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O amor de Deus – Ter. 20/03

O livro de Gênesis mostra, desde o início, que o romance devia ser uma parte fundamental da experiência humana. Um homem com uma mulher, ponto final. Esse era o ideal de Deus, o modelo bíblico que exemplificava o que o amor romântico devia ser.

É igualmente fascinante a frequência com que a Bíblia usa a imagem do amor, do casamento, para descrever o tipo de relacionamento de amor que Deus busca ter com Seu povo. Nada deve ser mais íntimo do que o relacionamento entre marido e esposa, exceto a relação individual de uma pessoa com Deus. Ele o demonstrou de muitas maneiras poderosas. A maior delas, é claro, foi a cruz e o que nela aconteceu. Que outras provas precisamos do amor de Deus por nós além das que foram dadas no Calvário?

O verdadeiro sentido do amor

Nos tempos atuais, o sentido de amor tem se tornado um clichê, comum e corriqueiro, mas, geralmente, destituído de seu real sentido. Nesse contexto, reproduzi o ensinamento do pastor Edilson Valiente: “No sentido bíblico, no entanto, o amor é descrito por Jesus como totalmente destituído do “eu quero”, “eu desejo”. A verdadeira felicidade está “em” amar de forma desinteressada. Amar, biblicamente, é dar-se, entregar-se, servir o outro com extrema afeição. Amor é entrega! Aquele que pensa que amor tem que ver com “agradar a si mesmo” está objetivamente em oposição ao verdadeiro sentido do amor. “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu filho único…”(Jo 3:16). Assim, o amor bíblico é em natureza heterocêntrico (centrado no outro) em vez de egocêntrico (centrado em si mesmo).

Além de entrega, o amor ainda possui três elementos que completam seu significado: compromisso (fidelidade), intimidade (sexo, no sentido humano) e dedicação de tempo.

Quem ama, assume um pacto, um concerto, uma aliança de fidelidade, compromisso. O compromisso de Jesus, estabelecido antes da fundação do mundo foi o que O fez demonstrar o maior amor possível à humanidade na cruz.

O casal cristão deve entender que a verdadeira felicidade está em um entregar-se ao outro, especialmente nos momentos íntimos. É o esposo buscando satisfazer as necessidades de prazer da esposa e vice-versa. Quando o sexo é a busca da satisfação própria, egoísta, não é realmente originado no amor e não leva à felicidade.

Quem ama também dedica tempo. Tempo para os filhos, para a família. Tempo não é apenas medido em qualidade, mas, principalmente em quantidade.

Percebe-se no contexto de Efésios 5:21ss o sentido de amor que Paulo estabelece como genuíno entre marido e esposa. O marido ama (entrega-se) à esposa. Essa, por sua vez, se sujeita ao esposo. Amar e sujeitar-se são expressões sinônimas no contexto bíblico. Isto é, no verdadeiro relacionamento de amor, há uma inter-relação de entregas, de sujeições, em nome do amor. Percebam que no contexto, essa é a forma pela qual Deus ama Sua igreja e essa deve responder com o mesmo valor.

Amor genuíno, cuja fonte essencial é Deus, é a única fonte de felicidade humana. Para um cristão, amor não é um clichê, é uma experiência de felicidade!

O Casamento cristão se difere dos demais

“Como todas as outras boas dádivas de Deus concedidas para a conservação da humanidade, o casamento foi pervertido pelo pecado; mas é desígnio do evangelho restituir-lhe a pureza e beleza” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 64).

“Alcançar a devida compreensão da relação matrimonial é obra da vida inteira” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 64, 105).

Tanto a mulher como o homem se tornam verdadeiramente felizes não apenas por poderem desfrutar da intimidade um do outro, mas por poderem experimentar o verdadeiro sentido do amor bíblico. Vivendo sob um regime de intersujeição sob a perspectiva de Cristo, estaremos restaurando o sentido do casamento às suas dimensões edênicas.”

Boa semana!

Júlio César

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Deus como músico – Ter. 13/03

“Quatro mil porteiros, e quatro mil, para louvarem ao Senhor com os instrumentos, que eu fiz para o louvar, disse Davi” (1Cr 23:5, RC).

Tente imaginar a cena acima: quatro mil pessoas tocando instrumentos musicais em louvor ao Senhor. Esse deve ter sido um culto de adoração impressionante! Afinal é um número imenso de cantores e instrumentos, mesmo para os dias de hoje.

A música faz parte do ambiente celeste, criada por Deus para o louvor, alegria e toda sorte de sentimentos bons e alegres.

A Bíblia esta permeada de referências à utilização dela, a começar por Moisés e o povo hebreu que entoaram cânticos depois que atravessaram o Mar Vermelho. Em todas as liturgias de adoração, a música era parte integrante, como ainda é até hoje.

Em Deuteronômio 31:19 há referências de um cântico que Deus deu aos hebreus para que o escrevessem e os ensinassem aos filhos. Diz assim o texto: “Agora, pois, escrevei para vós este cântico, e ensinai-o aos filhos de Israel; ponde-o na sua boca, para que este cântico me sirva por testemunha contra o povo de Israel.”

Imagine o sentimento que se pode ter ao cantar um hino composto pelo próprio Deus?!

Tomo a liberdade de transcrever as palavras do pastor Wanderlei Gazeta:

“Como referência à música da melhor qualidade, cuja beleza não pode ser expressa ou descrita, utilizamos a expressão “música do céu” ou “música divina”. Não há dúvidas de que no céu a música é um veículo da expressão de adoração e de reconhecimento. Assim como Deus criou seres com o talento da música, Ele é a fonte original deste dom. Assim como as cores, como notas que se misturam criando maravilhosas paisagens e imagens, a música, equivalente às cores, misturam-se criando melodias e harmonias que parecem nos fazer flutuar ao ouvi-las. É possível imaginar a vida sem o doce som das melodias? A começar pelo trinar dos pássaros, os sons da natureza fazem bem aos ouvidos.

Como uma dádiva de Deus, o talento musical revela o valor que Ele atribui para a música e quanto ela é importante para a dinâmica da vida. Ela atua sobre a emoção e a razão. Ela pode influenciar em decisões, criar motivação, interferir no desempenho e muitas outras formas de estimular ou desestimular em ações humanas.

Na descrição que João faz da Nova Terra, músicos aos milhares participam da apoteótica adoração a Deus com o cântico dos 144.000 (Apocalipse 14:3). Ficamos ansiosos diante da expectativa dessa ocasião. Quão maravilhoso será ouvir e participar deste coral. Imagine o arranjo e os instrumentos que estão preparados para esta apresentação! Será simplesmente magnífica e única essa ocasião!”

Boa semana!

Júlio César

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A oração da fé – Ter. 06/03

Hb 11:6 “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.”

A oração é muito mais que abrir o coração a Deus para que Ele compreenda nossas necessidades, ou para que seja “informado” dos problemas que passamos e tenha consciência do quanto estamos sofrendo. Porque, afinal, Deus sabe quais são todas as nossas necessidades.

A oração, também, não se presta a ensinar a Deus como resolver nossos problemas. Muitos há que, quando peticionam ao Senhor, demonstram tanta falta de fé, que se atrevem a controlar até mesmo os atos de Deus e dizem ao Senhor: “Eu quero que o Senhor faça isso assim, desse jeito; Siga esses passos e realize esses pedidos assim e assado.”

Tais palavras revelam falta de fé e um coração que se julga apto a seguir os caminhos e desejos escolhidos pelo próprio peticionador. Tais orações são resultado da ausência de intimidade com o Criador, pois não conseguem abrir mão dos próprios sonhos, planos e desejos para realizar os sonhos planos e desejos de Deus.

A parte mais difícil da Oração do Pai Nosso, sem dúvida é esta: “Seja feita a Tua vontade (…)”.

E é exatamente para curar o coração destes males que existe a verdadeira oração, que é maneira de aproximar-se de Deus, conhecê-Lo, senti-Lo e ouví-Lo.

Sim. Eu disse: senti-Lo e ouví-Lo.

Porque é possível na oração completa e plena, que faz a alma pulsar até o Trono Infinito de Graça e Poder, sentir a presença do Deus eterno e conhecer Sua vontade e até mesmo ouvir a Sua voz.

Basta não deixar que o “eu” fale sem parar e esse barulho todo abafe o som de sua oração. Basta refletir, em estado de oração, em Sua Palavra e ensinamentos, permitindo que o Espírito Santo nos impressione a mente e o coração indicando qual decisão a ser tomada, ou quais as falhas a corrigir em nossa relação com Deus, e, em muitos casos, pode-se mesmo ouvir-Lhe a voz.

Mas é preciso coragem para isso, porque pode ser que Ele queira algo que você não quer. Pode ser que os planos dEle sejam diferentes dos seus.

Como aceitar que aquele hábito tão gostoso saia de sua vida?

Como deixar aqueles costumes e diversões impróprios para trás?

E todas aquelas coisas que se come e que se bebe?

Como deixar de lado a paixão inadequada por aquela moça ou rapaz?

Por isso é preciso sentir prazer em fazer Sua vontade e confiança plena de que os planos dEle pra você são muito, muito, (eu quero dizer muito mesmo!) melhores, maiores e mais felizes que os seus.

Porque somente quem se entregou completamente ao Senhor sabe quanta felicidade e alegria resultaram dessa entrega.

Basta confiar e entregar seus caminhos ao Senhor.

Essa é a oração da fé. Você já a experimentou?

Se não, prove-a. Você nem imagina quanta felicidade e poder o esperam.

Boa terça-feira pra você.

Feliz semana!

Júlio César

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Daniel 2 e a providência de Deus na história – Ter. 28/02

O que é livre-arbítrio!?

Livre-arbítrio é basicamente a expressão usada para significar a vontade da livre de escolha. É a capacidade de escolha pela vontade humana entre o bem e o mal, entre o certo e o errado.

“Certo, mas se temos livre-arbítrio Deus consegue mesmo assim saber do nosso futuro!? DEUS prevê o futuro? Sabe do futuro? Conhece o futuro?

Existem coisas já predestinadas? Sabe o que acontecerá com a nossa vida? Ou nós que determinamos nosso futuro e DEUS sabe o que acontecerá se fizermos isso ou aquilo?”

Essas foram algumas perguntas que uma amiga próxima fez a mim enquanto estudávamos a lição da Escola Sabatina dessa semana.

Deus é o Criador, o Mantenedor e o Salvador. O maior exemplo pra mim de Sua soberania, oniscinência, onipotência e onipresença é no livro de Jó, mais especificamente no início do capítulo 38, onde Ele revela todos esses adjetivos!

Ele criou o mundo e deu à sua maior criação (homem) a chance de amar, a liberdade de escolha, porque o amor forçado não pode ser amor. Quer que O amemos de forma sincera! Mesmo assim, as escolhas humanas não poderão alterar o fim que Deus já planejou pra própria humanidade! Um fim grandioso e glorioso!

Daniel capítulo 2 revela uma grande demosntração histórica de que, o que Deus pensa e decide, isso se sucederá! Esse capítulo foi escrito há mais de 2.600 anos. Considere como a história tem se desenrolado exatamente como Deus predisse. Não importando exércitos, reis ou países que queiram diferente. Nada supera a vontade de Deus!

Entretanto, nossas decisões refletem consequências. Se atravessarmos um cruzamento sem olharmos para os lados ou esperarmos o farol para pedestres abrir e atravessarmos, cada uma dessas atitudes sofrerá uma consequência. Ou seja, Deus não sabe qual caminho você irá seguir, qual decisão irá tomar quando a tentação vier, se ouvirá a voz do Espírito Santo ou não. Mas saberá TODAS AS CONSEQUÊNCIAS de cada ação que fizer!!!

Portanto acima do direito que você têm sobre sua vida, não se esqueça que há alguém de sabedoria infinita o ajudando a tomar as melhores escolhas!

E sobre o conhecimento de Deus sobre o futuro:

O profeta Daniel estava certo sobre a ascensão e queda de todos os reinos: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma, incluindo a divisão de Roma em poderes menores, que ainda existem. Do ponto em que estamos na história, só resta surgir o reino eterno de Deus, o último da profecia (Dn 2:44). Se ele estava certo acerca de todos os outros até agora, seria muita insensatez não acreditar no profeta a respeito do último!

Feliz semana!

Renan F. de Almeida

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Deus Criador – Ter. 21/02

Uma grande parte do cristianismo moderno aceita a Deus como o Criador do mundo, porém, reduzem a espectativa de plenitude deste Deus quando aceitam um pensamento de que Ele criou, mas, depois, inexplicavelmente, se afastou deixando as coisas cridas
por sua própria conta e risco.

É importante ressaltar que nenhum fenômeno natural ou evento cósmico escapa ao comando de Deus criador; se isso ocorresse, toda atividade da natureza seria caótica, todo objeto que origina uma causa física sofreria um efeito descontrolado e imprevisível. Mas isso não ocorre porque Deus cuida da criação; e deseja que o homem participe desse trabalho.

Assim, aquele que Nele crê e O segue, tem como dever cuidar das coisas que Ele criou. Temos atenção especial pela salvação das pessoas e isso é muito importante, afinal os seres humanos foram criados e resgatados pelo Criador e Redentor. Porém, é comum encontrar cristãos que não têm o menor respeito pela natureza criada por este mesmo Deus.

Talvez você não derrame petróleo no mar, mas estará também a prejudicar o meio ambiente quando consome produtos não biodegradáveis; quando queima um pneu velho, quando se demora escovando os dentes com a torneira aberta a desperdiçar a preciosa água, ou mesmo quando joga óleo caseiro pelo ralo da pia.

Em Apocalipse 11:18 há uma séria advertência de Deus que merece nossa reflexão: “Iraram-se, na verdade, as nações; então veio a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.”

Devemos nos lembrar de que a criação de Deus não existe apenas por causa do homem. O homem é parte da criação. Todos os recursos naturais devem ser utilizados livremente, mas com responsabilidade. Tudo o que foi criado interage para o equilíbrio da criação. A isso chamamos de ecologia. O uso dos recursos naturais, quando feito apenas para satisfazer aos desejos e ambição humanos provocam desequilíbrio e, consequentemente, prejuízo para os outros e para toda a criação.

Este mundo está com seus recursos naturais chegando ao limite. Minhas ações podem desencadear diversas reações para o bem ou para o mal da natureza e, consequentemente, para o meu próximo.

É verdadeiro o adágio popular que diz: “quem ama, cuida”

Amamos a Deus e as coisas por Ele criadas? A resposta é de cada um de nós.

Uma boa terça-feira pra você.

Júlio César de Almeida

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