feito por mãos humanas.

Vamos deixar bem claro. (1) O Sacerdote era o que mediava entre as pessoas e Deus. A segunda coisa é que o sumo-sacerdote tinha uma roupa especial. Nesta roupa ele carregava duas predas principais chamadas Urim e Tumim, que eram usadas por Deus para responder diretamente ao sumo-sacerdote a respeito de Sua vontade. Então, conclusão nº (2) O sacerdote podia falar diretamente com Deus.

No peitoral de sua roupa ele carregava 12 pedras, que representavam as 12 tribos, ou seja, todo o povo de Israel. E cada uma de cor e tipos diferentes. Uma clara e evidente menção a pluralidade de formas. Sim, somos todos diferentes, mas unidos em um único lugar. Assim é a igreja e o povo de Deus. Pessoas diferentes, com características diferentes, pensamentos diferentes, criados segundo a vontade de Deus assim, mas unidos. Conclusão nº (3)Deus admite e incentiva diversidade e unidade. E o sacerdote era um dos responsáveis por essa unidade.

O que nos leva a última conclusão de hoje. Todas as pedras, representando todas as pessoas, estavam cuidadosamente colocadas no coração do sumo-sacerdote. Uma clara indicação de que Cristo amaria a todos! Seu amor era Sua motivação. Conclusão nº (4) Assim deveria ser a vida e o trabalho do Sacerdote. Pautada pelo amor aos seus irmãos (nomenclatura usada pelo próprio Cristo) em tudo. Sua vida e seu trabalho precisavam se assemelhar a vida e trabalho de Cristo. Por amor as pessoas. Para salvar as pessoas. Mediar pelas pessoas. E nunca por si mesmo. Ele era um servo de Deus e dos homens, por amor somente.

Então, esbarramos num problema. Jesus já cumpriu a grande maioria dos tipos do Santuário. E quando morreu na cruz, cumpriu todo o sistema do templo, acabando assim com a exigência sacerdotal da maneira como era feita. As coisas mudaram para um outro formato: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”; (1Pe 2:9 ARA)

Sim, agora nós somos como sacerdotes. O sacerdócio real. “Os proclamadores das virtudes dAquele que nos chamou das trevas para Sua maravilhosa Luz”. Nós é quem simbolicamente vestimos as roupas sacerdotais. Não para uma vida simbólica, mas para uma vida REAL, idêntica a daqueles sacerdotes. Sendo assim, nós, é quem somos convocados hoje a (1) Mediar entra as pessoas e Jesus no sentido de “PROCLAMAR” o evangelho aos outros. Mostrar a Luz que é Cristo. Somos nós quem devemos hoje (2) falar diretamente com Deus. Sem mediação de ninguém, temos o privilégio de adentrar o Santíssimo em oração e conhecermos pessoalmente a vontade de Deus. Cabe a nós utilizarmos nossas diferenças nessa missão (3) e respeitarmos as diferenças dos outros nessa unidade que é o Reino de Deus. Onde todos nós somos “sacerdócio Real”. E claro, nós somos chamados hoje a amar uns aos outros. Afinarmos nossa religião, nossa missão e nossos relacionamentos na mesma nota que Cristo, o Amor. E seremos reconhecidos como “Sacerdócio Real”, 35 Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros. (Jo 13:35 ARA)

Pr. Diego Barreto

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A semente do mal – Qua. 20/04

O pecado não é apenas coisa de momento. Ele pode ser plantado, regado e colhido. Pode germinar lentamente nos corações. Assim como no coração dos onze irmãos de José. Eu sinceramente não creio que sobre eles repouse TODA a culpa. Acho sinceramente que como bem pontua o texto bíblico, José tinha algumas manias muito incomodas: 1 – Era Fofoqueiro (Gn 37:2), 2 – Mimado (Gn 37:3), 3 – Como todo bom mimado, gostava de dizer que estava por cima (Gn 37:5). E para piorar tudo ainda mais, Jacó percebia o caso e nada fazia (Gn 37:10-11).

Convenhamos José foi um grande homem. Homem de Deus, que permaneceu fiel, mas isso não quer dizer que era perfeito, que nasceu pronto! As vezes mitologizamos demais os personagens bíblicos e queremos imaginar que José era perfeito desde o começo, uma vítima desde sempre, e que nada tinha de errado por ter sido fiel a Deus quando foi necessário. Nada mais falso. José, Abraão, Jacó, Davi, Isaque, Moisés e muitos outros, foram homens de Deus, mas nenhum foi perfeito. E José tinha sérios problemas na adolescência.

Sinceramente não acho que os onze irmãos o odiavam de graça. Não acredito que onze pessoas possam se encher de fúria e ódio por pouca coisa. Conheço individuos que se enfurecem atoa. Mas esse não é o caso de um grupo com onze pessoas. Eles tinha razões pra odiar José. E essas “razões” os levaram ao ato extremo. Não quero, nem vou, justificar os onze irmãos. Mas tanto Jacó quanto José tem sua parcela de culpa nesta provocação.

O sofrimento de José e de Jacó foi semeado. E o simbolo dessa semente pode ser a veste colorida. O simbolo da discórdia naquela família. Ela acenava para um amor especial por José, ela era sinonimo da irritação dos onze irmãos com José, ela foi quem identificou José ao longe, ela era evidência de um crime e foi ela quem serviu de engodo para a triste mentira que enganou Jacó por anos.

Se rastrearmos o movimento da veste colorida nessa história veremos exatamente por que caminhos o erro percorreu até lograr seu exito na tentativa de assassinato, no sequestro e no engano.

Aprendi certa vez em dos sermões do Pr. Mark Finley, algo que ilustra bem a moral dessa história. Ele dizia que Sempre colhemos o que plantamos. Na mesma espécie, em quantidade maior e um tempo depois. Se plantarmos feijão, colheremos feijão. Não tem como colhermos outra coisa. Sendo assim, se agirmos mal, não haverá outra colheita que não seja de mal! Quando plantamos uma semente, colhemos varias, em quantidade muito maior do que plantamos. Entretanto, nunca imediatamente, sempre esperamos um tempo, até que venhamos a colher o que plantamos.

Jacó, José e os irmãos, todos colheram o que plantaram. Em tempos diferentes. E quantidades maiores. O pecado nunca é amigável, nunca é inocente, nunca é ingenuo. Ele sempre é mal e SEMPRE vai te prejudicar, por menor que pareça. A história da veste colorida está aqui pra nos mostrar como o pecado pode afetar profundamente a sua vida e a de todos que te cercam. Plante suas ações com responsabílidade.

Pr. Diego Barreto

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