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Jesus e o Romance – Qui. 22/03

Conhecemos bem a história apresentada na lição de hoje. Jesus, três dias depois do período que estava no deserto, partiu para uma festa junto com a sua mãe e os discípulos. Uma festa linda, cheia de música, comida, bebida e diversão. Uma festa onde o mais puro amor era celebrado e selado.

Sendo só mais um dentre os convidados daquela festa de casamento, Jesus se divertia e conversava com todos. O intuito era aproveitar a festa e compartilhar da felicidade dos noivos. A festa estava perfeita até que, como sabemos, o vinho acabou. O liquido principal havia se findado. Podemos imaginar o desespero dos noivos que calcularam para que não faltasse nada, porém foi inevitável.

Não sabemos ao certo o motivo do fim do vinho, mas sabemos o propósito. O primeiro milagre de Jesus fora realizado naquela noite. O primeiro vislumbre da Sua glória foi manifestado numa festa de casamento.

A orientação de Maria pedindo que os servos fizessem exatamente tudo quanto fosse ordenado é o ponto-chave para a realização do milagre. Ao encher os potes com água, os servos não faziam ideia do que viria a seguir, porém encheram conforme indicação de Cristo.

Ao Jesus transformar toda aquela água em vinho fez com que a festa tomasse um novo sentido. Não digo que o sentido inicial foi retomado, pois além da superioridade do vinho transformado sobre aquele distribuído no decorrer da festa, Cristo deixa de ser um convidado comum e passa a fazer diferença na vida dos noivos. Ele intervém para que a celebração continue conforme planejado. Cristo se preocupa com os noivos, auxilia na durabilidade da festa e faz com que o casal seja bem visto pelo mestre de cerimônias. Definitivamente, a festa tem um NOVO sentido.

“…mas você guardou o melhor até agora!” João 2:10 A Mensagem

Sem nenhum intuito, a não ser demonstrar amor incondicional, Jesus transforma. Ele vê nossa maior necessidade e só pede que nossas atitudes sejam de acordo com a vontade dEle para que o melhor dEle seja visto em nós. Ele precisou ser convidado para a festa. Ele precisou fazer parte daquela celebração para que a transformação viesse por meio dEle. O casal, sem receio algum convidou Jesus para estar no meio deles e fora recompensado. E não foi uma recompensa qualquer. Jesus fez questão de dar o melhor para benefício daqueles que o quiseram perto.

Jesus não precisou ser o convidado de honra. Não precisou estar em um lugar separado na festa para poder demonstrar sua glória. Não almejou ser glorificado e exaltado após a transformação. Ele precisou apenas ser convidado a estar no meio daquela celebração e ter uma obediência inquestionável para que a transformação fosse completa.

Bom restinho de semana!

Rafael Alves

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Cumprindo as Condições – Qui. 08/03

“…Longe dessa terra vocês poderão adorar os seus deuses caseiros […] Mesmo assim, se buscarem o Eterno, o seu Deus, vocês o encontrarão…” Dt. 4:28 e 29 A Mensagem

Lendo estes versos parece fácil encontrar Deus. Independente do tamanho da nossa busca por um prazer momentâneo, só basta O buscarmos que de certo encontraremos. A questão é que o verso 29 continua e nos indica um segredo para este encontro.

“…se recorrerem a Ele de todo o seu coração e de toda a sua alma.”

É de praxe oramos depois de saciados nossos desejos. Com a saciedade vem a consciência e por muitas vezes, quando são proferidas, as nossas orações acabam sendo superficiais. O foco delas é sempre pedir a Deus um antídoto para a consequência que esta saciedade pode causar.

Somos muito além disso. Podemos fazer muito mais do que cair em tentação e logo após querer que Deus anule a consequência desta queda. Temos o privilégio de poder viver uma vida de oração. Orarmos não só para buscarmos antídotos, mas para ficarmos vacinados contra a doença chamada pecado.

Deus não nos desampara se recorrermos a Ele com todo o nosso coração e toda a nossa alma. Com toda nossa imperfeição de caráter, toda nossa natureza pecaminosa, Deus nos aceita. Nos ajuda a sermos santos como Ele é Santo.

E como filhos obedientes, andemos no caminho da vida, moldado pela vida de Deus. Uma vida ativa e cheia de santidade, onde as nossas orações estejam harmoniosamente alinhadas com o nossas atitudes.

Feliz Semana e parabéns à todas as mulheres!!

Rafael Alves

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Uma vida que mudou a história… – Qui. 01/03

Incontáveis os que nasceram. Alguns socialmente importantes outros nem tanto. Alguns fizeram grandes descobertas, outros lideraram grandes conquistas. Existem aqueles homens e mulheres honrados e valorizados pela sociedade e por historiadores, que para ficarem guardados para sempre na memória de todos, têm seus nomes homenageados em praças, ruas e monumentos.

Não é possivel contar quantos foram os que fizeram diferença na história da humanidade, nem limitar quais foram as atitudes tomadas para tal proeza. O que temos como certeza é que de todos os que já aqui existiram, somente um foi capaz de dividir esta história em duas partes. Uma cronologia de quase 6000 anos diferencia a existência de apenas um único Ser.

Jesus: nascido numa manjedoura, com uma vida de amor ao próximo e um final dolorosamente redentor. Isso é maior do que qualquer conquista territorial! Infinitamente maior que todas as descobertas científicas juntas!

A salvação veio por esta vida. A humanidade deixa de ser escrava do pecado e retoma o título de filhos legítimos do próprio Deus. Como não levar em consideração a existência de Cristo?

Uma existência tranformadora. A única que ao nascer e viver nos nossos corações divide completamente a história da nossa vida. Passamos a nos sentir filhos de Deus. O pecado não mais nos escraviza e, mesmo que não vejamos o nome de Cristo em praças, ruas ou monumentos, passamos a viver de acordo com a vontade dEle.

“…e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.” Gálatas 2:20

Uma boa semana!

Rafael Alves

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Mas no Sábado descansaram, conforme o mandamento… – Qui. 16/02

Mas no Sábado descansaram, conforme o mandamento…

Vamos focar neste verso. Analisando-o sintaticamente, notamos que não há definição de sujeito. Pela indefinição do sujeito, o verso não nos indica quem descansou no sábado. Só podemos notar que houve o descanso e que há um mandamento que destaca que descansar no sábado é segui-lo.

Se houve o descanso, houve a obediência ao mandamento. Independente do tempo, da pessoa e do lugar, “descansaram, conforme o mandamento”.

A história relacionada a este verso nos conta que o descanso foi logo após a morte de Cristo. Seu corpo foi entregue para José de Arimatéia, participante do Concílio judaico e dono do sepulcro onde Cristo seria sepultado. Vemos também Maria Madalena, Maria mãe de José e Salomé, três mulheres encarregadas de embalsamar o corpo de Cristo.

Cinco sujeitos. Cristo, José de Arimatéia, Maria Madalena, Maria mãe de José e Salomé. Os cinco com algo em comum. Cada um sabia qual papel haveria de desempenhar. Embalsamento, preparação, ressurreição… Atividades que deveriam acontecer, seja por tradicionalismo ou por necessidade de redenção humana.

O tradicionalismo foi deixado de lado. O plano da redenção humana teve uma pausa. As mulheres podiam embalsamar o corpo de Cristo logo após sua morte. Deus, com toda Sua Onipotência, tinha o poder de ressucitar Cristo assim que foi deixado no sepulcro. Mas a questão é que existiu um Sábado e um mandamento que devia ser seguido no Céu e embaixo do Céu. Existiu uma lembrança do que Deus fez assim que terminou a criação do mundo.

O dia de Sábado é um dia Santo. Separado por Deus para um encontro com o homem, este dia é valorizado até pelo Separador.

Acima de qualquer plano, existe o plano de manter a santificação no sétimo dia da semana. Um plano totalmente divino e não humano. Um plano que não vê tradições ou religiões. É um plano estipulado por Deus desde a criação do mundo e mantido durante a redenção da humanidade;

Este dia deve ser lembrado por nós todos os dias de nossa vida como um sinal de obediência. Precisamos parar qualquer plano para seguirmos conforme o mandamento, pois até o plano absoluto para nossa existência parou e o dia santificado teve a sua santificação mantida nos Céus e embaixo dos Céus.

Uma boa semana!

Rafael Alves

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Do Conhecimento para a Convivência – Qui. 02/02

Poderia passar séculos escrevendo sobre os atributos de Deus e ainda assim seria exposta somente uma parte mínima de todas as infinitas qualidades que este Ser infinito possui.

Alguns atributos nos confortam. Outros nos edificam, nos dão alegria, certeza de uma vida segura. Mas há um em especial que, antes mesmo dessa lição já me intrigava bastante.

Santo. A santidade de Deus é inquestionável. Além disso, um dos poucos, se não o único atributo que nos faz sentir humilhados.

Ao vermos a soberania de um Deus criador, sentimos a importância que Ele nos dá. Ao vislumbrarmos Seu poder triunfante temos conforto em cada batalha que enfrentamos. Mas, e ao conhecermos sobre sua Santidade?

“…Você é o Santo de Deus e está aqui para nos destruir.” Lc 4:34 (A Mensagem)

Em Cafarnaum, após ensinar e pregar na sinagoga, um homem possuído por um demônio exclamou a citação acima. O demônio conhecia a Santidade de Cristo. Sabia que se tratava de um Deus Santo, onde, perante tamanha santidade, a sua destruição era garantida.

Humanos pecadores, assim como o demônio em Cafarnaum, conhecemos sobre a Santidade de Deus. Sabemos que perante ela, o caráter pecaminoso é exibido mais fortemente. Conhecemos que somente um vislumbre da Santidade traz à tona um sentimento de humilhação. Reconhecemos que não passamos de pó e que podemos ser destruídos sem qualquer contradição.

Como nós, seres caídos, há outros seres que também conhecem sobre a Santidade de Deus. Seres não caídos, que sabem do poder soberano dessa Santidade. Vêem pessoalmente a diferença que ela faz.

Uma diferença está na convivência. Além de conhecerem desta santidade, eles convivem com ela. Caminham lado a lado com o Ser Santo e a Santidade passa a ser mais do que um motivo para se sentirem humilhados. Ela é louvada noite e dia, sem descanso.

“Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir.” Apoc. 4:8

Não basta somente conhecer sobre esta santidade. Não basta saber que Ele é santo e que a sua Santidade é soberana sobre nosso caráter imundo.

Que convivamos com esse Deus a cada dia. Quando passamos a conviver, a Santidade já não mais assusta. Ela passa a ser louvada, por mais humilhados que nos sintamos.

Uma boa semana!

Rafael Alves

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