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Será que sou eu? – Qui 27/03

A pergunta final é: Está você pronto para trazer novos discípulos? Para responder essa pergunta, precisamos saber primeiramente se já estamos entre aqueles que podem ser chamados discípulos, não é? Esta pergunta sempre me fez refletir bastante. E isso exige uma sondagem completa do coração e das nossas atitudes.

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Estamos passando por uma fase tribulada no cristianismo. Há uma linha têneo que divide o cristão, daquele que segue Cristo verdadeiramente. Pois nem todo Cristão hoje pode ser chamado de discípulo de Cristo. Pelo contrário, existe um tipo de ateu que se disfarçou com um cristianismo barato e está infiltrado em todas as igrejas. Ricardo de Souza o chama de novo ateu e sabiamente diz: “É raro hoje encontrar alguém em cujo coração arde o desejo de ver um amigo, parente, colega de trabalho ou escola convertendo-se a Cristo e sendo salvo da condenação eterna. Os desejos, quando muito, se limitam a visitar uma igreja, buscar uma “bênção”, receber uma oração; mas a conversão a Cristo, o discipulado com todas as suas implicações, são coisa que não nos atraem mais.” E ele finaliza assim: “O ateu hoje não é mais aquele que não crê, mas aquele que não encontra relevância para Deus na sua rotina, não precisa da comunhão dEle para a vida. A sutileza do novo ateísmo é que ele não precisa negar a fé, apenas cria substitutos para ela. Mantém o crente na igreja, mas longe do seu Salvador.”

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Este texto me fez pensar muito… Será que estamos agindo como ateus-cristãos? Será este o motivo que não há crescimento ou reavivamento dentro das igrejas? Será este o motivo real que não se gera novos discípulos? Existe um perigo nesta filosofia de vida.

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Enquanto, não acordarmos para o perigo de um discipulado fraco no qual tenta aprender com o mestre de longe, nunca conseguiremos nos tornar discípulos de verdade. Três anos de contato direto com Jesus não transformou a vida de Pedro, mas foi capaz de limpá-lo (Jo. 13:10). Contudo, enquanto não houve inteira entrega do corpo e alma, Pedro nunca poderia ter seguido à Cristo até a morte. Somente através da derrota e do choro, Pedro foi capaz de se entregar completamente ao Seu Salvador.
Ao menos que passemos de mero observadores, nunca poderemos seguir à Cristo até a morte.

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Uma vez discípulos de Cristo, então poderemos receber a ordem do mestre: “Não saiam de Jerusalém, mas esperem pela promessa de meu Pai, da qual lhes falei. Pois João batizou com água, mas dentro de poucos dias vocês serão batizados com o Espírito Santo.” At. 1:4-5. Tudo provém da mão de Deus. Isso precisa estar impresso nas nossas mente e coração. Pois é Ele que irá te capacitar em toda boa obra para que o trabalho possa ser feito. Precisamos apenas receber aquilo que Ele já prometeu. Quando recebermos o Espírito, então receberemos o poder de Deus para ministrar o seu evangelho. E somente assim, conseguiremos trazer mais discípulos aos pés do salvador. Para que ao final possamos ouvir a voz doce do Mestre dizendo: “Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco; eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor!” Mat. 25:23.

Robson Teles

Texto completo: http://www.monergismo.com/textos/vida_piedosa/novoateu.htm

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Perdidos no caminho certo – Qui. 20/03

Você alguma vez já sentiu que deveria receber uma benção maior por estar na igreja? Ou até mesmo pensou que algo não deveria acontecer com você pelo fato de ser cristão? Muitas vezes esses pensamentos passam pela nossa mente e temos a tendência de achar que somos melhores que as outras pessoas pelo fato de estarmos indo todos os sábados na igreja. Pois é, não somos.

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A palavra de Deus é enfática: “pois TODOS pecaram e <TODOS> estão destituídos da glória de Deus.” Rom. 3:23. E ainda acrescenta: “Não há nenhum justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, NINGUÉM que busque a Deus. TODOS se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há NINGUÉM que faça o bem, não há NEM um sequer.” Rom. 3:10-12.

Precisamos sempre nos lembrar desses versículos, pois temos a tendência constante de olhar para nós mesmos e achar mérito. Não é culpa sua, foi assim que você foi ensinado na vida. Precisa estudar, para tirar notas boas. Precisa trabalhar, para ganhar dinheiro. “Deus ajuda, quem cedo madruga”, não é?! Além de sermos educados num sistema de recompensa por próprios méritos, temos esse ego interior que faz acharmos que somos melhores que outros. Você já deve ter encontrado muito destes ao longo da sua vida estudantil, profissional e pessoal. O mundo está cheio deles, assim como na igreja.

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Temos pessoas tentando ser perfeitas, desmerecendo os seus irmãos pelas falhas que elas acham que não possuem. Achamos que há um grau de santidade para medir aqueles que vão na escola sabatina, é vegetariano, faz trabalho missionário, vai no JA ou ora e lê a bíblia todos os dias. Precisamos ler os versículos de Romanos 3 novamente. Há uma grande necessidade no mundo cristão de verdadeiramente conhecer o espírito da lei ao invés da letra morta. E por letra morta, eu literalmente me refiro aos faços e não faços. Precisamos ser guiados pelo Espírito e isso implica a você porque “quem é espiritual discerne todas as coisas, e ele mesmo por ninguém é discernido; pois “quem conheceu a mente do Senhor para que possa instruí-lo?” Nós, porém, temos a mente de Cristo.” 1 Cor. 2:15-16. Já foi o tempo de apontar o dedo, disputar conhecimento bíblico ou até mesmo bater no peito e dizer que tem a verdade e é a igreja remanecente. Se continuarmos neste caminho, não chegaremos a lugar algum. Estaremos no caminho certo, mas totalmente perdidos devido a nossa própria legalidade.

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Este caminho é o mesmo que os fariseus trilharam na época de Cristo. Achavam-se dignos de toda honra devido as suas obras perfeitas, exemplar conhecimento e atitude com relação à palavra de Deus. Mas fazendo isso, simplemeste perderam a vinda do Salvador. Perderam o que mais precisavam: um coração de acordo com os desígnios de Deus e a mente de Cristo. Eu gostaria de fechar este texto, fazendo um apelo. Se não reconhecermos verdadeiramente, lá no fundo do nosso coração, que somos pecadores tanto quanto outros, nós nunca chegaremos lá: no pleno conhecimento do Seu amor e misericórdia. Porque no final, a intensão de Deus é salvar a todos, mediante a fé, pois dEle e somente dEle somos salvos pela graça, e isso só vem através de um nome e um nome somente: Jesus Cristo.

Robson Teles

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O legado continua – Qui. 13/03

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A questão passa longe se o legado de Cristo estava baseado em conhecimento, status ou alguma técnica de evangelismo. O próprio Paulo, fariseu, instruído desde criança nas escrituras afirmou: “Pois o Reino de Deus não consiste de palavras, mas de poder.” 1 Cor. 4:20. E esse é o mesmo poder quando Cristo envia os 70 discípulos e eles retornam exultando que até os demônios os obedeciam, mas Cristo responde: “Contudo, alegrem-se, não porque os espíritos se submetem a vocês, mas porque seus nomes estão escritos nos céus. Naquela hora Jesus, exultando no Espírito Santo, disse: Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, pois assim foi do teu agrado.” Luc. 10:20-21.

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A verdadeira sabedoria não está no acúmulo de conhecimento ou até mesmo nas técnicas empregadas. “Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio em sua sabedoria nem o forte em sua força nem o rico em sua riqueza, mas quem se gloriar, glorie-se nisto: em compreender-me e conhecer-me, pois eu sou o Senhor.” Jer.9:23-24. “Porque a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria humana, e a fraqueza de Deus é mais forte que a força do homem.” 1 Cor. 1:25.

Precisamos confiar mais no poder de Deus no que em nós mesmos. “Quando vocês forem levados às sinagogas e diante dos governantes e das autoridades, não se preocupem com a forma pela qual se defenderão, ou com o que dirão, pois naquela hora o Espírito Santo lhes ensinará o que devem dizer”. Luc. 12:11-12. Assim como os discípulos, nós podemos ser agraciados com este mesmo poder. Apenas precisamos se aproximar de Cristo e deixar que o Espírito trabalhe em nós. “Mas Ele me disse: Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim.” 2 Cor. 12:9.

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E para qualquer um de nós gerar um legado, apenas precisamos de uma fórmula: “Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e guarde os seus mandamentos, pois isso é o essencial para o homem.” Ecl. 12:13. Somente com um relacionamento próximo com o mestre, os discípulos foram capazes de continuar o legado que Cristo os deixou. E cabe a cada um de nós tomar parte deste legado, fazendo que este poder, sabedoria e conhecimento que o mundo não compreende possa ser proclamado nas próximas décadas até que Cristo volte.

“O verdadeiro legado não se mede pelas medidas dos mortais, mas d’Aquele que é, em si mesmo, imortal.” 1 Tim. 1:17 e 6:16.

Robson Teles

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Cristo para outros – Qui 06/03

“E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará.” Dan. 12:4.

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Nós vemos essa profecia se cumprindo em uma velocidade exponencial cada vez maior em cada década que se passa. Se você é da geração de 80, você consegue ver nitidamente a transição da fita K7 para mídia em nuvem. Precisamos utilizar todos os recursos que Deus nos tem dado neste presente século para que possamos avançar na pregação da Sua palavra. Em toda a história da humanidade, nunca houve um momento mais oportuno de sermos evangelistas, apóstolos e pregadores deste evangelho para todas as nações, tribos e línguas.

“Nosso êxito missionário tem sido plenamente proporcional ao nosso esforço abnegado e espírito de sacrifício.” Essa frase me impactou. Porque ela responde muitas perguntas e críticas que fazemos dentro da igreja. Se a igreja não cresce, culpamos a liderança; se o som não é bom, culpamos o sonoplasta; se temos poucos batismos, o pastor que é fraco; E assim vai… Quanto será que estamos sacrificando para que todas essas afirmações possam ser verdadeiras, retirando as condições aos terceiros? Quantas críticas temos feito, onde o principal fator somos nós mesmos? Nossa responsabilidade. Nosso dever. Nossa ação. Precisamos ser responsáveis no êxito ou fracasso na pregação do evangelho. E esta responsabilidade está somente em nós.

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“Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E Eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos.” Mat. 28:19-20. Destaco “ensinando a obedecer tudo o que lhes foi ensinados” Se ainda não aprendemos, como iremos ensinar outros a obedecer? Ficamos debatendo sobre certo e errado, mas não olhamos a miséria ao nosso redor. Ficamos brincando de liturgias, enquanto há fome no vizinho. Ficamos argumentando entre cristãos e mundanos, mas a verdade é uma só: somos todos dependentes da graça. Mas se temos observado a verdade, por que esta verdade não está em nossas ações continuamente?

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O poder e a certeza vem somente de uma afirmação: “EU estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos.” Esta é a promessa do salvador. Esta é promessa que nos fortalece, que nos faz mudar. Que faz com que nossa vida possa ter um significado, sentido e propósito. Somente quando aprendermos que Cristo está ai do nosso lado e é Ele, somente Ele, que nos motiva aos sacrifícios em prol do amor, então entenderemos seus ensinamentos e passaremos a ser Cristo para outros também.

Robson Teles

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Ao Princípio, não Primitivo – Qui. 27/02

O que Pedro pregou para que mais de 5 mil pessoas se convertessem de uma só vez? Apenas o Cristo. Contudo, a essência de sua mensagem era fundamentada em dois alicerces: Arrependimento e Conversão. Ele disse: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor, E envie ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado.” At. 3:19.

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Às vezes, nós ficamos totalmente fixados em como pregar o evangelho ou a forma correta de abordar ou comunicar a mensagem. Pode até aparecer radical, mas muitos estão colocando uma roupagem desnecessária e às vezes até perigosa no evangelho. Não quero discutir se existe forma certa ou não. Muito menos, analizar a sociedade contemporânea ou o modernismo para justificar qual é a forma mais acertiva de atingir as pessoas. Meu ponto é: Será que estamos colocando muitos enfeites numa mensagem simples e direta?

Vejam o que Paulo falou sobre este evangelho há quase 2 mil anos atrás: “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes. Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação. Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos.” 1 Co. 1:18-23. E a minha pergunta é: será que este evangelho não é ainda visto como loucura nos dias de hoje? Quantos já ouviram isso da boca de outras pessoas? Pregar um Deus crucificado como forma de arrependimento e conversão não é visto como patético, afetando a inteligência das pessoas? E não é exatamente disso que Paulo fala em seu texto?

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Posso concluir que a sociedade na qual pregamos este evangelho não é muito diferente da época de Paulo. Então, por que uma roupagem diferente então? Será que Paulo seria mais eficaz se usasse todas as nossas técnicas de hoje? Sim, temos recursos… que devem ser plenamente utilizados, mas minha crítica vai para todos aqueles que pretendem mudar o evangelho para que este possa ser mais atrativo para pessoas ricas, poderosas, universitários ou qualquer um que seja. Eu apoio que existem argumentos hoje que não são mais válidos, e que foram muito utilizados há 50 anos atrás. Eu acredito que precisamos defender a fé através da lógica, filosofia ou até mesmo por provas científicas. Mas ao mesmo tempo, a mensagem ainda é uma só. E o principal ponto continua imutável: Arrependimento e Conversão. Esta é a base que precisamos. E foi para isto que Cristo veio. Sem isso, não precisamos de evangelho, de Salvador ou do próprio Jesus Cristo. Todas as outras coisas que adicionamos neste evangelho modificado podem ser achadas nos livros de autoajuda, dentro de você ou qualquer outra coisa que você acredita. Precisamos voltar ao princípio. Não ao primitivo, mas a essência da mensagem.

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Se o ser humano não mudou nestes séculos todos, isso também indica que a pregação de 1 dia que converte 5 mil é ainda eficaz para um século secular, cheio de conhecimento e filosofia – assim como foi para Paulo, Pedro e outros naquele contexto. Só precisamos nos apegar com a verdadeira mensagem e principalmente com O autor dela. Sem Jesus Cristo e Seu evangelho, estaremos brincando de faz de conta… De igrejinha… Transformando a mensagem em um conjunto de acessórios que não nos levará ao centro. O centro que somente o evangelho de Jesus Cristo prega: Arrependimento e Conversão.

Robson Teles

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