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Fé no foco certo – Sex. 13/03

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Perder a fé nas pessoas, não sei se isso é algo natural e que conforme o mundo caminha para o seu final vai se agravando ou se viver e conviver com as pessoas é que torna isso normal desde que o mundo existe. O que eu sei é que a Bíblia diz que “os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se também destes” (II Tm 3:2-5) e termina nos aconselhando ao afastamento desse tipo de pessoa.

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Quantas vezes nos decepcionamos com as pessoas, talvez por esperar mais delas do que podem dar ou quem sabe por criar expectativas exageradas sobre elas. Mas Bíblia também diz que “maldito é o homem que confia nos homens” (Jr 17:5) Está bem claro que depositar nossa fé, nossa confiança, em humanos é algo que não vai dar certo nunca, pois todo ser humano é passível de errar, como nós erramos.

Então você deve estar pensando por que eu estou lendo este texto, já que não há esperança para nada? Eu te respondo: “O medo da opinião dos homens pode paralisar; a confiança no Eterno o protegerá disso” (Pv 29:25 AM) e o capítulo 17 de Jeremias continua “mas bendito é o homem cuja confiança está no Senhor, cuja confiança nEle está” (Jr 17:7). Nosso problema está no foco, confiamos mais nos homens do que em Deus. Depositamos todas as nossas expectativas no humano e esquecemos que o único que nunca falha é Deus.

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Realmente não é fácil confiar nos outros, já aprendemos isso. O que temos que aprender e viver agora é pela fé nAquele que nos ama mais que tudo, nAquele que é perfeito e fará tudo para nos salvar. Não se esqueça “todos tentam obter ajuda de quem lidera, mas só o Eterno fará justiça” (Pv 29:26 AM). Não perca a fé nEle!

Olívia David Begnália

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Oração ao pé da letra – Seg. 15/12

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“Muita oração muito poder, pouca oração pouco poder, nenhuma oração nenhum poder”. É bem possível que já tenha ouvido esse dito por aí. Nessa frase acontece um fenômeno interessante. Sem uma reflexão prévia as verdades dela podem se tornar mentiras, e suas mentiras podem se tornar verdades. Claro que nessa opinião sobre essa sentença existe um risco de preciosismo para com o significado das palavras. Como na vez em que um amigo incomodado com a personalidade crítica do outro disse: “Você leva tudo ao pé da letra!” O outro respondeu com convicção: “Claro que não, letra não tem pé!”. Contudo, pelo menos vale a reflexão nos pressupostos e efeitos para os que falam e ouvem a tal frase.

Afinal o que é oração? E o que é poder? Quanto a primeira pergunta muitas definições podem ser encontradas. “É abrir o coração a Deus como a um amigo”1. “Derramar diante dEle o coração”2. “Ser franco com Ele”3. Ou ainda, simplesmente falar com Deus. De qualquer maneira fica claro que oração não é algo etéreo, impalpável. É perceptível aos sentidos, gerada na razão, ao mesmo tempo em que envolve as emoções mais profundas da alma. E quanto ao poder? É simplesmente, possuir capacidade de realizar certas coisas, força ou energia. Óbvio, porque a dúvida? Poder é poder, uê! Será? De onde vem o poder então? Aí está a confusão.

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Se o crente orar pensando que o poder está na oração, que ele é inerente a oração, poderá ter consequências teológicas e práticas devastadoras. Nesse ponto a mentira pode confundir-se com verdade. A prece poderá se tornar uma forma de penitencia, onde quanto mais drástica for a vida de oração mais poder se supõe ter. Ou ela se tornará uma forma de sacramento, em que a salvação é proporcional a reza. Essas crenças são absolutamente contrarias a Bíblia, na qual nenhum pagamento adicional ao sacrifício de Cristo é necessário, e só existe salvação nEle. Ainda um resultado prático pode ser a decepção em perceber que após longos esforços em oração o poder não veio.

O poder disponível a todos e que pode ser recebido pelos que oram não vem da oração em si. Mas vem de Deus. Vem dEle e é dEle. Essa verdade não deve ser transformada em mentira. Tem acontecido muitas vezes quando pessoas atribuem a si mesmas os resultados de suas orações. Toda honra e toda gloria e os holofotes da fé são focalizados em pessoas e não no Deus de poder que fez os milagres. A oração se torna um meio de exaltação própria. Parece que quem orar mais alto ganha. Quem orar melhor tem mais poder. O poder de Deus é desvirtuado.

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Então qual é o real poder da oração? A oração tem que ver com relacionamento. Quanto mais intensa for a convivência com alguém mais parecidos nos tornamos com ele. “A oração não faz Deus descer até nós, mas eleva-nos a Ele”4. Orar não transforma a vontade soberana de Deus, mas nos molda a sua vontade. Se não fosse assim apenas as orações que foram respondidas positivamente seriam poderosas. Então faz sentido orar pedindo algo a Deus? Sim, e como faz. Veja o caso de Jacó5, em oração com Deus pedindo a benção da salvação, recebeu muito mais que isso. Sofreu uma transformação tal que até mesmo seu nome foi mudado. Curiosamente nome na bíblia é símbolo de posse. Além de transformado se tornou propriedade divina. Passou a se parecer mais com seu dono. E quanto às orações respondidas negativamente? É o mesmo poder transformador. Lembre-se de Paulo6, por três vezes pediu e não recebeu, mas foi transformado, aperfeiçoado. O poder real da oração é o de transformar. Mudar pensamentos. Aperfeiçoar caráter. Assim, muita oração muita transformação, pouca oração pouca transformação, nenhuma oração nenhuma transformação.

Rafael Hirle

1Ellen G. White. Caminho a Cristo, p. 82
2Salmo 62.8 NVI
3Salmo 62.8 Bíblia Versão Mensagem
4Ellen G. White. Caminho a Cristo, p. 82
5Genesis 32.22-32
6II Coríntios 12.7-9

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Em Meio ao Nevoeiro – Sex. 17/10

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Em meu caminho de casa para o trabalho, várias vezes me deparei com a neblina. A visão num dia assim fica bem comprometida. Na região onde moramos, esse fenômeno acontece ao amanhecer, porém conforme o sol vai surgindo e o dia vai esquentando, as nuvens densas passam a dissipar e a visão fica livre de obstáculos.

Em nossa vida cristã passamos por dias de nevoeiro também. Ficamos tão distantes de Cristo que nossa visão tornar-se deturpada, não enxergamos as coisas como elas devem ser, tentamos cumprir os mandamentos sozinhos, nos tornamos legalistas e passamos a julgar o comportamento dos outros. Ou ao invés disso, passamos a achar que não precisamos da lei, que vivemos no tempo da graça e não importa o que façamos já estamos salvos. Acabamos vivendo nos extremos, cobertos por uma camada densa de nuvens de desculpas que damos a nós mesmos a respeito da vida que levamos longe de Deus.

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A névoa do Eu distorce completamente a visão que temos a respeito de Deus. Aos poucos, nos tornamos cegos, pois o senso de justiça própria nos impede de ver a justiça divina. Somos santos da boca para fora, porque por dentro não há amor e como disse Tiago: “qualquer um que se considere ‘religioso’ e fala demais está se enganando. Esse tipo de religião é mera conversa fiada. Religião de verdade, que agrada a Deus, o Pai, é esta: cuidem dos necessitados e desamparados que sofrem e não entrem no esquema de corrupção do mundo sem Deus” (Tg 1: 26 e 27 AM)

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Mas há uma esperança para aqueles que se encontram perdidos nessa cerração. Ao nos aproximarmos do Sol da Justiça, começamos a ver direito, a enxergar nossos defeitos e a nos afastarmos deles. A luz divina dissipa o medo, a dúvida, o engano e o erro. Então tudo se torna claro. A verdade faz-se evidente, pois “quem dá a devida atenção à Mensagem de Deus e a vive na prática […] essa pessoa vai longe e será abençoada por Deus” (Tg 1:25 AM).

Olívia David Begnália

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Dois lados de uma rua – Seg. 20/10

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“Se alguém se considera religioso, mas não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo. Sua religião não tem valor algum! A religião que Deus, o nosso Pai aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo” (Tiago 1:26-27)

Olhe para os dois lados antes de atravessar a rua, mas não se esqueça de olhar a rua. É justamente isso que enraíza o que Tiago está dizendo. Os pontos chave são teoria e prática. Religião teórica, a falada, e a religião prática, a vivida. Não há dúvida que o problema combatido no texto é o somente falar sem nada fazer. A ênfase é corrigir uma fé que não é vivida. Mas qual será o problema por traz do problema?

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Na biologia o pobre sapo é dissecado. Seus músculos e ossos são separados e estudados. Movido pelo seu gosto pessoal, pressupostos e pretensões o cientista escolhe a parte que mais lhe interessa. Surge então o especialista. Finalmente o especialista em ossos de sapo é considerado especialista em sapos. Fazemos exatamente isso com a religião. Dissecamos em partes – teoria ou prática – escolhemos o que nos interessa mais, focamos todo nosso esforço e nos consideramos religiosos especializados. Fazemos a mesma coisa na teologia se especializando em amor ou em justiça, lei ou graça, predestinação ou liberdade, e assim por diante. Ainda fazemos o mesmo com a vida. A compartimentalizamos em vida espiritual e carnal (profissional, pessoal, secular). Como se fosse possível ir ao trabalho e deixar seu espírito no armário ou ir à igreja e deixar sua carne no congelador.

Isso acontece porque, como fruto de nossa limitação cognitiva, nós seres humanos, sofremos de uma doença crônica que me atrevo a chamar de síndrome do oito ou oitenta. Somos extremistas por natureza. Temos mania de polarizar as coisas. Só conseguimos enxergar em 2D. Como se tudo pudesse ser explicado num plano cartesiano. Tomamos uma verdade complexa e completa, e tentamos simplificá-la, reduzindo-a ao nível do um ou outro. Esse método pode ser útil para explicações conceituais, mas é ineficiente no nível da realidade. É preciso aprender que certas coisas não podem ser dissociadas. Mesmo que não as entenda. Esse é o caso de teoria e prática. Em consequência disso Tiago é levado a tratar do problema de um dos extremos. Mas em ultimo análise a raiz é o extremismo humano.

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Teoria religiosa e prática religiosa não são opostas, mas interligadas, interdependentes e complementares. Assim como, amor e justiça, lei e graça, e corpo e alma. Nenhuma é mais importante que outra. Vida cristã focada apenas em teoria leva a frieza, arrogância e hipocrisia. Por outro lado, somente prática leva a superficialidade, alienação e vaidade. Teoria e prática não existem uma sem a outra. Músculo não é nada sem ossos. Não olhe para os lados da rua apenas. Olhe para a rua, para o todo, para a junção dos dois lados. Cuide para não separar sua crença, a verdade, a teoria, de suas ações e suas práticas. Às vezes não é oito ou oitenta, é apenas oitenta e oito.

Rafael Hirle

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A Fé e o Reino – Ter. 17/06

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Fé. Uma palavra tão pequena, mas com um significado tão grande e profundo. Mesmo olhando no dicionário, não consegui encontrar algum termo que fosse adequado ao que pensamos ser fé. E quando falamos em fé, de quem nos lembramos? Ele mesmo, Abraão! Abraão foi o pai da fé. Dá pra imaginar o peso que esse título traz, não é? Abraão foi um homem que creu nas promessas do Senhor e foi fiel. Isso o tornaria um homem diferenciado, no sentido de que ele alcançou um patamar espiritual que hoje seria impossível para a esmagadora maioria de nós. Mas a realidade não é assim. E também não é desse jeito que Deus trabalha.

Abraão recebeu o chamado divino para uma nova vida em uma nova terra. Deus fez uma aliança com ele, prometeu abençoá-lo grandemente. E Abraão creu. Mas em sua jornada, ele cometeu algumas falhas graves, como entregar sua esposa ao Faraó e duvidar da promessa de Deus de ter um filho de Sara. São faltas graves, até mesmo aos nossos olhos. E mesmo assim, Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.

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Os relatos da vida de Abraão devem nos mostrar um indicativo do jeito com que Deus se relaciona conosco. Ele não era nenhum santo, como muitas vezes somos tentados a pensar. Ele não estava em um pedestal, em um nível de grandeza moral e espiritual inalcançáveis. Diferente disso, ele era como cada um de nós. Um pecador, que carecia do amor e da misericórdia do Pai. Mas qual foi o diferencial na vida do patriarca? Ele creu em Deus!

Acreditar em Deus, crer em Suas promessas e em Suas bênçãos deve nos levar a buscar um relacionamento com Ele. Não há maior privilégio do que conhecer o Eterno de perto, ver como Ele cuida de nós em cada um dos nossos passos, em cada decisão, em cada momento. E o mais importante é que Ele está sempre nos buscando. Isso diverge totalmente da nossa sociedade! Se alguém te promete mundos e fundos e você se interessa, você corre atrás disso.

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Jesus nos oferece o universo e a vida eterna, mas mesmo assim Ele corre atrás para que cada um de nós consiga alcançar essa meta. Tanto que Ele pagou o único preço capaz de nos dar este privilégio: sua própria vida!

A bênção se encontra ao alcance de nossas mãos. A promessa é nossa, e devemos tomar posse dela! O melhor é que não precisamos fazer isso sozinhos. Deus quer é que nós busquemos a ajuda dEle. E Ele é Todo Poderoso! De que mais precisamos?

O Eterno estende sua mão em amor e buscando se relacionar conosco. As chaves para o Reino estão à mão. O que você está esperando para pegá-la?

Guilherme Maciel

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